Pezzolano abre mão da convicção no Inter e mostra variação tática para arrancar no Brasileirão
Podcast ge Inter debate sobre o estilo de jogo implementado por Pezzolano
Paulo Pezzolano tem preferência por um estilo ofensivo, mas não se prende a um único modelo de jogo. No Inter, o técnico recorreu a variações táticas para tirar o time da zona de rebaixamento no Brasileirão ao engatar sequência invicta de quatro partidas.
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A evolução é clara. A equipe saiu da lanterna, com apenas dois pontos, e saltou para o 13º lugar. Somou 10 dos últimos 12 pontos disputados.
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A reação começou quando Pezzolano decidiu abandonar o esquema 4-2-3-1, que priorizava a posse de bola e a produção ofensiva. Apesar do volume, o Colorado desperdiçava chances e mostrava fragilidade defensiva quando era atacado.
A primeira mudança
O cenário levou o treinador a buscar alternativas. A escalação contra o Santos, na Vila Belmiro, surpreendeu. O time entrou em campo no 5-3-2 e sem Alan Patrick. A estratégia deu certo e os gaúchos conseguiram a primeira vitória no Brasileirão, por 2 a 1.
A ideia foi mantida nas duas partidas seguintes, ambas no Beira-Rio: vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense e empate em 1 a 1 com o São Paulo. Agora com o camisa 10 e capitão novamente entre os titulares.
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Nova surpresa
No domingo, diante do Corinthians, na Neo Química Arena, Pezzolano voltou a mudar. Abriu mão do 5-3-2 e apostou no 4-4-2, em duas linhas de quatro jogadores. Vitinho e Bernabei abertos pelos lados, com Villagra e Paulinho pelo meio.
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Carbonero e Borré formaram a dupla de ataque, enquanto Alan Patrick voltou ao banco. O Inter venceu por 1 a 0, respirou na tabela e ganhou confiança.
— No começo, sofríamos gols, mesmo que o rival não tivesse muitas oportunidades. Nós criávamos bastante, mas não convertíamos. Precisamos entender o momento. Desta maneira, estamos ganhando — disse o técnico.
Nova forma, menos posse
A mudança tática também se refletiu nos números. Nesta sequência, o Inter passou a ter menos posse de bola. Em Itaquera, por exemplo, ficou apenas com 38%, mas controlou os espaços e neutralizou o adversário.
Após o gol de Bernabei, Pezzolano fechou ainda mais a equipe. O Inter terminou a partida no 6-3-1 para garantir a vantagem. A estratégia funcionou. Três pontos na tabela e Rochet pouco exigido.
Paulo Pezzolano tem montado um Inter sem tanta contundência, mas menos vulnerável
Marcos Ribolli
Agora o desafio é o Gre-Nal 452. Desapegado de dogmas e nomes, Pezzolano pode apresentar novidades no clássico. A principal dúvida até sábado será quanto ao aproveitamento de Alan Patrick e qual modelo adotará. O certo é que o novo Inter ganhou segurança.
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