RÁDIO BPA

TV BPA

O dia que Oscar Schmidt enfrentou Tiago Splitter em SC

O dia que Oscar Schmidt enfrentou Tiago Splitter em SC

Oscar também esteve em quadra em Santa Catarina com a camisa da Seleção e do Flamengo
O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, lenda da modalidade e que morreu na última sexta-feira aos 68 anos, fez história em quadras catarinenses há quase 30 anos atrás. Na época, ele chegou a enfrentar a então promessa do basquete brasileiro Tiago Splitter, catarinense que viria a se tornar um astro da NBA. Além disso, ele também atuou com a Seleção Brasileira em Joinville.
+ Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, aos 68 anos
Oscar Schmidt atuando pela Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996
Andrew D. Bernstein/NBAE via Getty Images
Em reta final de carreira, entre o fim dos anos de 1990 e o início dos anos 2000, ele jogou em Santa Catarina com a camisa do Flamengo, enfrentando o Ipiranga, de Blumenau, e a equipe de Brusque em duelos pelo campeonato nacional da época.
O episódio em especial ficou na memória de Sérgio Carneiro, o Serjão, na época auxiliar-técnico do Ipiranga e hoje presidente da Federação Catarinense de Basketball: uma cabeçada entre ele e um jovem talento de SC que viria a se tornar astro da NBA.
Em um duelo entre Flamengo e Ipiranga no fim dos anos 1990, no ginásio Galegão, Oscar Schmidt estava em quadra e recebeu uma marcação diferente na reta final da partida. À época com apenas 16 anos, o jovem Tiago Splitter era ainda uma promessa que entrava nas partidas apenas na parte final, em geral com o resultado já encaminhado.
Motivado pela oportunidade e pelo desafio de marcar o “Mão Santa”, Splitter foi para cima e em um dos lances, acabou batendo a cabeça com força no queixo de Oscar.
— Eles deram uma cabeçada bem forte um contra o outro. Foi quase no final do jogo, o Splitter jogou pouquinho, era muito novo, entrou para marcar ele [Oscar] no final e eles acabaram tendo um choque forte. Acabou sendo pior para o Splitter, mas o Oscar se machucou também. Lembro que depois ele falou: “pô, o garoto tem a cabeça dura” — conta Serjão.
Tiago Splitter treino Basquete Brasil
Gaspar Nobrega / Inovafoto
Serjão também enfrentou Oscar Schmidt anos depois quando era treinador do Brusque, na quadra da Sociedade Bandeirante, também pela liga nacional.
— Era um fenômeno com a bola na mão, acertava muito. Jogador de 2,04m, jogando de ala, ia bem de frente para a cesta, de costas para a cesta — elogia Serjão.
Histórias de Oscar em SC
Em 1996, durante a preparação da seleção brasileira para as Olimpíadas de Atlanta, Oscar Schmidt protagonizou mais um capítulo marcante da sua trajetória. Em um amistoso contra o Uruguai, disputado em Joinville, no antigo ginásio do Sesi, o “Mão Santa” mostrou por que se tornou um dos maiores nomes da história do basquete.
Como de costume, Oscar brilhou em quadra. Distribuiu assistências — algumas sem nem olhar para o companheiro —, acertou diversos arremessos e liderou a equipe com autoridade. Mesmo com a mão machucada, anotou 31 pontos e terminou como cestinha da partida, sendo o grande destaque do confronto. Após o jogo, o ídolo destacou a satisfação de representar o país.
– Estou sempre muito feliz de ter a sorte de viver esse momento. Me sinto recompensado de todos esses anos lutando – afirmou Oscar.
Oscar Schmidt é o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, dos Mundiais e da seleção de basquete
Arquivo/CBB
Na mesma visita a Joinville, Oscar também participou da abertura do Programa de Apoio e Incentivo ao Esporte Educacional. Sempre defensor do papel transformador do esporte, ele reforçou a importância de projetos voltados para jovens.
— Está provado que o esporte faz com que as crianças estejam bem acompanhadas, tenham um crescimento saudável e fiquem longe de drogas e más companhias. Ajudar nesse sentido é formar pessoas melhores para o futuro do Brasil — disse.
A passagem de Oscar por Santa Catarina inclui ainda momentos marcantes em Brusque, quando defendia o Flamengo. Em uma partida contra o Bandeirante, deixou forte impressão nos adversários. Ex-jogador da equipe catarinense, Olavo Silva relembrou o encontro.
— Foi algo marcante na minha carreira. Dentro de quadra, ele provou por que era uma referência mundial. Muito competitivo, com muitos fundamentos. Foi uma grande experiência para todos nós — contou Olavo.
Mais notícias do esporte catarinense no ge.globo/sc geRead More