Franclim Carvalho explica convite e acerto com o Botafogo: “Primeiro dizemos sim, depois pensamos”
Matéria em atualização
Franclim Carvalho foi apresentado pelo Botafogo nesta quarta-feira. O português, que tem vínculo válido até o fim de 2027, foi regularizado nesta terça-feira e já pode estrear como treinador diante do Caracas, na Sul-Americana. O treinador falou sobre o processo de acerto junto ao clube carioca, onde já tinha trabalhado como auxiliar de Artur Jorge em 2024.
— É uma felicidade imensa estar aqui. Uma felicidade imensa quando o telefone toca da parte do Botafogo para algum profissional. Tive a felicidade de ser (o profissional escolhido) uma segunda vez. Como disse na chegada, fui escolhido pela segunda vez. Para dar a dimensão do Glorioso, quando o telefone toca… Primeiro dizemos sim, depois pensamos. Foi um pouco o que aconteceu. Falamos durante um período, criei uma relação com o Brito (Alessandro, diretor de gestão esportiva) profissional que depois nos permite falar de outras coisas — explicou Franclim, acrescentando:
— Fomos falando. A partir do momento que o Botafogo faz contato com um profissional, dizemos que sim, depois pensamos, atraímos a nossa gente. O Luís (Filipe, auxiliar), o Viegas, o Ricardo e o Fábio para nos acompanhar. Sem dúvida nenhuma, para serem abraçados como eu fui em 2024. Foi, até o momento, o lugar onde eu fui mais feliz no lado profissional.
Franclim Carvalho é apresentado como novo técnico do Botafogo
Reprodução/Botafogo TV
O trabalho no Botafogo será o segundo de Franclim como técnico principal de uma equipe; anteriormente, ele já havia desempenhado o posto no Beleneneses, de Portugal. Questionado sobre a motivação para a nova fase da carreira, o português falou sobre o vínculo com o elenco e a torcida.
— Obviamente que a motivação é enorme, gigante. Temos tentado passar aos jogadores desde o primeiro minuto. Porque defendermos esse escudo que temos na camisa é uma responsabilidade muito grande. Depois, quem passa por esta casa é impossível desligar. Eu passei em 2024, mas acho que se passasse em 2014 seria igual. Não conseguimos nos desconectar da ligação que se cria com as pessoas que trabalham diariamente conosco, e também da envolvência que nossos torcedores criam todas as semanas. Seja aqui no Nilton Santos, em qualquer estádio do Brasil ou da América. Nossos torcedores estão sempre presentes. Acho que essa simbiose que existe entre a gente no dia a dia e depois que tem reflexo no gramado com os torcedores é impossível desconectarmos. Saí daqui, voltei agora, continuei a acompanhar e ter contato com pessoas do Botafogo. Sabia que ia voltar. Estou aqui e é uma gratidão enorme.
Português de 39 anos, Franclim Carvalho chega ao Botafogo para ser o nono técnico da era SAF, sucedendo o demitido Martín Anselmi. Ele já comandou o time em uma única partida de 2024, em vitória sobre o Corinthians, quando o então técnico titular Artur Jorge estava suspenso.
Com a chegada de Franclim, o Botafogo também passou a contar com outros quatro membros na comissão técnica: os auxiliares Luís Filipe e Luís Viega, o preparador de goleiros Ricardo Matos e o preparador físico Fábio Monteiro. O quarteto esteve presente na entrevista coletiva no Nilton Santos.
Outros tópicos da entrevista de Franclim Carvalho:
O que pode tirar do trabalho dos últimos treinadores do Botafogo?
— Eu gosto de respeitar todas as pessoas que trabalham na indústria do futebol, nomeadamente os técnicos, que são colegas de trabalho. É difícil falar do que passou porque não estava presente. Uma coisa é assistir à partida, outra coisa é estar no dia a dia. Eu vejo muito futebol (risos). Sou um apaixonado por futebol, vi muito jogo do Botafogo. Minha ideia de jogo casa perfeitamente com o que é Botafogo hoje. O Botafogo é de propósito, de assumir, de encarar de frente todas as partidas, as batalhas. Um jogo que temos que trabalhar até o último minuto, de sacrifício quando é preciso, e em 2024, tivemos alguns momentos desses. E um jogo que vai culminar com muitas alegrias porque vamos fazer muitos gols, e os gols vão nos dar vitórias que, sem dúvida, vão nos dar títulos.
Ambiente na chegada ao Botafogo:
— Muita saudade. Eu disse há pouco que mantive contato com muitas pessoas, não só com atletas. Com roupeiros, médicos e diretoria. Nós criamos relação. As pessoas aqui nos abraçam, nos fazem sentir em casa. Nós defendemos esse escudo, mas ele nos acrescenta. Eu visitei o Brasil há seis ou oito meses e falei com muita gente do Botafogo. Muitos fizeram questão de estar comigo. Esse é o reflexo da minha sensação e das pessoas. Eu vou usar uma expressão que vocês usam muito, que é puxa saco. Eu não abraço o Brito, o Léo ou o Vinicius para puxar o saco. Abraço porque gosto deles e sei que eles gostam de mim e tinha muita saudade deles. Estou muito feliz de estar aqui e sei que as pessoas estão felizes por eu estar aqui. As pessoas todas do Botafogo. Essa saudade estava presente, ainda não deu para matar toda porque tem sido tudo muito apressado. Vai se combatendo nesses dias e vai ter reflexo na felicidade final.
Textor te ligou? Como foi o processo para volta?
— Esse processo vou ser sempre direto convosco, como quero ser sempre. Eu já estava em Portugal, já estava decidido em não acompanhar os meus antigos colegas, nomeadamente o Artur (Jorge). Tivemos uma caminhada de muito sucesso, temos uma relação pessoal muito estreita. Foram muitos anos juntos com o Artur, com João Cardoso e com o Tiago (Lopes). Custou muito tomar essa decisão de não acompanhá-los porque sou uma pessoa de relação, e a nossa era muito próxima. E aí, o meu caminho estava traçado. Tinha decidido, obviamente, que queria seguir a carreira de técnico principal. Quando se dá a situação da outra comissão de sair do Catar, eu resolvo regressar a Portugal. Graças a Deus, tive muito convite enquanto acompanhava a outra comissão e declinei sempre porque gosto de ser leal às pessoas que são leais comigo. E sou grato por toda a vida, dei minha contribuição, mas serei grato por toda a vida. E aí, em Portugal, falei com esses dois senhores (Léo Coelho e Alessandro Brito), fomos estreitando conversas e relações e chegando a entendimento, envolvendo os temas. Depois, falei com o John (Textor), sim. Mas eu acho que o mais importante é que o Botafogo tem suas ideias muito claras, tem estrutura muito bem definida e linha orientadora de pensamento. Nós sabemos onde queremos chegar, o caminho para chegar lá e, sem dúvida nenhuma, que vamos chegar, com a estreita colaboração do John, do Léo e do Brito e todo o estafe, nós sabemos onde vamos chegar.
Volta do Neto
— O Neto tendo a possibilidade de integrar o elenco, tem que estar. Porque temos que contar com todos. Estando em condições físicas, que está, não podemos esquecer que ele não compete há algum tempo, mas está apto fisicamente. Tem que integrar o elenco. Conto com o Neto, o Raul, o Léo, o Christian. Isso que me fez integrar o Neto. Não podemos ter um recurso e ele ficar parado. Está integrado ao elenco, é um atleta como os outros. Estará disponível assim que entendermos para integrar os 11, ir para o banco ou ficar na arquibancada como o restante dos atletas.
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