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Favoritismos #10: dicas, palpites e chances no Brasileirão

Favoritismos #10: dicas, palpites e chances no Brasileirão

São Paulo X Cruzeiro: informações e palpite para o jogo
Quem tem preferência pelo jogo bonito de trocas de passes rasteiros deverá acompanhar a décima rodada do Brasileirão com certo incômodo: em cinco das dez partidas, equipes que têm feito principalmente gols a partir de jogadas aéreas enfrentam equipes com essa vulnerabilidade defensiva, aumentando a probabilidade de essas partidas serem decididas assim, ainda que o futebol não estimule certezas. Mas os potenciais estarão lá.
Embora o Palmeiras tenha feito sete dos últimos dez gols usando bolas altas, o Bahia tem controlado bem seu espaço aéreo defensivo e, por isso, o jogo de mais alto nível técnico da rodada não faz parte dessa lista.
Em um ano em que não terá calendário internacional e também não disputa a Copa do Nordeste, o terceiro colocado Bahia tem levado energia extra a campo, desde a quinta rodada impulsionado por uma equipe titular renovada, com média de idade de 26 anos, e que tem se destacado como a mais jovem da competição.
Mas após o time mais jovem ser goleado pelos trintões do Remo, o Bahia voltou a escalar titulares com média de idade de 29 anos, a mesma com que iniciou o campeonato. A expectativa é qual time o técnico Rogério Ceni colocará em campo para tentar superar o Palmeiras. Se vencer, o Bahia vai a 20 pontos contra 22 do líder e, como tem um jogo a mais por disputar, passaria a se candidatar à liderança da classificação.
Nesta rodada, apresentamos o gráfico de xG de cada equipe com dados das últimas rodadas do Brasileirão 2025 juntamente com os das primeiras rodadas de 2026. A variação permite ao leitor identificar, entre os times que disputaram a edição passada, quais equipes estão apresentando uma maior (ou menor) nível de ameaça no ataque e quais defesas passaram a ser mais ou menos ameaçadas. A metodologia empregada está no final deste texto.
O Palmeiras , por exemplo, nas últimas cinco partidas fez finalizações com características para um potencial estatístico de 0,74 gol por partida, nível de ameaça mais baixo do que em qualquer momento dos últimos três brasileirões. Só que a equipe tem sido muito eficaz e marcou sete gols nesses cinco últimos jogos ou 1,4 por partida, praticamente o dobro do potencial de suas finalizações.
Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, Favoritismos traz análises sobre cada uma das dez partidas da rodada da Série A. Para ver o contexto em que cada jogo será disputado, clique no nome de cada confronto, abaixo.
Sábado
18h30
São Paulo x Cruzeiro
São Paulo X Cruzeiro: informações e palpite para o jogo
20h30
Coritiba x Fluminense
21h
Vasco x Botafogo
Domingo
16h
Chapecoense x Vitória
17h30
Flamengo x Santos
Flamengo X Santos: informações e palpite para o jogo
Atlético-MG x Athletico-PR
19h30
Corinthians x Internacional
Corinthians X Internacional: informações e palpite para o jogo
Bahia x Palmeiras
20h
Mirassol x Bragantino
20h30
Grêmio x Remo
Metodologia
Favoritismos apresenta o potencial que cada time carrega no Brasileirão 2025 comparando o desempenho nos últimos 60 dias como mandante ou visitante em todas as competições e nos últimos seis jogos, independentemente do mando. Também são consideradas as performances defensiva e ofensiva das equipes no jogo aéreo e no rasteiro. Os cálculos referentes à influência de bolas altas e de troca de passes rasteiros entre gols marcados e sofridos só consideram as características dos gols marcados em jogadas. Gols olímpicos, cobranças de pênaltis e de faltas diretas não contam para determinar a influência aérea ou rasteira por serem cobranças feitas diretamente para o gol.
Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas nos parâmetros do modelo de “Gols Esperados” ou “Expectativa de Gols” (xG), uma métrica consolidada na análise de dados que tem como referência 124.232 finalizações cadastradas pelo Gato Mestre em 5.026 jogos de Brasileirões desde a edição de 2013. Consideramos a distância e o ângulo da finalização, se foi feita em casa ou como visitante, além de características relacionadas à origem da jogada (por exemplo, se veio de um cruzamento, falta direta ou de uma roubada de bola), a parte do corpo utilizada, se a conclusão foi feita de primeira, a diferença de valor mercado das equipes em cada temporada, o tempo de jogo e a diferença no placar no momento de cada finalização.
O desempenho de um jogador é comparado com a média para a posição dele, seja atacante, meia, volante, lateral ou zagueiro, e consideramos o que se esperava da finalização se feita com o “pé bom” (o direito para os destros, o esquerdo para os canhotos) e para o “pé ruim” (o oposto). Foram identificados os ambidestros, que chutam aproximadamente o mesmo número de vezes com cada pé.
De cada cem finalizações da meia-lua, por exemplo, apenas sete viram gol. Então, uma finalização da meia-lua tem expectativa de gol (xG) de cerca de 0,07. Cada posição do campo tem uma expectativa diferente de uma finalização virar gol, que cresce se for um contra-ataque por haver menos adversários para evitar a conclusão da jogada. Cada pontuação é somada ao longo da partida para se chegar ao xG total de uma equipe em cada jogo.
Saiba como funciona o cálculo por trás do percentual de chances da Série A
*As probabilidades de ocorrência de cada resultado são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi com a aplicação de modelos estatísticos sobre microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre, formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Matheus Guimarães, MIllena Paes Leme (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More