Bahia x Palmeiras: dicas, palpites e chances no Brasileirão
Bahia pode ter novidades para enfrentar o Palmeiras
Sem calendário internacional para desgastar a equipe e fora da Copa do Nordeste, o Bahia em tese terá energia de sobra para os jogos do Brasileirão e da Copa do Brasil. Assim, este é um jogo-chave para a equipe poder sonhar com o título.
Nesse sentido, a primeira expectativa recai sobre qual time o técnico Rogério Ceni vai colocar em campo porque tem passado despercebido que o Bahia desde a quinta rodada tem disputado com Bragantino e Grêmio a marca de time titular de menor média de idade da Série A, por volta de 26 anos, preparando a renovação do elenco, que na rodada passada voltou a usar a mesma faixa etária das primeiras rodadas do campeonato, com média de 29 anos após os mais jovens sofrerem a goleada fora de casa para o Remo (4 a 1).
Na sexta rodada (Internacional 0 x 1 Bahia e Palmeiras 1 x 0 Mirassol, Bahia e Palmeiras, na ordem, tiveram as duas equipes titulares mais jovens entre as 20 equipes.
A distância para o Palmeiras poderia ser menor, de apenas dois pontos, mas o Bahia teve adiado (e não realizado na data Fifa) o jogo em casa contra a Chapecoense, sexta pior visitante e que ainda não venceu fora de casa.
Gato Mestre
Este jogo vai ser um indicativo muito importante sobre quais as chances reais de o Bahia lutar pelo título deste ano porque, historicamente, o Palmeiras é um visitante dos mais inconvenientes neste confronto pela Série A.
Como mostra o gráfico de xG, acima, o Palmeiras nas últimas cinco partidas fez finalizações com características para um potencial estatístico para 0,74 gol por partida, nível de ameaça mais baixo do que em qualquer momento dos últimos três brasileirões. Só que a equipe tem sido muito eficaz e marcou sete gols nesses cinco últimos jogos ou 1,4 por partida, praticamente o dobro do potencial de suas finalizações.
O Bahia só venceu dois dos 11 confrontos em casa contra o Palmeiras, que venceu cinco, além de quatro empates. Por outro lado, dos últimos três confrontos com este mando pela Série A, o Bahia venceu dois, inclusive no ano passado (1 a 0), e o Palmeiras, um.
O Bahia está com a oitava campanha mandante (2 V, 2 E, 0 D, 67%) — o melhor mandante é o Palmeiras, com vitórias em todos os seus cinco jogos, empatado com o Fluminense. A força defensiva do Bahia sustenta essa campanha: é a segunda melhor defesa caseira (dois gols sofridos, média 0,50 por partida) e está com o sétimo ataque (sete gols, 1,75). Fez gol em todas as partidas em casa e não sofreu em duas.
O Palmeiras é o terceiro melhor visitante (2 V, 1 E, 1 D, 58%), com o melhor ataque forasteiro (sete gols, 1,75) e a sexta defesa (cinco gols sofridos, 1,25). Fez gol em todos os jogos fora e não levou gol em um deles.
A força defensiva do Bahia se dá principalmente em relação à sua resistência defensiva, a segunda maior entre os mandantes, com um gol sofrido a cada 22,5 conclusões contrárias. É fundamental porque sua defesa é a 13ª em finalizações sofridas, com média de 11,3 por jogo.
Será interessante acompanhar postura do time da casa em campo porque é um risco gigante permitir tantas finalizações contra uma equipe como o Palmeiras, o visitante mais eficaz no ataque, com um gol a cada 5,1 tentativas, com média de 9,0 conclusões por jogo.
Comparativamente, o Bahia tem precisado de 7,6 finalizações para conseguir um gol em casa, sétima marca caseira, com média de 13,3 finalizações por jogo.
Terá um grande desafio porque o Palmeiras está com a segunda maior resistência defensiva visitante, um gol sofrido a cada 14,5 conclusões contrárias, com média de um gol sofrido por jogo. No entanto, a média de 14,5 finalizações sofridas por partida é a quinta maior entre os visitantes, muito próxima do que o Bahia precisa para fazer dois gols.
Será um embate desafiador para ambos os times, dois dos três que com melhor pontaria nas finalizações certas: o Bahia acerta o gol em 45,5% de suas conclusões, melhor marca do campeonato, e o Palmeiras, em 42,3%, terceira maior marca. Entre eles está o Fluminense, com 42,6%.
A eficiência dentro da área é gigante: o Palmeiras tem conseguido um gol dali a cada 4,3 tentativas, e o Bahia, a cada 5,2 conclusões.
O Bahia é mais efetivo na troca de passes rasteiros, com sete dos últimos dez gols marcados dessa forma, mesma proporção dos últimos dez gols sofridos pelo Palmeiras.
Já o Palmeiras marcou sete dos últimos dez gols a partir de jogadas aéreas. O Bahia tem controlado bem seu espaço aéreo, com quatro dos últimos 13 gols sofridos assim (mas três dos últimos quatro, que é o que o Palmeiras deve tentar explorar na partida).
Saiba como funciona o cálculo por trás do percentual de chances da Série A
*As probabilidades de ocorrência de cada resultado são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi com a aplicação de modelos estatísticos sobre microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre, formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Matheus Guimarães, MIllena Paes Leme (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More


