Casa Branca diz que invasão de homem armado em jantar com Trump foi tentativa de assassinar presidente dos EUA, diz Casa Branca
Atirador tenta invadir jantar de gala para assassinar Donald Trump e integrantes do governo dos EUA
O governo dos Estados Unidos afirmou nesta segunda-feira (27) que a invasão de um homem armado ao jantar presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com correspondentes foi uma tentativa de assissinar Trump.
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As investigações ainda não determinaram as motivações do atirador, identificado como Cole Tomas Allen. Ele foi preso e prestará audiência neste segunda. Mas a Procuradoria-Geral de Washington, à frente das investigações, já disse que Trump era o alvo mais provável.
“Esta foi a terceira tentativa de assassinato do presidente Donald Trump”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em entrevista à imprensa nesta tarde.
A imprensa norte-americana divulgou fragmentos de um manifesto que afirmam ser do atirador com críticas a Trump. Em entrevista na noite de domingo (26), o presidente norte-americano confirmou que a carta pertencia a Allen.
Veja o que ocorreu e tudo o se sabe até agora sobre o episódio:
Na noite de sábado, Donald Trump participava de um jantar em um hotel em Washington com os jornalistas correspondentes de meios estrangeiros que são credenciados na Casa Branca. O evento, anual, é um o encontro mais tradicional entre o presidente dos EUA e esses jornalistas, e seria o primeiro da atual gestão de Trump;
No começo do evento, sons de tiros foram ouvidos do salão. Cinegrafistas que registravam o evento capturaram o barulho dos disparos;
Agentes de segurança então entraram rapidamente no local e retiraram Trump, a primeira-dama, Melania Trump, e o vice-presidente, JD Vance, que estavam em uma mesa em um palco do salão. Outras autoridades do alto escalão, como os secretários de Estado e de Guerra e o diretor do FBI, também foram retirados;
Os jornalistas foram mantidos no local para checagens de segurança — uma equipe da TV Globo também participava do jantar;
A polícia local então informou que o suspeito dos disparos tentou invadir o salão, mas foi interceptado por agentes do Serviço Secreto. Depois, o próprio Trump divulgou, em sua rede social Truth Social, um vídeo em que um homem consegue furar um bloqueio de agentes de segurança;
O atirador chegou a disparar contra um dos agentes, mas o tiro atingiu o colete à prova de balas do oficial, que passa bem, segundo o Serviço Secreto. Ninguém mais foi ferido.
A imprensa que estava no local, incluindo a da TV Globo, relatou que o esquema de segurança e revista para a entrada no jantar não foram rigorosos, mesmo com a cúpula do governo Trump presente. A equipe da TV Globo que foi ao evento afirmou ter passado por apenas uma checagem de segurança;
O suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, 31 anos, um cidadão dos Estados Unidos nascido na cidade de Torrance, na Califórnia. Allen, segundo as autoridades, é engenheiro mecânico, desenvolvedor de jogos e ex-professor particular.
Antes do crime, ele escreveu uma carta com críticas a Trump, e a principal suspeita da polícia é de que o atirador alvejava o presidente dos EUA. Ele portava uma espingarda, uma pistola e facas, também segundo as investigações.
A polícia também descobriu que Allen estava hospedado no próprio hotel do evento. Ele foi preso e, nesta segunda, passará pela primeira audiência.
Trump também disse que, aparentemente, o atirador agiu sozinho, como um “lobo solitário”. A polícia local confirmou a informação. Ainda não se sabe a motivação para o ataque;
O presidente dos EUA também usou o episódio para voltar a defender seu projeto para a construção de um salão de festas “ultrassecreto” dentro da Casa Branca, que tem recebido críticas pelo custo, estimado em cerca de R$ 2 bilhões. O jantar dos correspondentes com Trump sempre acontece no hotel de Washington onde ocorreu o episódio de sábado.
O jantar foi adiado e ocorrerá dentro de 30 dias, segundo o presidente norte-americano.
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Reprodução/ Truth Social
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