Lady Gaga e clássico do jazz embalam o Brasil na ginástica rítmica de 2026; veja coreografias
Seleção de Ginástica Rítmica revela coreografias para Olimpíadas
Atual vice-campeão mundial, o conjunto do Brasil está pronto para estreia na temporada da ginástica rítmica. Nesta semana, as brasileiras estreiam com novas músicas na etapa da Copa do Mundo de Tashkent, no Uzbequistão. As coreografias, apresentadas em primeira mão ao Esporte Espetacular, têm como trilha sonora “Abracadabra”, hit pop de Lady Gaga, e “Feeling Good”, clássico do jazz imortalizado na voz de Nina Simone e regravado por Michael Bublé. Duda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Julia Kurunczi e Marianne Giovacchini compõem o conjunto verde-amarelo.
– Acabou que ficaram dois estilos distintos. Abracabrada são movimentos descontruídos, monstrinhas. E o outro que é totalmente o inverso: meninas elegantes, empoderadas. A gente está se sentindo muito bem. As meninas estão lindas, experientes e vice-campeãs mundiais. Não vejo a hora de as meninas entrarem na quadra e mostrarem: “Olha que bonito o Brasil está, olha que orgulho!” Esse repertório que o Brasil vai trazer, o povo vai gostar – disse a técnica Camila Ferezin.
Conjunto Brasil ginástica rítmica Lady Gaga Esporte Espetacular
Reprodução/TV Globo
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Depois da medalha inédita no Mundial do Rio de Janeiro no ano passado ao som de “Evidências” de Chitãozinho e Xororó, as ginastas apostam em dois sucessos internacionais. É uma estratégia para mostrar versatilidade e cativar o mundo no início da corrida pelas vagas nas Olimpíadas de Los Angeles 2028.
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A etapa de Tashkent, entre 9 e 12 de abril, já conta pontos para o ranking da Copa do Mundo, que vai classificar um conjunto com base nos resultados de 2026 e 2027. A etapa de Baku, entre 17 e 19 de abril, também está na programação do Brasil. As ginastas se apresentam em casa no Campeonato Pan-Americano, em junho, e ainda devem disputar mais uma etapa da Copa do Mundo antes do principal desafio do ano. Se se mantiver no pódio no Mundial de Frankfurt, em agosto, o Brasil vai garantir com antecedência a vaga nos Jogos Olímpicos.
– Nós queremos chegar à tão sonhada medalha olímpica. Queremos conquistar essa vaga olímpica. O Mundial deste ano já tá valendo para os três primeiros colocados, para chegar a Los Angeles. Quem sabe chegue a nossa vez, a nossa hora da medalha olímpica, que é nosso sonho principal para este ciclo – disse Camila.
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Novas músicas e coreografias eram necessárias por causa da mudança de aparelhos. Para a série mista, que conta com dois aparelhos diferentes, em vez de três bolas e dois arcos, as ginastas vão manejar três arcos e dois pares de maças. Para a série simples, em que as ginastas manejam aparelhos iguais, saíram as cinco fitas, entraram as cinco bolas. Essa configuração de aparelhos permanece até as Olimpíadas de 2028. Em Los Angeles, é disputada apenas a prova geral, em que os conjuntos se apresentam nas duas séries. O Brasil é o atual vice-campeão mundial da prova olímpica e da série mista.
Conjunto brasileiro vibra na final da série mista do Mundial de ginástica rítmica
André Durão
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Monstrinhas de Abracadabra
A seleção brasileira anunciou em novembro a escolha de “Abracadabra” para substituir “Evidências” na série mista. A inspiração para a escolha da trilha sonora foi a mágica do show de Lady Gaga na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, cidade que também foi palco da conquista inédita da prata brasileira no Mundial. A estratégia de revelar com antecedência a música teve a intenção de evitar que outros conjuntos também optassem pelo hit da cantora pop americana.
– As monstrinhas aqui logo aceitaram essa proposta. A escolha da Abracadabra foi unânime – contou Camila Ferezin.
– Abracadabra já está se tornando recorrente nas nossas playlists para que a gente possa se sentir cada vez mais à vontade. É um estilo totalmente diferente do que a gente está acostumada. E deu super certo – disse Duda Arakaki, capitã do conjunto brasileiro.
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A sensualidade empoderada de Feeling Good
A segunda música do Brasil, para a série de cinco bolas, foi guardada a sete chaves até este domingo. A trilha sonora ligada à identidade brasileira (“O que é, o que é?”, “Aquarela do Brasil”, “Come to Brazil” e “Samba do Brasil”), deu lugar à identidade das ginastas. “Feeling Good” caiu como uma luva.
– A gente teve a oportunidade de dois anos atrás montar um aquecimento coreografado com Feeling Good e foi uma música que caiu muito bem no nosso gosto. É uma música para cima, forte, empoderada, com uma letra que fala de coisas boas. E clássica do filme 007. O que a gente poderia trazer de novo? A gente ainda não tinha usado o repertório sensual. E nessa fase das meninas, isso caiu muito bem, porque elas estão nessa fase da transição da menina para mulher. Esse Feeling Good tem um sabor muito especial, tem mostrado esse lado delas mais forte e empoderado – contou Bruna Martins, auxiliar-técnica da seleção brasileira.
Conjunto brasileiro na apresentação da série mista no Mundial de ginástica rítmica
André Durão geRead More


