Confiante no Atlético-MG, Victor Hugo supera saída do Flamengo e retoma boa fase
Victor Hugo: de reforço pouco badalado a destaque do Atlético
Mesmo jovem, aos 21 anos, Victor Hugo já acumula bagagem no futebol. Com experiência e rápida adaptação, o suburbano carioca, contratado pelo Atlético-MG em janeiro deste ano, se tornou uma das principais peças da equipe neste início de temporada.
De Reinier a Bernard: goleada encerra vários jejuns no time
Demonstrando confiança e satisfação com a escolha, o meio-campista já projeta conquistas pelo clube. Em entrevista ao ge, o jogador falou sobre o momento da carreira.
“Eu sou um cara já muito realizado com as conquistas que eu tenho, mesmo tão novo. E assim, quando eu venho para o Galo, eu acho que uma das coisas que me fez escolher vir para cá foi saber que o clube vai estar sempre disputando títulos. Eu acho que o meu objetivo aqui é seguir ganhando (…) Isso foi fundamental na minha escolha”.
Pós-Flamengo e a busca por confiança
A curta passagem pelo Atlético já pode ser encarada como uma virada de chave na carreira e a retomada da confiança. Cria das categorias de base do Flamengo, o meia participou das conquistas da Copa do Brasil (2022 e 2024), da Libertadores (2022) e do Campeonato Brasileiro (2020).
Domínguez vê evolução na equipe: “No caminho que queremos”
Victor Hugo avalia como “injustas” as circunstâncias que levaram ao fim de um ciclo conturbado no clube que o revelou.
– Acaba que em 2024 as coisas não acontecem. Por isso que eu decido sair para jogar, para viver coisas novas. Mas assim, eu acho que muitas pessoas veem como normal, mas se a gente parar para pesquisar, quantos jogadores da base do Flamengo conseguem fazer 100 jogos? Se botar nos últimos 15 anos, eu acho que, não sei, talvez três. O Paquetá fez os 100 jogos agora na volta. Então assim, é algo que às vezes as pessoas não têm tanta noção disso – argumenta.
“Eu acho que eu saio do Flamengo um pouco marcado pelo ano de 2024, onde eu tive pouquíssimos minutos, acho que até um pouco injusto, pelo que eu vivi no Flamengo”.
– Então assim, mas eu acho que eu sempre tive a cabeça muito boa, óbvio que em alguns momentos eu tive problemas com não estar bem, não estar me sentindo confiante para fazer as coisas acontecerem, principalmente nesse momento de estar jogando pouco – completa.
Victor Hugo, jogador do Atlético-MG, durante partida contra o Fluminense no estádio Maracanã pelo campeonato Brasileiro A 2026
Thiago Ribeiro/AGIF
Resiliência
A resiliência se mostrou uma aliada do jogador na sua trajetória no futebol. Na atual temporada, Victor Hugo acumula 16 jogos – sendo 14 como titular -, três gols e uma assistência. Números que já são superiores a todo o ano de 2025 do jogador, que atuou por Santos, Goztepe-TUR e Flamengo.
– Mas eu acho que assim, futebol são momentos. Vai ter momentos que as coisas não vão acontecer, vai ter momentos que vão te criticar, vai ter momentos que vão te elogiar. Mas é ter a convicção de quem você é, do profissional que você é, da pessoa que você é, para seguir trabalhando todos os dias e com a certeza que uma hora as coisas vão acontecer, uma hora as coisas vão mudar – explica.
“Tanto no momento bom, as coisas vão parar de acontecer uma hora, vai ter momentos que não vai acontecer, tanto no momento ruim, entender que é um momento e que as coisas vão voltar a dar certo”.
Victor Hugo, do Atlético-MG, durante entrevista ao ge
Lafaete Vaz/ge
Mais notícias do Atlético
Confiança para chegada no Atlético
Victor Hugo conta que Paulo Bracks, Chief Sports Officer (CSO) do Atlético, foi peça chave para a sua chegada. Segundo ele, o seu futebol era um desejo antigo do dirigente atleticano. Na visão do jogador, a confiança no seu trabalho foi importante para a retomada do bom futebol.
– Então, acho que algo que ninguém sabe, né? Que na outra janela, antes da que eu vim para cá, o Paulo Bracks tinha entrado em contato comigo, com o meu empresário. Acabou que na época não aconteceu. E agora, no início da temporada, né? Ele entra em contato de novo com a gente, leva meu nome. O Sampaoli já me conhecia, então, acho que dá um feedback positivo e aceita. Mas, assim, acho que foi muito importante para mim ter essa confiança do Paulo, né? De ter tentado na outra janela. E aí, acho que foi algo também que me deu confiança de ter tentado de novo – revela.
“E, assim, fiquei muito feliz pelas coisas terem dado certo, pela negociação ter dado certo e eu consegui vir para cá”.
+ ✅ Clique aqui e siga o canal da torcida do Galo no WhatsApp!
Assista: tudo sobre o Atlético no ge, na Globo e no Sportv
🎧 Ouça o podcast ge Atlético 🎧 geRead More


