Análise: Inter cai na realidade, Beira-Rio perde força e Pezzolano admite momento de sofrimento
Internacional 1 x 1 São Paulo | Melhores Momentos | 9ª Rodada | Campeonato Brasileiro 2026
O Inter voltou a iludir o torcedor. No Dia da Mentira, chegou a ludibriar em um primeiro tempo de controle, mas tirou a máscara após o intervalo, convidou o São Paulo para atacar e acabou punido. Empatou em 1 a 1 na noite de quarta-feira, saiu vaiado de campo e deixou claro que a realidade é lutar (e muito) para alcançar 45 pontos. Afinal, o Beira-Rio já não é mais intimidador.
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A surpreendente escalação de Pezzolano foi coroada com o gol de Alerrandro aos 22 minutos. Abriu o placar em um lance típico de centroavante, ao se antecipar ao zagueiro e completar o cruzamento de Aguirre.
Gol construído em uma jogada coletiva. Iniciou com Anthoni e passou por Mercado, Bruno Henrique e Bruno Gomes, até Aguirre cruzar para o camisa 9. Lance que referendava Paulo Pezzolano.
Seria a confirmação da nova fase, com a terceira vitória consecutiva e a consolidação do esquema 5-3-2? Não, é claro!
A Voz da Torcida – “O Inter abdicou de muitos espaços do campo de jogo durante a partida”
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O Inter mostrou o verdadeiro cenário no segundo tempo. Ficou todo encolhido entre a área e a intermediária defensiva. Tentava escapar do festival de chuveirinho proporcionado pelo time de Roger Machado.
Pezzolano teve papel fundamental. Levou azar que Tabata ficou menos de 10 minutos em campo, verdade. Porém, a falta de força para tirar a equipe de trás custou um preço caro, embalado pelas escolhas. Enquanto esteve em campo, Alan Patrick não conseguiu segurar a bola no campo de ataque.
O técnico apostou nas entradas de Alan Rodríguez, Thiago Maia e Ronaldo para dar sustentação (além de Carbonero e Borré à frente). Não deu certo. Os paulistas continuaram em cima e o gol de Calleri saiu após Ronaldo permitir que Wendell cruzasse, e Anthoni ficou perdido no lance.
Alan Patrick não impediu mais uma frustração do Inter
Ricardo Duarte/Divulgação, Internacional
Frustrado, Pezzolano tratou de falar sobre o panorama colorado.
Se acharmos que temos o Inter que peleava na Copa, saía campeão do mundo e da Libertadores, sofreremos muito mais. Temos de entender que é uma transição, que sofreremos em bloco alto, baixo ou médio.
— Há momentos que sofreremos nos jogos. Tomaremos gols, mas tentaremos não levar. Precisamos de muitas oportunidades para fazer um gol. O mais importante é entender o momento. Fico triste porque era para ganhar três pontos — completou o treinador.
Inter x São Paulo Beira-Rio
Maxi Franzoi/AGIF
Beira-Rio sem assustar
O discurso do técnico era até uma resposta ao torcedor. O Inter não conseguiu levar 15 mil pessoas ao Beira-Rio (14.780). Quem esteve, saiu irritado e vaiou o time por mais uma decepção.
Também pudera. O Beira-Rio parou de rugir, como dizia o ex-presidente Fernando Carvalho. O time venceu apenas a Chapecoense em cinco jogos como mandante no Brasileirão. No total, fez quatro pontos em 15 até agora.
A realidade é dura. O Inter jamais teve mais pontos do que partidas no Brasileirão. Está com nove em nove rodadas, em 13º lugar. No domingo de Páscoa, o time encara o Corinthians na Neo Química Arena. A ver se ocorrerá a ressurreição ou mais uma tristeza ao torcedor.
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