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Análise: Inter confirma fragilidade no Beira-Rio e expõe dilema com Alan Patrick e Borré

Análise: Inter confirma fragilidade no Beira-Rio e expõe dilema com Alan Patrick e Borré

Internacional 0 x 0 Grêmio | Melhores momentos | 11ª rodada | Brasileirão 2026
O Gre-Nal 452 ficará marcado pela maldade que Inter e Grêmio fizeram com a bola. O empate em 0 a 0 refletiu o clássico na noite de sábado no Beira-Rio. O desempenho reforçou que o fator local deixou de ser vantagem sob o comando de Paulo Pezzolano. O time faz força para construir e pouco ameaça, uma síntese nas quedas de rendimento de Alan Patrick e Borré.
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É difícil encontrar algo positivo. Na partida, sejamos justos: o Grêmio também foi sofrível. O Colorado, alvo da análise, se portou bem defensivamente, anulou Carlos Vinícius e correu. Verdade. Com a bola no pé, todavia, sangra.
Alan Patrick, “Homem Gre-Nal” e principal referência da equipe, ajudou a explicar a quem se perguntava a razão de não ser mais titular indiscutível. Inclusive, com direito a acompanhar partidas completas do banco de reservas, como nas vitórias sobre Santos e Corinthians.
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Nem de perto foi o camisa 10 que chegou a ser considerado o melhor meia do Brasil e que chegou a estar na pré-lista de Carlo Ancelotti no ano passado. Pouco inspirado, não conseguiu superar a marcação e deixou Vitinho, Carbonero e Borré desassistidos.
Vitinho e Carbonero também tiveram uma entrega ínfima. O primeiro é voluntarioso, auxiliou Bruno Gomes na recomposição, mas não conseguiu ir adiante. Até deu um passe a Borré, que parou em Weverton. O colombiano, por sua vez, esperança de uma jogada diferente para desmontar o sistema defensivo, passou despercebido.
O compatriota apareceu, diga-se. Levou um cartão amarelo cedo, cometeu faltas e reclamou da arbitragem. Resolver o clássico, como os torcedores desejavam (como já realizou duas vezes), todavia, ficou só na esperança. Se retirar o chute citado no parágrafo acima, a contundência não existiu.
Alan Patrick teve mais uma atuação abaixo das expectativas
Ricardo Duarte/Divulgação, Internacional
Após um início de 2026 alentador, já está há 10 partidas sem marcar. São 761 minutos desde o gol na goleada por 4 a 0 sobre o Ypiranga, no longínquo 21 de fevereiro.
Pezzolano precisa acertar o setor ofensivo. Evoluiu atrás, verdade. O Inter chegou ao quinto jogo sem derrota, com apenas dois gols sofridos e sem vazar há duas partidas. No entanto, a criação é parca. Se no início do ano faltava pontaria, agora a capacidade de construção se mostra artigo raro.
Tem de encontrar uma forma de recuperar o futebol de Alan Patrick, mas construir mesmo quando o meia estiver apagado ou não atuar. E fazer com que Borré trabalhe até se mostrar letal para finalizar. Sem esquecer de exigir dos companheiros também.
Borré pouco levou perigo ao gol de Weverton
Ricardo Duarte/Divulgação Inter
O Inter tem somente nove gols marcados em 11 rodadas do Brasileirão, à frente apenas do Corinthians, que fez oito até o momento e joga neste domingo. O “artilheiro” da equipe é Alan Patrick, com dois.
Sem evoluir, o Colorado corre o risco de fazer um Brasileirão novamente voltado para a parte de baixo da tabela. Algo que promete ser complicado, já que não sabe vencer em casa (uma vitória, dois empates e três derrotas em seis jogos no Beira-Rio).
A semana será de desafios ao treinador. As respostas precisam aparecer urgentemente. Contra o Mirassol, no dia 19, às 11h, novamente no Beira-Rio, Pezzolano terá mais do que três pontos em jogo: a chance de mostrar evolução onde, hoje, o Inter emperra.
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