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Bastidores: diretoria do Guarani questiona liminar, e organizada teme impacto na SAF

Bastidores: diretoria do Guarani questiona liminar, e organizada teme impacto na SAF

Ataque funciona e Guarani garante a primeira vitória na Série C
O dia seguinte à decisão liminar que suspendeu o resultado das eleições do Guarani é de incertezas e questionamentos nos bastidores do Brinco de Ouro. Internamente, integrantes da atual diretoria questionam a medida da juíza Ana Lia Beall, da 11ª Vara Cível de Campinas, e demonstram preocupação com o vácuo administrativo gerado no clube.
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A liminar determinou a suspensão da posse de todos os membros dos Conselhos de Administração (CA), Deliberativo (CD) e Fiscal (CF), sem indicar como ficaria a nova composição até o julgamento do caso. Diante disso, a leitura dos dirigentes é de que a decisão deixa o Guarani, neste momento, sem representantes legais.
Estádio Brinco de Ouro
Alexandre Battibugli/Ag. Paulistão
Há o temor de que, sem assinaturas reconhecidas, as rotinas do departamento de futebol fiquem travadas. O clube aguarda que a Justiça esclareça de forma urgente quem tem validade para assinar pela instituição, sob o risco de inviabilizar contratos vigentes, contratações de jogadores ou até aprovação de contas.
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Além da apreensão administrativa, a diretoria bugrina também contesta os argumentos utilizados pela magistrada para anular a Assembleia Geral que impugnou a chapa de oposição “Meu Bugre Forte”.
Rômulo Amaro (esquerda), presidente do Guarani
Raphael Silvestre/Guarani FC
O entendimento interno é de que o rito foi correto. A atual gestão defende que a votação aberta (por levantamento de mão) era permitida pelo Estatuto para o julgamento de recursos, sendo o voto secreto exigido apenas para a escolha direta dos cargos.
Outro ponto rebatido é a autonomia da Assembleia: a diretoria argumenta que o colegiado é soberano e tem o poder de alterar as decisões prévias da Comissão Eleitoral – que havia aprovado a chapa da oposição inicialmente.
Repúdio da organizada e alerta sobre a SAF
A Fúria Independente, principal torcida organizada do Guarani, divulgou uma nota oficial repudiando a judicialização do processo eleitoral e alertando para os impactos negativos na transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
No comunicado, a organizada afirma que a disputa, movida por “interesses pessoais”, cria obstáculos para o futuro do Bugre, afasta investidores e prejudica o clima interno em um momento decisivo.
Torcida do Guarani no Brinco de Ouro
Thomaz Marostegan/ Guarani FC
– Repudiamos veementemente a tentativa espúria de se tomar o poder por via não democrática, bem como a inconsequência de medidas capazes de trazer profundos prejuízos administrativos – diz trecho da nota.
A torcida também manifestou apoio ao presidente do Conselho Deliberativo, André Torquato, que teve sua posse suspensa pela liminar.
– A Fúria Independente não tem coloração política. Está do lado do Guarani, de sua recuperação e de todo aquele que se dedique a lhe dar um futuro grandioso. Esperamos sinceramente que os atores desse teatro infame se conscientizem e permitam a continuidade dos projetos que estão prestes a se concretizar. A nação bugrina não suporta mais o cenário catastrófico vivido nos últimos anos – finaliza o comunicado.
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Dentro de campo, o Bugre se prepara para entrar em campo contra o Itabaiana no próximo domingo, às 16h30, pela terceira rodada da Série C. O time acumula quatro pontos dos seis disputados na competição até o momento. geRead More