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IPCA: inflação fica em 0,88% em março, acima das expectativas e puxada por combustíveis

IPCA: inflação fica em 0,88% em março, acima das expectativas e puxada por combustíveis

 Inflação fica em 0,88% em março, puxada pelos combustíveis
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,88% em março, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos nos últimos 12 meses, a alta foi de 4,14%.
A expectativa dos economistas era de avanço de 0,7% no mês e de inflação acumulada de 4% em 12 meses. Em março de 2025, a variação havia sido de 0,56%.
🎯 Mesmo assim, o índice segue dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026, o objetivo é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%. Desde o ano passado, essa meta passou a ser contínua — isso significa que o cumprimento é acompanhado mês a mês com base na inflação acumulada em 12 meses.
Em março, os principais destaques do índice foram os grupos Transportes e Alimentação e bebidas. Transportes registrou alta de 1,64% e respondeu por 0,34 ponto percentual (p.p.) do IPCA do mês. Já Alimentação e bebidas subiu 1,56%, com impacto de 0,33 p.p.
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Juntos, os dois grupos concentraram 76% da inflação registrada em março.

Veja o resultado dos grupos do IPCA:
Alimentação e bebida: 1,56%;
Habitação: 0,22%;
Artigos de residência: 0,51%;
Vestuário: 0,46%;
Transportes: 1,64%;
Saúde e cuidados pessoais: 0,42%;
Despesas pessoais: 0,65%;
Educação: 0,02%;
Comunicação: 0,19%.
Combustíveis puxam inflação de março
Os preços do grupo Transportes aceleraram em março. A alta passou de 0,74% em fevereiro para 1,64%, puxada principalmente pelo aumento dos combustíveis, que subiram 4,47% no período.
E a gasolina teve papel central nesse resultado: depois de cair 0,61% em fevereiro, o preço do combustível subiu 4,59% em março e foi o item que mais pressionou a inflação do mês, com impacto de 0,23 ponto percentual (p.p.) no IPCA.
O óleo diesel também registrou forte alta, passando de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março, com impacto de 0,03 p.p. Já o etanol subiu 0,93%, enquanto o gás veicular teve queda de 0,98%.
🔎 Diante da pressão exercida pelos combustíveis sobre a inflação, o governo federal anunciou nesta semana um pacote de medidas para tentar conter a alta dos preços. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o custo total das ações será de R$ 30,5 bilhões.
Entre os serviços de transporte, as passagens aéreas continuaram em alta, mas com ritmo menor: o aumento desacelerou de 11,4% em fevereiro para 6,08% em março.
As tarifas de ônibus urbano tiveram alta de 1,17%. O resultado reflete reajustes de preços em algumas cidades e mudanças nas regras de gratuidade ou descontos em domingos e feriados.
Outros serviços de transporte registraram variações mais moderadas. A tarifa de táxi subiu 0,26%, enquanto o metrô teve alta de 0,67%. Já o ônibus intermunicipal avançou 0,22%.

Outras variações
O grupo Alimentação e bebidas registrou forte alta em março. A variação passou de 0,26% em fevereiro para 1,56% no mês seguinte.
Grande parte desse avanço veio dos alimentos consumidos em casa, que subiram 1,94%, após alta de 0,23% no mês anterior.
Entre os produtos que mais encareceram estão:
🍅 Tomate: 20,31%
🧅 Cebola: 17,25%
🥔 Batata-inglesa: 12,17%
Por outro lado, alguns itens ficaram mais baratos:
🍎 Maçã: -5,79%
☕ Café moído: -1,28%
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Outro grupo que apresentou alta relevante foi o de Despesas pessoais, com avanço de 0,65%. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento nos preços de ingressos para cinema, teatro e concertos, que subiram 3,95% após o fim da chamada “Semana do Cinema”, realizada em fevereiro.
No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,42%, com destaque para o aumento nos planos de saúde, que tiveram alta de 0,49%.
*Reportagem em atualização
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Rene Traut/Rene Traut Fotografie/picture alliance via DWg1 > EconomiaRead More