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Diniz, o psicólogo, precisará lidar no Corinthians com descontroles que nem Freud explica

Diniz, o psicólogo, precisará lidar no Corinthians com descontroles que nem Freud explica

Veja imagens da confusão no túnel da Neo Química Arena após Corinthians x Palmeiras
É possível dizer que o Corinthians, com dois jogadores a menos, conseguiu evitar uma derrota para o líder do Campeonato Brasileiro, em uma partida de enorme entrega dos jogadores – e isso será verdade.
Também é possível dizer que o Corinthians, graças a duas expulsões estapafúrdias, deixou de bater o Palmeiras em casa, chegou ao oitavo jogo sem vitórias no Campeonato Brasileiro e se manteve na beirada da zona de rebaixamento, em 16º, agora apenas um ponto à frente do Z-4 – e isso também será verdade.
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Matheuzinho foi expulso na segunda etapa
Marcos Ribolli
Para o Timão, o saldo do Dérbi de domingo, encerrado com empate por 0 a 0 em Itaquera, está entre essas duas realidades: entre o aguerrimento do time e o descontrole de alguns jogadores. A questão é que o primeiro elemento independia do segundo, poderia tranquilamente prescindir dele. Mas há comportamentos que só Freud (ou nem ele) explica.
Em idos de abril, com tantos problemas para resolver, seria aconselhável que o Corinthians não precisasse se preocupar com certa obsessão de seus jogadores com… o próprio falo. Em um intervalo de 11 dias, foi a segunda expulsão decorrente de gestos obscenos semelhantes – no caso, agarrar o membro e sacudi-lo enquanto olha para um adversário (que, até onde se sabe, calha de também ter um). Primeiro foi Allan, contra o Fluminense; e agora André.
Aos 34 min do 1º tempo – cartão vermelho direto de André do Corinthians contra o Palmeiras
A expulsão constrangedora, aos 34 minutos do primeiro tempo, poderia ter ensinado os jogadores do Corinthians a interpretar melhor a temperatura do jogo. Não foi o que aconteceu. Matheuzinho, por agressão a Flaco López, também levaria o vermelho aos 29 da etapa final. E outros correriam o mesmo risco, em especial Gabriel Paulista, transtornado ao longo da partida.
Não foi por causa dos picos de testosterona que o Corinthians evitou a derrota: foi apesar deles. Com a mesma escalação da estreia (2 a 0 contra o Platense pela Libertadores), Fernando Diniz viu seu time competir bem contra um adversário anos-luz à frente em organização coletiva, continuidade etc. A feiura do clássico, órfão de boas jogadas, de chances claras, era em boa medida consequência da competência corintiana para impedir que o Palmeiras jogasse. Mas as expulsões dinamitaram isso.
Entenda como aconteceu a expulsão de Matheuzinho, do Corinthians, contra o Palmeiras
E aí foi na base da raça – e da falta de inspiração do adversário. Hugo Souza salvou, Gustavo Henrique cortou tudo que foi possível, Yuri Alberto (que ainda perdeu um gol cara a cara com Carlos Miguel) saiu de campo carregado, porque já não conseguia caminhar. E a torcida aplaudiu o esforço dos jogadores – daqueles que tiveram a hombridade que importava: a de não deixar o time na mão em um jogo tão importante.
Diniz, graduado em psicologia, poderá exercitar seu conhecimento acadêmico. Além de formar um time, precisará fazer seus jogadores colocarem a cabeça no lugar. O Corinthians já tem confusões suficientes fora de campo: dentro, necessitará de equilíbrio para reencontrar uma estrutura capaz de oferecer dias mais tranquilos à torcida. geRead More