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Flamengo x Santos: dicas, palpites e chances no Brasileirão

Flamengo x Santos: dicas, palpites e chances no Brasileirão

Flamengo X Santos: informações e palpite para o jogo
Embora o Santos tenha vencido dois (2021 e 2023) dos últimos quatro confrontos como visitante pela Série A, o Flamengo é historicamente amplamente dominante quando mandante nos pontos corridos, com 11 vitórias em 19 partidas desde 2006. Foram quatro vitórias do Santos e quatro empates. Cuca era técnico da equipe santista em duas dessas partidas, com duas derrotas (2018 e 2020).
Desta vez, as duas equipes estão em transformação, sob a direção de novos treinadores, e o desempenho em campo mudou.
Sob o comando de Leonardo Jardim, nos últimos seis jogos caiu abruptamente a média de finalizações do Flamengo na comparação com os últimos seis jogos do ex-treinador Filipe Luís.
Competições diferentes, adversários diferentes, mas nos últimos seis jogos com o treinador brasileiro (e nacionalidade não tem responsabilidade sobre isso), o Flamengo teve média de 16,0 finalizações por partida (Vitória, Botafogo, Lanús duas vezes e Madureira duas vezes).

Gato Mestre
O modesto Madureira estar na lista duas vezes desperta questionamentos compreensíveis. Nos seis jogos anteriores, a média foi de 17,3 finalizações por jogo (contra Vasco, Fluminense, São Paulo, Corinthians, Internacional e Sampaio Corrêa-RJ).
Nos seis primeiros jogos sob o comando do português Leonardo Jardim, essa média caiu para 11,5 finalizações por jogo, uma redução de 33% (contra Fluminense, Cruzeiro, Botafogo, Remo, Corinthians e Bragantino).
Nos seis jogos sob Jardim, o aproveitamento de pontos foi de 61% (3 V, 2 E, 1 D). Nos últimos seis jogos com Filipe Luís, 67% (4 V, 0 E, 2 D) e em seis jogos anteriores, 39% (2 V, 1 E, 3 D).
O desempenho sob Filipe Luís variou, nas é preciso lembrar que a equipe foi retirada de sua pré-temporada em caráter emergencial para resgatar o clube de uma situação muito ruim no Carioca, o que talvez ainda cobre um preço da equipe sob Leonardo Jardim.
Mas assim como variou a negativamente a média de finalizações feitas, também piorou a média de finalizações sofridas: em seis jogos com Jardim, foram 10,8; nos últimos seis jogos com Filipe Luís, 7,3; e nos seis jogos anteriores com este, 6,8 (quando a equipe voltava de férias). Em comparação com esta última marca, a alta é de 59% na média.
Na partida passada, contra o Bragantino, o Flamengo permitiu fora de casa 18 finalizações do adversário. A última vez que o Flamengo sofreu mais de 17 finalizações fora de casa foi na Copa Intercontinental (22), contra o PSG, mas o jogo teve prorrogação. No tempo normal, foram 15. Antes disso, só na eliminação nos pênaltis (4 a 3) após vitória no tempo normal (1 a 0) nas oitavas de final da Copa do Brasil, quando o Atlético-MG fez 19 finalizações, em 6 de agosto do ano passado. Antes disso, só em novembro de 2024, na final da Copa do Brasil, vencida contra o Atlético-MG, que fez 19 conclusões.
O Santos também está em transformação. A defesa espaçada do Santos derrubou o técnico Pablo Vojvoda. Na temporada, sob o comando do argentino, o Santos permitiu em média 12,7 finalizações por partida, sendo que nos últimos seis jogos a média passou para 14,7. Nos últimos dois jogos, 13,0. Nas duas primeiras partidas sob o comando de Cuca, a média baixou para 8,5. Ainda assim, o Santos sofreu em casa 11 finalizações do Remo, último colocado da classificação.
Em busca de fechar a defesa, o Santos se tornou menos ofensivo: na temporada com Vojvoda, a média de finalizações foi de 12,1. Nos últimos seis jogos, 11,5; nos últimos dois, 10,0. Nas duas primeiras partidas com Cuca, a marca caiu para 6,0. A equipe está mais cuidadosa e pulou da 16ª para a 13ª colocação na classificação do Brasileirão, com três pontos de vantagem para o Z4 que leva para a Série B.
No Brasileirão, o Flamengo disputou três jogos como mandante e segue invicto (2 V, 1 E, 0 D, 78%), com a melhor defesa caseira (um gol sofrido, média 0,33) e o quarto melhor ataque (seis gols, 2,00).
O Santos ainda não venceu fora de casa na Série A. Com quatro jogos disputados como visitante, o Santos tem a 13ª campanha forasteira (0 V, 2 E, 2 D, 17%), o sétimo ataque (cinco gols, média 1,25) e a quinta pior defesa (oito gols sofridos, 2,00).
É de supor que o Santos vá ao Maracanã para jogar no contra-ataque, já que é a equipe que mais fez gols assim no Brasileirão (quatro) e amais eficiente no quesito, com um gol a cada três finalizações.
Ao final da rodada passada, o Flamengo era a sexta equipe que mais permitiu finalizações em contragolpes (13), com dois sofridos, pior marca da competição. Em casa, fora sete finalizações sofridas e um gol.
De qualquer modo, o Santos enfrentará a defesa mandante mais resistente desta Série A, com um gol sofrido a cada 29 conclusões contrárias, e média de 9,7 finalizações sofridas por jogo, nona marca caseira.
Embora seja o quinto visitante que mais finalizou no campeonato (13,3), a equipe tem precisado de 10,6 tentativas para fazer um gol fora de casa, 11º desempenho ofensivo forasteiro. E é preciso considerar que nos dois primeiros jogos sob Cuca, o número de finalizações despencou.
O Flamengo está com a décima média de finalizações entre os mandantes (13,7), com a quinta maior eficiência caseira, um gol a cada 6,8.
O jogo mostrará se a equipe aumentará sua produtividade na rodada, mas o Santos se apresenta até aqui como o segundo visitante que menos permitiu a finalizações de mandantes (média 11,0) — a primeira é o Flamengo, 10,8 — mas tem a quinta menor resistência forasteira, um gol sofrido a cada 6,3 conclusões contrárias.
Saiba como funciona o cálculo por trás do percentual de chances da Série A
*As probabilidades de ocorrência de cada resultado são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi com a aplicação de modelos estatísticos sobre microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre, formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Matheus Guimarães, MIllena Paes Leme (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More