Pilares do Campinense na Copa do Nordeste 2016, Diá e Negretti relembram vice contra Santa Cruz
Há dez anos Campinense ficava com o vice na Copa do Nordeste
No último dia 1º de maio, completou-se uma década do vice-campeonato da Copa do Nordeste do Campinense. Após três anos da conquista de 2013, a Raposa ficou muito próxima de surpreender e marcar seu nome na história da competição pela segunda vez. Porém, o Santa Cruz atrapalhou os planos rubro-negros e ergueu o troféu do Nordestão pela primeira vez.
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Depois de 10 anos, Francisco Diá e Negretti, figuras marcantes daquela campanha, relembraram a formação do elenco, o início da trajetória do clube no torneio e o gosto amargo de quase conquistar o bicampeonato regional.
Francisco Diá, ex-técnico do Campinense, na final contra o Santa Cruz
Aldo Carneiro / Pernambuco Press
Os primeiros passos ainda em 2015
A Copa do Nordeste foi criada em 1994, viveu um hiato de três anos e voltou a ser disputada entre 1997 e 2003. Após passar por mais um período sem ser realizada, contou com uma edição em 2010 e retornou com um novo modelo de disputa em 2013, temporada em que o Campinense deixou gigantes do futebol nordestino pelo caminho e conquistou o título.
A partir daí, a Raposa passou a marcar presença constante na competição. Buscando manter a competitividade, a diretoria entregou a “chave” do vestiário para Francisco Diá e deu autonomia para o técnico montar o elenco com o objetivo de conquistar o Campeonato Paraibano e brigar pelo Nordestão.
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Um dos líderes e protagonistas do time foi o volante Negretti, que relembrou os primeiros passos da equipe rumo ao vice-campeonato.
— A nossa trajetória começou em 2015. Acabamos sendo eliminados pelo Bahia no mata-mata, e ali ficou um gostinho. Esse foi o motivo de alguns terem renovado para 2016. Com um elenco mais maduro, bem mais entrosado, a gente conseguiu ser campeão paraibano — recordou o ex-atleta.
Rodrigão e Negretti atuaram juntos pelo Campinense em 2016
Divulgação / Campinense
Campanha até a grande final
Presente no Grupo A, ao lado de Salgueiro, Imperatriz e ABC, o Campinense não sofreu para garantir a liderança e chegar ao mata-mata com a segunda melhor campanha geral. Até aquele momento, o time de Campina Grande disputou seis partidas, sendo cinco vitórias e um empate, 13 gols marcados e apenas três sofridos, totalizando um aproveitamento de 88%.
Nas quartas de final, reencontrou o Salgueiro, venceu o jogo de ida por 2 a 0 e acabou derrotado por 2 a 1 na volta. Porém, mesmo com o primeiro revés na competição, avançou à semifinal com um gol heroico de Adalgísio Pitbull, aos 35 minutos do segundo tempo.
A disputa por uma vaga na decisão foi diante do Sport, marcando o reencontro entre os clubes após se enfrentarem em 2013. Depois de perder por 1 a 0 no primeiro duelo, o Campinense igualou o placar agregado no Amigão com Rodrigão, artilheiro da edição com nove gols. Nos pênaltis, Joécio foi o responsável pela cobrança que garantiu a Raposa na grande final.
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Campinense x Sport, pela Copa do Nordeste 2016
Marlon Costa / Pernambuco Press
Polêmica com a arbitragem no Arruda
O jogo de ida da decisão contra o Santa Cruz aconteceu no Arruda, em Recife. Na ocasião, o trio de arbitragem era baiano, comandado por Arilson Bispo. Logo no início da partida, o árbitro sentiu uma lesão na panturrilha e precisou ser substituído pelo quarto árbitro Nielson Nogueira, que é pernambucano. O confronto seguiu e terminou com vitória da Cobra Coral por 2 a 1.
Acho que houve ali um trabalho muito grande nos bastidores. Com 31 anos de carreira, nunca vi um negócio desse (lesão do árbitro principal). Nos prejudicou bastante
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Campinense x Santa Cruz, pela Copa do Nordeste 2016
Aldo Carneiro / Pernambuco Press
O raio não caiu no Amigão pela segunda vez
Assim como na conquista de 2013, contra o ASA, a grande decisão foi realizada no Amigão. Aos 26 minutos do segundo tempo, Rodrigão balançou as redes e recolocou a Raposa na briga pelo título. Contudo, o atacante Arthur, que anos depois passou por Bahia e Cruzeiro, marcou o gol que pôs fim à reação rubro-negra.
Além do Campinense, apenas o Botafogo-PB levou a Paraíba para a final da Copa do Nordeste. Entretanto, o Belo perdeu a chance de conquistar a taça no Almeidão, quando acabou derrotado pelo Fortaleza, fazendo da Raposa o único clube do estado a escrever o nome entre os campeões nordestinos.
*Estagiário sob a supervisão de Cisco Nobre.
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