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Bruno Guimarães avalia grupo do Brasil na Copa e põe fé no hexa: “Se precisar, vou morrer em campo”

Bruno Guimarães avalia grupo do Brasil na Copa e põe fé no hexa: “Se precisar, vou morrer em campo”

Bruno Guimarães exalta Ancelotti e promete “morrer” em campo pelo hexa
Bruno Guimarães concedeu nesta semana entrevista exclusiva ao ge, dividida em três partes. Numa falou da lesão grave que superou; na segunda, abordou o grande momento vivido no Newcastle; e nesta, a última, o papo foi seleção brasileira. O volante de 28 anos admitiu que o ciclo, com dois presidentes diferentes da CBF e quatro treinadores, foi “conturbado”, mas garantiu ter fé no hexa. Para isso, não medirá esforços.
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Bruno Guimarães comemora um dos gols do Brasil contra Senegal
Getty Images
– Ah, sim, sendo brasileiro, a gente acredita em tudo. A gente tem que acreditar (no título) sempre e já deu mostras que pode, que é possível. A gente vê grandes jogadores vivendo grandes momentos. Sabe como é que é uma Copa do Mundo, é um tiro curto. Então, óbvio que a força da torcida nos apoiando, nos motivando, nos mandando energia e mensagens positivas sempre pode ajudar. E, cara, a gente acredita até o final.
Se depender da gente que é jogador, é o que eu falei: para mim, é como se fosse o último prato de comida. Eu vou dar a minha vida por isso, se precisar morrer em campo pela Seleção, eu vou morrer. Porque esse sempre foi o maior sonho da minha vida: vestir a camisa da Seleção numa Copa do Mundo. Se a gente puder ser campeão, algo em que eu acredito muito, será algo inesquecível.”
A caminhada pelo sonhado hexa passa pelo Grupo C da Copa do Mundo. O Brasil estreia contra Marrocos (13 de junho) e na sequência pega Haiti (19) e Escócia (24). Bruno assumiu a responsabilidade de brigar pela liderança, avaliou o nível da chave e elegeu qual jogo é o mais importante.
– Cara, eu vejo um grupo muito difícil. Obviamente, vestindo a camisa da Seleção, a gente tem a obrigação de passar nesse grupo em primeiro, mas não é um grupo fácil. O Marrocos veio aí de final da Copa Africana de Nações, a Escócia tem muitos jogadores com experiência na Premier League, que é a liga mais difícil do mundo. O Haiti ainda tenho que ver mais, mas se está na Copa do Mundo merece total respeito somente por estar, porque é muito difícil poder estar numa Copa do Mundo. A gente viu aí a Itália ficando fora.
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– Então é algo que a gente tem que ter muita atenção, eu vejo o primeiro jogo como fundamental. É estrear bem, conseguir os três pontos, para cada vez mais ter mais confiança. Eu vejo a estreia como o principal jogo da chave, porque é um jogo fundamental para nós.
Com 41 jogos, dois gols e oito assistências com a camisa da seleção brasileira principal, o destaque do Newcastle falou das diferenças de se trabalhar com um treinador a longo prazo e também dos últimos amistosos do Brasil.
Confira abaixo:
Quais as diferenças de ter trabalhado com apenas um técnico no Newcastle desde que você chegou em relação à seleção brasileira, que mudou bastante nesse ciclo?
– Muito difícil, aqui no Newcastle eles já falam assim e, com alguns movimentos com as mãos, a gente já sabe o que tem que mudar, já sabe o jeito que ele quer. Então a gente já consegue se entender com muito mais facilidade. Acho que o ciclo foi um pouco conturbado, eu diria. Muitas trocas, não só mudanças de treinadores, mudança de presidente também. Então muita coisa aconteceu, a gente está tentando se adaptar o mais rapidamente ainda ao Ancelotti.
Elogios a Ancelotti
– Mas sem dúvida com ele fica mais fácil, é um cara que já ganhou tudo, que tem uma experiência no futebol muito grande. Já trabalhou em todos os lugares, já ganhou tudo o que era possível. Eu acho que com ele a gente tem melhorado, fizemos já grandes jogos. Eu colocaria assim o jogo contra a Coreia, o próprio jogo contra Senegal, em que a gente desempenhou muito bem, contra o próprio Chile. Então, a gente teve grandes amostras positivas já nesse ciclo com o Ancelotti. Eu estou muito positivo, muito feliz mesmo, acho que está todo mundo muito animado. A gente sabe que é difícil, mas todos nós temos o sentimento de acreditar que é possível trazer o hexa.
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– Cara, difícil fazer a análise, ainda mais depois porque a gente jogou com a França sem seis ou sete jogadores que tinham iniciado os jogos contra Senegal e Tunísia. Então era uma equipe diferente, não teve muito tempo pra trabalhar, mas acho que houve coisas positivas nos dois jogos. Contra a Croácia todo mundo conseguiu desempenhar muito bem, contra a França ainda foi um pouco mais difícil, até pelo nível da seleção francesa, que, para mim, é uma das favoritas ao título.
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– Mas eu vejo que deu pra tirar coisas positivas, é bom jogar junto, os jogadores terem cada vez mais essa rotina de jogos, entenderem cada vez mais as ideias do Ancelotti, que muitas vezes veio jogando num 4-2-4. Acho que nesse jogo contra a Croácia ele deu mais uma recuada no Cunha, foi mais um 4-3-3, variando pro 4-4-2 também. Então ele está testando, acho que foi bem positivo assim. Agora falta pouco tempo, é continuar a fazendo o seu bem no clube, ficar longe das lesões, para que, se Deus quiser, possa estar em mais uma Copa.
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