Dirigente do Grêmio dispara sobre profissionalização da arbitragem: “Salário para a incompetência”
Mauricio Saraiva analisa derrota do Grêmio para o Palmeiras
A direção do Grêmio sustenta que a derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, nesta quinta-feira, passa diretamente pela arbitragem. Depois da partida, o vice-presidente de futebol do Tricolor, Antônio Dutra Junior, listou uma série de reclamações e criticou a arbitragem.
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– A CBF fala em profissionalizar, ou seja, o que a CBF diz profissionalizar, ela quer pagar salários para os árbitros. Vai pagar salários para a incompetência. Hoje tivemos um funcionário do Palmeiras que chegou a pular uma placa de publicidade para jogar a bola rapidamente para o jogador, ou seja, a regra dos pontos de bola no chão não vale.
A principal reclamação de Dutra, assim como havia sido do técnico Luís Castro momentos antes, está na origem do segundo gol do Palmeiras. Em cobrança de lateral, a reposição de bola para Giay é feita por um integrante da comissão técnica palmeirense que estava à beira do campo.
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Ou seja, a bola não foi pega nos suportes que ficam na lateral do gramado, conforme prevê a regra da CBF. Na sequência do lance, Marlon Freitas faz o 2 a 1.
Confira explicação para jogada que iniciou o gol do Grêmio
O dirigente gremista também afirmou que não foi falta de Pedro Gabriel em Fláco Lopez no primeiro tempo. A marcação origina a bola parada para o primeiro gol de Marlon Freitas.
Além disso, Dutra Junior questiona a não marcação de um pênalti de Giay em Amuzu na etapa final. O árbitro Bruno Arleu de Araújo entendeu que foi “ombro com ombro” e mandou o jogo seguir.
O comentarista PC Oliveira afirmou que não houve a penalidade e que houve falta no gol palmeirense. Além disso, viu irregularidade na origem do gol do Grêmio (entenda no vídeo acima).
– Tivemos um pênalti claro no nosso jogador, o VAR não chamou. Ah, mas foi decisão do campo. Não, mas eu cansei de ver outras situações em que o campo definiu uma coisa, e o VAR chamou. Tivemos um gol decorrente de uma falta absolutamente inexistente. O jogador do Grêmio não toca no jogador do Palmeiras. Eu quero dizer que muito desse resultado está diretamente ligado à arbitragem – acrescentou.
Vice de futebol do Grêmio, Antonio Dutra Junior
Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Profissionalização da arbitragem
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou em janeiro o pagamento de salários fixos a integrantes da arbitragem — são 20 árbitros principais, 40 assistentes e 12 árbitros de VAR neste primeiro ano. O árbitro Bruno Arleu de Araújo, de Palmeiras e Grêmio, está na lista dos designados.
Os profissionais são contratados como pessoa jurídica. Pela natureza do contrato de trabalho, a CBF não pode exigir dedicação exclusiva, mas prioritária ao trabalho de árbitro, assistente e VAR.
Os salários fixos têm diferença por categoria, se é árbitro Fifa ou CBF, por exemplo. Os profissionais contratados também recebem por partida — como acontecia até o ano passado — e ainda um bônus por desempenho.
A CBF não divulga os valores de cada categoria — em média, os 72 contratados tem vencimentos de cerca de R$ 13 mil mensais, mas o grupo de árbitros conta com os maiores valores, acima de R$ 30 mil fixos.
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