Protestos e desconfiança: o clima do Inter para a estreia na Copa do Brasil
Podcast ge Inter projeta duelo contra o Athletic pela Copa do Brasil
O Internacional chega para a estreia na Copa do Brasil longe de um ambiente tranquilo. A competição surge quase como um respiro em meio à desconfiança da torcida e um evidente abalo emocional. O Colorado encara o Athletic, nesta quarta-feira, às 20h30, no Orlando Scarpelli.
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A derrota por 2 a 1 para o Mirassol, no último domingo, foi o fator mais recente de uma crise que se arrasta há meses. O resultado afundou o Inter ainda mais em uma estatística incômoda: o pior desempenho como mandante do Brasileirão.
O apito final não encerrou o jogo. Do lado de fora, no estacionamento do Beira-Rio, a torcida estendeu os protestos. Gritos e cobranças direcionadas não apenas aos jogadores, mas também à direção.
Coube a Fabinho Soldado, executivo de futebol, o papel de anteparo. Mais de uma hora após o fim da partida, ele apareceu para conversar com os torcedores, ouviu críticas duras e assumiu a responsabilidade coletiva.
Fabinho Soldado, executivo de futebol do Inter, conversou com torcedores
Do campo, o discurso do técnico Paulo Pezzolano já não esconde o incômodo. Após mais um tropeço no Beira-Rio, o uruguaio voltou a falar em dificuldade para explicar o rendimento em casa, admitiu o impacto psicológico da sequência negativa e citou, de forma indireta, a falta de confiança.
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É nesse contexto que a Copa do Brasil aparece no horizonte. Se no Brasileirão o Inter é o 14º com 13 pontos, com apenas três vitórias, o jogo contra o Athletic, fora de casa, surge quase como uma mudança de ares. Longe do Beira-Rio, do ambiente carregado, o time tenta encontrar uma resposta mínima.
Para um time que não consegue vencer nem quando joga em casa, atuar como visitante pode soar contraditório como ponto positivo. Mas, hoje, o Inter vive essa inversão. A pressão maior ficou em Porto Alegre.
Treino Inter
SC Internacional/Divulgação
Fora de casa, pelo Brasileirão, o aproveitamento chega a 53%, com duas vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Jogar no Orlando Scarpelli também pode ser um fator favorável ao Inter, que tem oito vitórias e cinco empates em 19 jogos.
A estreia na Copa do Brasil é uma oportunidade de reconstruir confiança, estancar a sangria emocional e evitar que a crise, já instalada, ganhe contornos irreversíveis. Fora de campo, o Inter entra pressionado e consciente de que precisa provar que ainda consegue reagir.
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