É #FATO: Banco Central da França tirou todo o ouro que o país armazenava nos Estados Unidos
Banco Central francês alegou questões técnicas para retirada do ouro
g1
Circulam nas redes sociais publicações dizendo que a França vendeu toda a sua reserva de ouro guardada em Nova York para comprar uma quantia equivalente na Europa. É #FATO.
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🟢 Como é a publicação?
Publicado nesta segunda-feira (6) no X, onde já foi visto mais de 7,1 milhões de vezes, o post apresenta a legenda, em inglês:”A França vendeu seu ouro armazenado em Nova York e comprou uma quantidade equivalente na Europa. Todas as reservas de ouro da França agora estão localizadas em Paris”.
Abaixo, há imagems do presidente do país, Emmanuel Macron, e de barras de ouro.
✅ Por que é #FATO?
Procurado pelo Fato ou Fake, o Banco Central da França confirmou a venda do ouro alocado no Federal Reserve, em Nova York. Veja a nota enviada por e-mail: “Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o Banco Central francês executou a venda de 129 toneladas de ouro, que correspondia ao total do metal guardado em Nova York. Foram 26 operações de venda pontuais, que geraram um ganho de capital excepcional de US$ 12,8 bilhões. As barras de ouro compradas com esse valor estão, agora, sendo mantidas em Paris”.
Segundo a instituição, essas operações de venda não estão relacionadas a questões geopolíticas:
“Não se trata de um gesto geopolítico. O movimento de recompra de novas barras de ouro atende a uma política conduzida desde 2005 e a recomendações de um relatório de controle interno de 2024, que exigem a modernização e padronização do ouro francês, conforme os padrões internacionais. Ainda há um estoque residual de 5% do total da reserva, localizada em Paris, que ainda precisa passar pela padronização. Isso será cumprido até 2028”.
Ao Fato ou Fake, Ramiro Ferreira, especialista em investimentos e cofundador do Clube do Valor, analisa que, embora o BC negue uma motivação geopolítica para a venda, o momento escolhido para a repatriação do ouro casa coincide com a deterioração das relações comerciais e políticas entre o governo Trump e a Europa:
“A França diz que foi uma decisão técnica. E, tecnicamente, não está mentindo: as barras armazenadas em Nova York datavam do final da década de 1920 e não atendiam mais aos padrões modernos de pureza e peso exigidos no comércio internacional de ouro. Mas a repatriação ocorreu justamente quando o Fed de Nova York recebia um número recorde de pedidos de bancos centrais estrangeiros para retirar e repatriar fisicamente suas reservas de ouro, coincidentemente, o mesmo período em que tarifas, guerras comerciais e a imprevisibilidade do governo Trump dominaram a agenda global”.
Em uma reportagem publicada em setembro de 2025, a agência de notícias Reuters revelou que, pela primeira vez desde 1996, os bancos centrais passaram a deter mais ouro nas reservas do que títulos da dívida pública americana. Segundo estudo do Banco Central Europeu (BCE), o estoque do metal pelas entidades monetárias chegou a 36 mil toneladas.
Já nesta quarta-feira (8), a própria Reuters informou, com base em uma pesquisa com gestores de quase 100 bancos centrais, que 40% dos entrevistados avaliavam aumentar ainda mais sua exposição ao ouro.
🥇 O ouro é considerado um investimento seguro pelos investidores e tende a se valorizar em momentos de crise . Atualmente, a elevação da dívida soberana dos Estados Unidos, preocupações sobre a independência do Fed e tensões geopolíticas em diferentes pontos do mundo diminuíram a confiança no dólar e aumentaram a procura pelo metal precioso.
O ouro chegou a bater US$ 5.595 a onça (31,1035 gramas) em janeiro deste ano, a maior cotação da história. A cotação do metal desta quinta-feira (9) foi de US$ 4,7 mil, uma queda de 16% em relação ao pico.
Banco Central francês alegou questões técnicas para retirada do ouro
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