Chelsea dá “jeitinho” para driblar fair play financeiro da Premier League, diz relatório; entenda
Chelsea 1 x 0 Leeds | Melhores momentos | Semifinal | Copa da Inglaterra 2025/2026
O Chelsea e outros clubes da Premier League passaram a vender parte de suas propriedades, como equipes do futebol feminino e imóveis, para empresas de seus próprios donos. O principal objetivo do “truque” é driblar o fair play financeiro da liga inglesa e da Uefa e evitar punições. Os dados são de um relatório publicado pela empresa “Intelligence 2P”.
Os Blues foram os primeiros a se movimentarem diante das mudanças nas regras de fair play. Todd Boehly e a Clearlake Capital, atuais proprietários do time, agiram rápido ao mudar a propriedade de seus ativos, acumulando 275,2 milhões de libras (cerca de R$1.9 bilhões) em três anos. Por meio de um acordo entre o clube e seus donos (para manter o ativo), as transações possuem o único objetivo de registrar lucro e atender aos índices financeiros exigidos pela Premier League e pela Uefa.
João Pedro na partida entre Chelsea e Leeds
Reuters
O Chelsea iniciou a temporada 2022-2023 transferindo um hotel de propriedade do time para a BlueCo 22 (holding que controla a equipe), gerando um lucro de 76,5 milhões de libras (cerca de R$517,6 milhões) com a transação. Nesse mesmo período, o Chelsea teve um prejuízo de 166,3 milhões de libras (cerca de R$1,1 bilhão), mas, com a aquisição, diminuiu o resultado para 89,8 milhões de libras (cerca de R$607,6 milhões).
Um ano depois, garantiu outro montante considerável com a venda da equipe feminina, uma das mais poderosas do futebol europeu, para o mesmo grupo por 198,7 milhões de libras (cerca de R$1,3 bilhão). Essa transação permitiu que voltassem a dar lucro, ao arrecadar 129,6 milhões de libras (cerca de R$876,9 milhões). Em duas temporadas, o Chelsea alcançou um superávit de 275,2 milhões de libras (cerca de R$1,9 bilhão), se tornando a principal equipe a utilizar o método para “burlar” a regra da Uefa.
Somados ao Chelsea (que representa 60% do total), outros três clubes já aderiram à tendência: Newcastle United, Aston Villa e Everton FC. Juntos, os quatro times venderam ativos com um valor agregado de 570 milhões de libras (cerca de R$3,9 bilhões).
Andrey Santos gol Estêvão Chelsea Port Vale
Paul Childs/Reuters
Desde junho de 2022, a Uefa aderiu a um novo plano de lucratividade e sustentabilidade, que regulamenta os licenciamentos de clubes e de “fair play financeiro”. O novo sistema define que os principais clubes europeus poderão gastar até 70% de suas receitas para montar os elencos, tendo 3 anos para se adaptarem ao modelo.
Diante da reformulação, a liga inglesa aumentou a pressão nos últimos meses, com penalidades financeiras e perda de pontos para times que não seguem as Regras de Lucro e Sustentabilidade.
Nesse contexto, a Premier League busca maneiras de otimizar a gestão das finanças dos clubes e gerar os resultados desejados, já que os clubes que lucram por si só são minoria. Portanto, a partir da temporada 2026-2027, o custo do elenco será limitado a 85% da receita total (incluindo taxas de transferência).
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Até então, a liga inglesa permitia que os clubes acumulassem prejuízos de até 105 milhões de libras (cerca de R$709,8 milhões) em períodos de três anos, desde que esses prejuízos fossem cobertos por injeções de capital ou financiamento de acionistas.
O teto de gastos será definido no início da temporada, com base em uma estimativa da receita e dos lucros com transferências dos anos anteriores, de forma semelhante ao funcionamento da La Liga. Todos os clubes serão avaliados em 1º de março, e os que ultrapassarem o limite deverão tomar medidas para evitar penalidades financeiras ou perda de pontos. geRead More


