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Velocidade e precisão: entenda a receita do Coritiba para competir contra os gigantes da Série A

Velocidade e precisão: entenda a receita do Coritiba para competir contra os gigantes da Série A

Coritiba busca empate contra o Botafogo após sofrer virada no Rio
O Coritiba reforçou contra o Botafogo uma das principais virtudes como visitante na Série A: a eficiência nos contra-ataques. Dos dez gols marcados pelo Coxa longe de casa na competição, três nasceram diretamente de jogadas em transição rápida, o que ajuda a explicar a competitividade do time mesmo diante de adversários de maior investimento.
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Na coletiva após a partida, Fernando Seabra voltou a destacar o peso das transições ofensivas no modelo do time, especialmente em jogos fora de casa, quando costuma encontrar mais espaços para acelerar a partir da recuperação da bola no campo defensivo. O primeiro gol diante do Botafogo foi um retrato fiel dessa característica.
— Conseguimos fazer algumas transições ofensivas muito boas, entre elas a que gerou o gol. Uma recuperação da bola que a gente consegue sair com quatro jogadores de frente, com o Josué conduzindo, que é um armador, que é um pifador, que dificilmente vai errar a escolha ou o tempo da escolha. Algo que pode gerar dificuldade para qualquer adversário é o Breno Lopes atacando costas — disse Seabra.
Breno Lopes comemora gol do Coritiba diante do Botafogo no Nilton Santos
JP Pacheco – Coritiba
A força nesse tipo de lance tem sido determinante para a campanha como visitante. O Coritiba mostra capacidade para absorver pressão, defender com organização e transformar recuperação de bola em chance clara, algo que vem se repetindo em diferentes contextos da Série A.
Antes do gol contra o Botafogo, outros dois contra-ataques fora de casa terminaram com a bola na rede adversária. Foi assim na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro (passe de Lucas Ronier e gol de Breno Lopes) e no empate por 3 a 3 contra a Chapecoense (passe de Lucas Ronier e gol de Pedro Rocha).
“É um ponto a mais”, Josué após empate contra o Botafogo
Seabra, no entanto, fez questão de usar essa virtude também como contraponto ao crescimento coletivo do time. Para ele, a evolução recente passa justamente por não ficar refém apenas da transição.
— A gente não pode depender só do contra-ataque, a gente também precisa ser capaz de chegar lá contra um adversário que tá organizado no bloco alto zonal, alto individual, bloco médio, o que quer que seja. Então, o nosso time evoluiu nesse sentido e isso deu o volume que deu no primeiro tempo — completou.
Apesar de ser o quarto jogo sem vitória (terceiro empate seguido), o Coritiba aparece com 16 pontos e ocupa a sétima colocação. O Coxa volta a jogar no domingo, às 16h (de Brasília), quando o adversário será o Atlético-MG, no Couto Pereira, pela 12ª rodada da Série A. O ge acompanhe em Tempo Real.
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