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Entenda por que o Fluminense poupou titulares mesmo brigando pela liderança do Brasileirão

Entenda por que o Fluminense poupou titulares mesmo brigando pela liderança do Brasileirão

“Dava pra ter feito os três pontos”, Phill após empate do Fluminense | A Voz da Torcida
Quando entrou em campo no último sábado para enfrentar o Coritiba no Couto Pereira, o Fluminense tinha a possibilidade de terminar a partida na liderança, ainda que parcial, do Campeonato Brasileiro, caso vencesse por quatro gols de diferença.
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Apesar da chance, ainda que remota, o técnico Zubeldía optou por escalar um time sem sete jogadores considerados titulares. O jogo terminou em empate por 1 a 1, com gol de John Kennedy, que saiu do banco de reservas. A decisão tem várias camadas e, basicamente, está relacionada ao calendário apertado e aos compromissos que o clube tem pela frente.
O Flu está iniciando uma sequência de 18 partidas até a pausa para a Copa do Mundo, no começo de junho. Com jogos a cada três dias, em média, a comissão técnica será obrigada a fazer escolhas em diversas ocasiões.
Embora tenham sido sete desfalques, apenas quatro foram de fato por decisão de Zubeldía. Canobbio, Samuel Xavier e Acosta não estavam disponíveis e sequer viajaram, por diferentes motivos. Os dois primeiros apresentaram desgaste físico e, por isso, ficaram no Rio, enquanto o meia argentino cumpriu suspensão por acúmulo de cartões amarelos.
Otávio, Soteldo e Alisson comemoram o gol com John Kennedy do Fluminense
LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
Os outros quatro que ficaram de fora foram o zagueiro Jemmes, o lateral-esquerdo Renê, o meia Savarino e o atacante John Kennedy. O principal motivo foi a logística complicada nos dias seguintes à partida contra o Coritiba.
O elenco chegou ao Rio na madrugada de domingo, para se recupera, treinar na manhã de segunda-feira e embarcar novamente em longa viagem rumo a Caracas, capital da Venezuela.
Zubeldía é um técnico que leva muito em consideração as áreas científicas do clube, como a fisiologia e a preparação física, na hora de tomar decisões sobre o time. O desgaste forçaria a substituição dos titulares após certa minutagem no jogo, como foi o caso de Martinelli e Hércules, por exemplo, para evitar um risco maior de lesão.
Dentro desse cenário, o entendimento foi que o risco de entrar com muitas “substituições obrigatórias” criaria um cenário complicado para o segundo tempo. Por isso, a opção por utilizar apenas Freytes, que poderia atuar os 90 minutos, e a dupla de volantes.
Zubeldía discorda da marcação da falta que resultou na anulação de gol do Fluminense
Outra possibilidade seria arriscar um pouco mais e ter que, obrigatoriamente, tirar os titulares na partida contra o Deportivo La Guaira. A avaliação foi de que o risco era maior. A primeira fase da Libertadores é de tiro curto, com um jogo em La Paz e dois duelos complicados contra o líder do Campeonato Argentino, o Independiente Rivadavia.
Por atuar na terça-feira pela Libertadores, o Fluminense terá um período ligeiramente maior de descanso antes do Fla-Flu, no próximo sábado (11), às 18h30, no Maracanã. Isso deve permitir que o time esteja o mais próximo possível da força máxima nas duas partidas.
O rival terá vida mais complicada nesse sentido. Joga em Cusco na quarta-feira à noite e terá pouco tempo de descanso até sábado.
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