Análise: Borré desencanta, Inter evita constrangimento e tira lições de título da Recopa Gaúcha
Brasil de Pelotas 1 x 2 Inter | Recopa Gaúcha | Melhores Momentos
Se fosse para resumir a vitória do Inter diante do Brasil de Pelotas, que rendeu o título da Recopa Gaúcha na noite desta quarta-feira, seria como: “não fez mais que a obrigação”. Mas a verdade é que troféu bom é troféu na prateleira, independentemente do peso que tenha.
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O Inter cumpriu com a obrigatoriedade e venceu por 2 a 1, de virada no Bento Freitas. O gol do título saiu dos pés de Borré, que voltou a marcar após mais de dois meses. Ainda assim, a conquista serviu mais para evitar o constrangimento de uma possível derrota para um adversário da Série D do que para empolgar. O saldo fica nas lições deixadas para o técnico Paulo Pezzolano.
A equipe teve dificuldades para impor a superioridade técnica. Circulou a bola, criou chances, mas desperdiçou muitas delas, especialmente com Borré, pressionado pela então seca de gols. Do outro lado, o Brasil apostou em transições rápidas e levou perigo, sobretudo com Andrey pela direita.
A emoção ficou concentrada no segundo tempo. O goleiro Edson, do Brasil, salvou boas oportunidades, e o roteiro parecia caminhar para um desfecho indigesto para o torcedor colorado. Em bela jogada pela esquerda, o zagueiro Yago deixou o lateral Brian Aguirre no chão e cruzou para Lula abrir o placar.
Time do Inter contra o Brasil de Pelotas, pela Recopa Gaúcha
Ricardo Duarte/ Internacional
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Aí surge a primeira lição. Alguns jogadores mostram, a cada oportunidade que recebem, que não correspondem. Se a ideia de Pezzolano era observar os menos utilizados, houve quem saiu em desvantagem.
Aguirre foi facilmente superado e errou passes simples. Clayton Sampaio, que não atuava desde o Gauchão, também não aproveitou a chance e não se apresenta como opção confiável. Juninho entra no mesmo pacote. Escolhas que dificilmente sustentam um time mais competitivo.
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A virada de Borré e a figura de Alan Patrick
Atrás no placar, a reação passou diretamente por Borré. Titular do time alternativo, o colombiano marcou o gol do título e findou a seca que havia começado em 21 de fevereiro. Novamente artilheiro isolado do ano, agora com sete gols, tem devolvida confiança e se recoloca na disputa por espaço no setor ofensivo.
Alan Patrick também teve papel central, ainda que de leitura ambígua. O capitão foi bem no primeiro tempo, organizou a equipe e deu fluidez ao jogo. Porém, após a saída do camisa 10, o Inter conseguiu acelerar a circulação da bola. Sem ele, o time atua com mais dinâmica coletiva e menor dependência individual.
Quando o nível de exigência aumenta, essa dependência pode virar um problema. Basta lembrar que o Inter tem apenas uma vitória no Brasileirão com ele em campo.
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Livrou do constrangimento
A virada evitou o vexame. Perder o troféu para um adversário da Série D, quarto colocado em seu grupo, seria mais um golpe em um time ainda em construção e pressionado desde o início da temporada.
Mesmo com o respiro da vitória sobre o Fluminense no último fim de semana, o Inter segue próximo da zona de rebaixamento, com apenas dois pontos à frente, e ainda sob críticas constantes.
A boa notícia é que há espaço para evoluir. Não será pelo brilho, mas pelo trabalho. Pensar em um 2026 mais tranquilo passa por aceitar a realidade atual e extrair o máximo dela. O Inter sai da noite de Pelotas com respostas. Algumas duras, outras animadoras. Cabe agora aprender com todas elas.
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