Tubarões, ondas grandes e lugar selvagem: etapa em Margaret River começa nesta quarta
Dia 1 – Etapa de Margaret River
A costa sudoeste da Austrália é selvagem. Com uma natureza exuberante, Margaret River tem apenas 7.430 habitantes, cerca de 6 milhões de moradores a menos que o Rio de Janeiro. Além de ser conhecida por ter as vinícolas mais prestigiadas do país, a cidade do interior guarda algumas das melhores ondas do mundo. A segunda etapa do Circuito Mundial de Surfe desembarca na pequena terra australiana nesta quarta-feira. Com uma previsão de mar grande para o primeiro dia de campeonato, os surfistas da WSL terão que enfrentar condições extremas e ainda podem bater de frente com alguns tubarões pelo caminho.
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Griffin Colapinto sofre vaca feia em The Box, Margaret River
WSL
– Por incrível que pareça, nem em J-Bay eu fico tão preocupado. Aqui (em Margaret River) eu fico um pouco mais preocupado. Obviamente que não tem o que fazer. É a casa deles (dos tubarões). Somos nós que estamos invadindo, mas não tem como não se preocupar. No modo competitivo, você está tão focado que acaba esquecendo – revelou Filipe Toledo em entrevista feita no ano passado.
Nesta temporada, 10 brasileiros vão disputar a segunda etapa da WSL. Com nove surfistas no masculino e uma no feminino, os representante do Brasil vão enfrentar um mar grande no primeiro dia de campeonato. O sudoeste australiano deve acordar com uma previsão de pelo menos 3 metros de face da onda. Às 20 horas (horário de Brasília) desta quarta-feira, o Circuito Mundial de Surfe vai fazer a chamada oficial para dar início à competição.
Gabriel Medina nas oitavas de final de Margaret River em 2023
World Surf League
A “Brazilian Storm” começou dominando a temporada de 2026. No top 5 do ranking, quatro são brasileiro. Miguel Pupo, campeão da primeira etapa do ano em Bells Beach, está com a camisa amarela, reservada ao número 1 do mundo. Logo depois vem Yago Dora (2º), Gabriel Medina (3º) e Italo Ferreira (5º). Apenas o americano Griffin Colapinto, que está em terceiro do ranking, conseguiu furar a bolha verde e amarela.
Miguel Pupo vence a etapa de abertura do Circuito Mundial de Surfe
Brasileiros em Margaret River
Depois de ter tido campeonatos em Margaret River até 1990, as ondas da costa sudoeste da Austrália voltaram ao calendário da WSL em 2014. Desde então, cinco brasileiros levantaram o troféu por lá: Adriano de Souza (2015), Willian Cardoso (2018), Tati Weston-Webb (2021), Filipe Toledo (2021) e Gabriel Medina (2023).
Golfinhos roubam a cena em Margaret River
Assim como o restante da paisagem, o mar em Margaret River também é selvagem. Água gelada, ondas grandes e tubarões na água. Filipe Toledo, que compete nesta etapa há 12 anos, viu de perto os predadores. Em 2017, durante uma semifinal contra o americano Kolohe Andino, a bateria teve que ser interrompida por conta da presença dos tubarões. Apesar do perigo, nunca houve um ataque durante as competições.
– Inclusive já tive bateria pausada por conta disso aqui em Margaret River. A gente pausou 15 minutos, ficamos lá fora. Eles acompanhando de drone, barco, jet ski. Ele (tubarão) vai embora e a gente volta para a água. A gente tem que deixar o tubarão passar e não deixar isso ser mais uma preocupação. Só entrega na mão de Deus – completou Filipe Toledo.
Filipe Toledo é campeão em Margaret River em 2021
Dunbar / WSL geRead More


