Com idosos e crianças, torcida de rival do Fluminense vibra com jogo no Rio: “Nunca imaginamos”
Torcida do Ind. Rivadavia faz festa no hotel do time antes de enfrentar o Fluminense
A grande festa da torcida do Independiente Rivadavia, realizada na véspera do duelo contra o Fluminense pela Libertadores, dimensiona o peso da partida desta quarta-feira para o clube argentino. Em sua primeira participação na competição, a equipe terá o apoio de centenas de torcedores que vieram da Argentina para o jogo no Maracanã.
Fluminense e Independiente Rivadavia se enfrentam às 21h30 (de Brasília) com transmissão ao vivo da TV Globo e da ge tv. O ge acompanha todos os lances em Tempo Real — clique aqui para acompanhar.
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— É uma equipe que voltou à primeira divisão depois de 42 anos longe. Estamos acostumados a jogar em estádios grandes, foi assim contra o Bolívar, acho que não será um problema. Mas tudo que está acontecendo, tendo ganhado a Copa Argentina e agora estar aqui, para a primeira Libertadores, é algo que nunca imaginamos — comenta Juan Francisco Sáez, de 32 anos.
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Juan Francisco Sáez, de 32 anos, torcedor do Independiente Rivadavia
Pedro Guevara
Desconhecido da maior parte do público brasileiro, o Independiente Rivadavia é um dos times mais importantes da região de Mendoza, cidade que fica a mais de mil quilômetros da capital Buenos Aires. A identidade regional é tão marcante que o jogo diante do Fluminense atraiu até mesmo torcedores que não moram em Mendoza há algum tempo.
É o caso de Federico Villar, que vive em Madri, na Espanha, há oito anos. A partida desta quarta-feira será a primeira dele no Maracanã e marcará um reencontro com o clube após mais de dois anos distante: sua última vez em um jogo do Independiente foi em outubro de 2023, no duelo que confirmou o acesso à primeira divisão argentina.
Fui em alguns jogos nesse tempo, já estive no Rio de Janeiro na Copa do Mundo de 2014, mas não fui na final contra a Alemanha. Será minha primeira vez no estádio mais místico do mundo, nunca pensei que isso seria possível.
Federico Villar, de 37 anos, mora em Madri desde 2018 e veio ao Brasil para o jogo do Independiente Rivadavia contra o Fluminense
Pedro Guevara
Enfrentar um campeão da América no Maracanã não assusta a torcida da “Lepra” (apelido do clube que é orgulhosamente simbolizado pelos torcedores que fazem a letra L com as mãos). Além do treinador Alfredo Berti, que afirmou que o elenco viria ao Brasil para vencer, grande parte da torcida presente no Rio de Janeiro se diz confiante para o duelo contra o Fluminense.
Segundo Claudia Ibarra, mãe do atacante Victorio Ramis, o resultado fica em segundo plano considerando o tamanho do confronto para a história do Independiente Rivadavia e da cidade de Mendoza. Esta é a segunda Libertadores da carreira do filho de 31 anos, que disputou a edição de 2019 com o Godoy Cruz.
Para mim, estar aos 62 anos, pela primeira vez no Maracanã, será incrível. Independentemente do que aconteça, podemos ganhar ou perder, não interessa. É incrível. Mas acredito que vamos ganhar!
Claudia Ibarra, de 62 anos, é mãe de Victorio Ramis, atacante do Independiente Rivadavia
Pedro Guevara
Além de familiares e da torcida, os jogadores do time argentino também serão apoiados por amigos que viajaram para o Rio de Janeiro e estarão presentes no Maracanã. Na festa realizada em frente ao hotel onde a equipe se hospeda, o atacante Fabrizio Sartori e o defensor Sheyko Studer acenaram, da janela, para um grupo de amigos que levaram a camisa dos dois atletas.
Ao perceber o gesto, todos se animaram e agitaram os uniformes, além de se juntarem aos cânticos da torcida que agitava a noite na Barra da Tijuca com sinalizadores e fogos de artifício.
Amigos dos jogadores Fabrizio Sartori e Sheyko Studer
Pedro Guevara
Um grande número de idosos — homens e mulheres — integra a torcida presente no Rio de Janeiro para o jogo contra o Fluminense. Monica Vera, de 66 anos, e Sabina Romero, 60, contam que o ato de viajar para acompanhar as partidas fora de Mendoza é um hábito da torcida do Independiente Rivadavia. O pertencimento, segundo elas, é o que move as pessoas da região, que demonstram identificação coletiva com o clube fundado em 1913.
— É uma verdadeira família. Todos se conhecem, por isso viajamos sem problema. Viajamos também na Argentina para os jogos de visitante. Quando um não pode ir por conta do trabalho, outro estará lá ocupando seu lugar. Estar aqui para um jogo desses em um palco como o Maracanã é algo incrível para nós — conta Monica.
Sabina Romero (esquerda), de 60 anos, e Monica Vera (direita), 66, são torcedoras do Independiente Rivadavia e estarão no Maracanã para o jogo contra o Fluminense
Pedro Guevara
Fluminense e Independiente Rivadavia se enfrentam às 21h30 (de Brasília) desta quarta-feira. O jogo vale pela 2ª rodada do Grupo C da Libertadores. Globo e ge tv transmitem a partida ao vivo. O ge acompanha todos os lances em Tempo Real — clique aqui para acompanhar. geRead More


