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Análise: Ponte sente peso da cobrança por reação na Série B e parece viver filme repetido

Análise: Ponte sente peso da cobrança por reação na Série B e parece viver filme repetido

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Nervosismo, erros bobos e pouca eficiência no ataque. Na noite que tinha tudo para ser o marco da recuperação alvinegra na temporada, a Ponte Preta ficou apenas em um amargo empate por 1 a 1 contra o Ceará, no estádio Moisés Lucarelli, e segue sem vencer na Série B do Campeonato Brasileiro.
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O que mais chamou a atenção, e consequentemente gerou a fúria das arquibancadas, é que o roteiro do jogo estava desenhado para um desfecho positivo. A Macaca jogava diante de sua torcida, viu o adversário ter um jogador expulso ainda no primeiro tempo e conseguiu abrir o placar logo nos primeiros lances da etapa final.
Mesmo com o cenário ideal nas mãos, o time não conseguiu se sustentar e viu um filme repetido do começo do ano passar diante dos próprios olhos: frustração em campo e vaias de uma torcida que não aceitou o tropeço.
William Pottker em Ponte x Ceará
Marcos Ribolli
Foram dez dias de preparação desde a derrota para o Athletic, na rodada de abertura da Série B. O técnico Rodrigo Santana teve tempo para trabalhar e mandou a campo uma equipe com cinco mudanças. Na prática, porém, viu-se um time pouco eficiente e sem inspiração.
Durante o primeiro tempo, William Pottker foi a única válvula de escape. O atacante chamou a responsabilidade e incomodou o goleiro Richard no começo e no fim da etapa inicial. No entanto, o comportamento ofensivo coletivo gerou angústia na arquibancada. Elvis, o camisa 10 e principal articulador da equipe, fez um jogo apagado, dificultando a criação de jogadas.
A sorte pareceu sorrir para a Ponte na virada para o segundo tempo. A expulsão de Lucas Lima deixou o Ceará com um a menos e abriu espaços. O cenário, que já era favorável, ficou animador aos sete minutos da etapa final: após finalização do zagueiro David Braz, o goleiro Richard deu rebote e Luís Phelipe apareceu para estufar as redes e abrir o placar.
Ponte x Ceará; Série B
Marcos Ribolli
Foi exatamente no momento em que deveria controlar o jogo que a Ponte se perdeu. As substituições promovidas por Rodrigo Santana desestruturaram a equipe. Quem entrou, demonstrou um nervosismo incompatível com a situação. Com vantagem no placar e no número de jogadores, a Macaca inexplicavelmente começou a tocar a bola para trás.
Esse movimento de recuo atraiu o adversário e deu ao Ceará a confiança que faltava. O resultado não poderia ser outro que não a punição: em um vacilo defensivo alvinegro, Sánchez encontrou espaço para empatar a partida e desmoronar de vez o moral campineiro dentro de campo.
Faltou organização, faltou coragem e, acima de tudo, faltou eficiência ofensiva. Um problema crônico que tem assombrado o Majestoso durante todo o ano. Em 12 jogos disputados na temporada, a Ponte marcou míseros seis gols. O dado mais alarmante? O artilheiro da equipe é um lateral-direito improvisado no ataque. A Macaca tem vivido de improvisações – dentro e fora das quatro linhas -, o que explica a aflição do torcedor em relação ao futuro do clube.
Rodrigo Santana conversa com jogadores da Ponte
Marcos Ribolli
A Série B é longa e ainda reserva 36 capítulos para a Ponte mostrar um futebol digno de uma equipe que almeja, no mínimo, uma campanha segura de manutenção após os insucessos no Paulistão e na Copa do Brasil.
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O tempo para lamentar, no entanto, é curto. Com apenas duas atividades previstas até o próximo compromisso, os comandados de Rodrigo Santana voltam a campo no próximo sábado (4), contra o Náutico, nos Aflitos. E precisam, mais do que nunca, vencer para espantar os fantasmas que insistem em rondar o Moisés Lucarelli. geRead More