RÁDIO BPA

TV BPA

Chefe da Audi detalha problemas com motor da equipe na F1 2026

Chefe da Audi detalha problemas com motor da equipe na F1 2026

Rodrigo França analisa saída de chefe da Audi na F1 e impacto para Bortoleto
Oitava colocada no campeonato 2026 da F1, a Audi conquistou apenas dois pontos neste início de temporada, após três etapas. A equipe do brasileiro Gabriel Bortoleto já tem em vista quais são as suas principais dificuldades; o chefe interino Mattia Binotto deu detalhes de quais são os problemas apresentados no motor do time sob o novo regulamento técnico.
Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp
Haas surpreende com início e surge como “melhor do resto” na F1; entenda
Audi de Gabriel Bortoleto no pit lane de Xangai, antes do GP da China da F1 2026
Jayce Illman/Getty Images
– Tem a ver com eficiência energética, distribuição de energia, além da dirigibilidade do próprio motor. Quando se fala em dirigibilidade, isso também inclui as mudanças de marcha, que, no momento, são muito bruscas para nós. O carro fica instável na frenagem e na aceleração devido à aspereza das mudanças de marcha. Talvez a configuração das relações de transmissão não esteja correta. Se somarmos os dois, desempenho e dirigibilidade, isso pode significar até um segundo por volta só por conta disso – explicou o italiano.
A Audi estreou na F1 nesta temporada após aquisição do espólio da Sauber. Mesmo aproveitando a estrutura da equipe suíça, a marca alemã começou praticamente do zero em alguns aspectos – sobretudo a unidade de potência.
A chegada da montadora se deu no contexto da introdução dos novos motores da F1 – mais eletrificados, econômicos e simplificados. Essa questão, por sinal, tem sido alvo crescente de polêmica na categoria após uma forte batida no GP do Japão (de Oliver Bearman), o que fez a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) convocar reuniões entre as equipes.
Mattia Binotto não pretende acumular função de chefe de equipe na Audi
Jayce Illman/Getty Images
Essa não é a primeira vez que Binotto cita o motor como calcanhar de Aquiles da Audi neste início de temporada. No começo do mês, o gestor pontuou que a equipe já esperava ter dificuldades com a unidade de potência; no entanto, assegurou que o time já estava buscando soluções para o problema.
Desta vez, Binotto ponderou que a Audi conseguiu fazer um bom trabalho com o chassi alemão. Ele lembrou, ainda, que as férias forçadas em abril provocadas pela não-realização dos GPs do Bahrein e Arábia Saudita devem proporcionar, ao time, mais chances de trabalhar nas lacunas do motor.
– Desde os testes de inverno, temos nos concentrado muito em resolver todos os problemas que tivemos. As corridas têm exigido muito tempo de nossa parte, e quando você está totalmente absorvido pela preparação para a corrida, não consegue se desenvolver como gostaria. Por isso o mês de abril será muito importante para nos reestruturarmos e garantirmos que não estamos apenas corrigindo problemas, mas também nos desenvolvendo adequadamente. geRead More