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Nações europeias ‘entenderam o recado’ de Trump, diz Chefe da Otan

Nações europeias ‘entenderam o recado’ de Trump, diz Chefe da Otan

 Secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em discurso na Fundação Ronald Reagan, em Washington D.C., nos Estados Unidos, em 9 de abril de 2026.
REUTERS/Kevin Lamarque
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou nesta segunda-feira (4) que países europeus estão garantindo a implementação de acordos com os Estados Unidos sobre o uso de bases militares.
Segundo ele, as nações europeias “entenderam o recado” do presidente dos EUA, Donald Trump, que tem criticado aliados por não contribuírem o suficiente no contexto da guerra envolvendo o Irã.
“Sim, houve alguma decepção do lado dos EUA, mas os europeus ouviram”, disse Rutte a jornalistas durante uma cúpula da Comunidade Política Europeia, realizada na Armênia.
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Tensão entre Trump e chanceler alemão
Na segunda-feira (27), o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que os iranianos estavam “humilhando” os EUA nas negociações para encerrar o conflito, que já dura dois meses.
Porém, neste domingo (3), Friedrich Merz, afirmou que os Estados Unidos são o parceiro mais importante para a Otan em entrevista que ainda será televisionada, segundo a agência de notícias Reuters.
“Continuo convencido de que os americanos são o parceiro mais importante para nós na Aliança do Atlântico Norte”, disse Merz à emissora pública ARD em uma entrevista que será televisionada ainda neste domingo.
A declaração ocorre em meio a uma crise diplomática entre os dois países relacionada à guerra no Oriente Médio. Nesta sexta-feira (1°), os EUA anunciaram a retirada de 5 mil soldados da Alemanha, movimento visto como forma de punir Berlim.
Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, se reúnem no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 3 de março de 2026.
REUTERS/Jonathan Ernst/Foto de arquivo
Ao ser questionado na entrevista sobre se a ação estava relacionada à estratégia do presidente Donald Trump no Irã, Merz disse: “Não há nenhuma conexão”.
Trump rebateu a afirmação no dia seguinte, dizendo que o chanceler não sabia o que estava falando e que a Alemanha estava “indo mal”.
Depois, o presidente publicou em uma rede social que avaliava retirar tropas do território alemão.
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A Alemanha é a principal base militar dos EUA na Europa, com cerca de 35 mil militares em serviço ativo. O país funciona como um centro estratégico de treinamento para os norte-americanos.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse nesta sexta-feira que o processo de retirada dos 5 mil soldados do território alemão deve ser concluído em até 12 meses.
Um alto funcionário do Departamento de Defesa, sob condição de anonimato, disse à agência Reuters que uma brigada de combate será retirada do país. Um batalhão de artilharia de longo alcance que deveria ser enviado ainda neste ano não será mais deslocado.
Ainda segundo a autoridade, as medidas são uma resposta às declarações recentes de autoridades alemãs, classificadas como “inapropriadas e pouco úteis”.
“O presidente está reagindo de forma adequada a esses comentários contraproducentes”, comentou.
Segundo a Reuters, a redução deve levar o número de tropas dos EUA na Europa de volta a níveis próximos aos de antes de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia levou a um reforço militar ordenado pelo então presidente Joe Biden.
Punição
Soldado da Força Aérea dos Estados Unidos lança drone durante exercício militar na Alemanha. Foto de setembro de 2025.
Synsere Howard/Exército dos Estados Unidos
Na quinta-feira (30), Trump confirmou que pretendia retirar tropas da Alemanha e afirmou que pode fazer o mesmo com Espanha e Itália.
“Provavelmente vou fazer isso. A Itália não tem ajudado em nada e a Espanha tem sido horrível, absolutamente horrível”, afirmou.
A Alemanha está entre os países da Otan que autorizaram o uso de bases militares para ataques contra o Irã — decisão elogiada por Trump. No início de março, durante visita de Merz à Casa Branca, o presidente disse que o país era um parceiro útil.
Espanha e Itália adotaram postura mais restritiva. No fim de março, o governo espanhol fechou o espaço aéreo para aeronaves americanas envolvidas na guerra. Já os italianos negaram o uso de uma base aérea na Sicília em operações de combate.
No início de abril, o jornal The Wall Street Journal revelou que Trump avaliava punir países da Otan por falta de apoio à guerra contra o Irã. Entre as medidas estaria a transferência de tropas para países que apoiaram a ofensiva no Oriente Médio, como Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia.
O plano também inclui a possibilidade de fechar uma base militar dos EUA na Europa, possivelmente na Espanha ou na Alemanha, segundo o jornal.
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