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Efeito Neymar ajuda a turbinar receitas, e Santos cresce 70% em relação a ano anterior na elite

Efeito Neymar ajuda a turbinar receitas, e Santos cresce 70% em relação a ano anterior na elite

Bruno Gutierrez analisa atuação de Neymar- “Não ajuda quem defende convocação para a Copa”
A contratação de Neymar ajudou a turbinar as receitas do Santos no ano de 2025. Grande projeto esportivo da gestão no retorno à elite do futebol nacional, a chegada do camisa 10 auxiliou em um crescimento de 70% das receitas na comparação com 2023, ano anterior do time na Série A do Brasileirão – jogou a Série B em 2024.
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O Santos terminou o ano exercício de 2025 com as receitas no valor de R$ 678,5 milhões, enquanto há dois anos o balanço (veja mais detalhes aqui) foi finalizado com R$ 407 milhões de arrecadação. Em 2023, o Peixe acabou rebaixado para a Série B do Brasileirão.
Em relação à projeção para o ano passado, o crescimento foi de 60%. A previsão orçamentária previa uma receita na casa dos R$ 423 milhões. A chegada do craque ajudou o clube a superar a própria expectativa.
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Contratação de Neymar ajudou Santos a amenizar balanço em 2025
Marcos Ribolli
O faturamento serviu para amenizar o resultado geral do balanço financeiro que será votado na segunda-feira pelos conselheiros. O Peixe encerrou 2025 com uma dívida de R$ 998,5 milhões.
O déficit foi de R$ 79,3 milhões, abaixo da previsão que se aproximava dos R$ 90 milhões (R$ 89,5 mi).
Entre os pontos importantes do crescimento significativo das receitas estão as negociações das cotas de TV e o faturamento com o sócio-torcedor negociados. Ambas, na análise interna, têm efeito com a chegada de Neymar no início da temporada.
O Santos, por exemplo, terminou 2025 como o time com mais transmissões na TV aberta, com 18 jogos (quase um turno inteiro) disponíveis para a maior parte do público.
Com o sócio torcedor, a chegada do camisa 10 gerou um efeito imediato de crescimento a partir da confirmação da contratação. No fim do ano, a receita bateu R$ 50 milhões, acima do dobro do previsto.
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Uniforme do Santos na cor azul fez sucesso entre os torcedores
Reinaldo Campos/Santos FC
O efeito Neymar também apareceu no aumento dos valores de patrocínios e nos resultados com parceiros já antigos. Em junho, por exemplo, o clube atingiu a meta estipulada para a venda de camisas no acordo com a fornecedora dos uniformes.
Até o meio do ano passado, quando era garantido o primeiro acordo de Neymar, o Santos vendeu 240 mil camisas, sendo 90 mil delas do modelo azul, que homenageia o craque e relembrava a temporada 2012.
Ou seja, quase 40% das vendas nos primeiros seis meses se relacionavam com o uniforme diretamente ligado a Neymar. A meta atingida fez o Santos receber um bônus.
Reformas com assinatura de Neymar; aumento no investimento
A chegada de Neymar aproximou a empresa da família do dia a dia do Santos. A NR Sports, desde a assinatura do contrato, passou a investir no patrimônio santista. Em troca, recebeu exposição nos espaços do clube.
Parte dos mais de R$ 22 milhões gastos por parceiros na Vila Belmiro e no CT Rei Pelé saíram da empresa da família de Neymar. Os números estão no balanço financeiro de 2025.
Entre as melhorias estruturais na Vila Belmiro estão a implantação do lounge da NR Sports e a reforma de um camarote que é utilizado por Neymar e família.
Neymar acompanha partida entre Santos e Grêmio em camarote na Vila Belmiro
A consequência da chegada do craque foi a necessidade de ter um time ainda mais competitivo no retorno à Série A. No total, com salários, direitos de imagem e encargos, o investimento foi de R$ 17,2 milhões de média por mês no ano passado.
Em campo, o time caiu na semifinal do Campeonato Paulista, sem o craque em campo no duelo decisivo contra o Corinthians. Na Copa do Brasil, a queda ocorreu para o CRB na terceira fase. No Brasileirão, o time assegurou vaga na Copa Sul-Americana após brigar contra a degola.
Como grau de comparação, em 2024, ano de disputa da Série B e sem Neymar, a média mensal dos pagamentos aos atletas foi de R$ 10,2 milhões. Em 2023, ano do rebaixamento no Brasileirão, os vencimentos estiveram na casa dos R$ 9,6 milhões em média.
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