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Mãe e filho dividem rotina em clube da 5ª divisão de SP e celebram Dia das Mães no campo: “Melhor dos mundos”

Mãe e filho dividem rotina em clube da 5ª divisão de SP e celebram Dia das Mães no campo: “Melhor dos mundos”

O domingo de Dia das Mães costuma ser reservado para almoços em família e descanso. Mas, para a dupla Mari Coutinho e João Vitor Coutinho, o cenário será diferente: o gramado do estádio Nogueirão, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
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Ela é a nutricionista do União Mogi; ele, o supervisor de futebol. No clube paulista, a relação familiar se mistura ao profissionalismo em uma rotina movida pela paixão comum pela bola.
João e Mari: mãe e filho trabalham juntos nos bastidores do União Mogi
Emerson Brand/União Mogi
Carioca e vascaína fanática, Mari cresceu numa família numerosa onde o esporte era o assunto principal de todas as conversas.
– Sempre teve aquela resenha pós-jogo em casa, porque inevitavelmente um grupo torcia para um time e o outro grupo para outro. Eu ficava ali acompanhando e fui tomando gosto pela coisa, até acabar ingressando nisso — destaca Mari.
Essa herança foi passada naturalmente para o filho, João, embora com uma pequena “curva” no caminho da torcida. Se quando bebê ele vestia o cruz-maltino, ao crescer, ele escolheu o lado rubro-negro.
– Isso aí veio do meu pai, né? Eles até brincam que nenhum dos dois queria me influenciar, escolher nenhum dos times deles, queriam deixar que eu escolhesse por conta própria, né? Então, acho que, naquele momento, o Flamengo vivia uma fase um pouco melhor, de um pouquinho de superioridade. Foi quando surgiu essa paixão, né? – contou João.
Fases do João que escolheu o Flamengo para torcer ao invés do time da mãe, o Vasco
Arquivo Pessoal
A divergência de clubes no Rio de Janeiro nunca foi problema. Para a dupla, o que importa é o esporte. São do tipo que assistem a qualquer jogo, de qualquer divisão, seja no estádio ou pela TV.
– Você percebe um talento natural nele, não só para o futebol, mas para o esporte de uma maneira geral. Costumo até brincar que ele é meu consultor para assuntos esportivos, porque tudo o que eu preciso saber ele já tem a resposta para me dar — conta a mãe, orgulhosa.
Mari Coutinho também vive primeira experiência como nutricionista no futebol
Emerson Brand/União Mogi
Paixão que se transformou em carreira
Enquanto Mari seguiu a carreira nas áreas de nutrição e biomedicina, João sempre soube que seu futuro seria na gestão esportiva. Chegou ao União Mogi no início desta temporada, inicialmente para a análise de desempenho, mas logo assumiu o cargo de supervisor de futebol. Foi ele o responsável por trazer a mãe como reforço ao clube.
– Vi que tinha essa necessidade aqui da União, da gente fazer uma suplementação, de ter uma orientação aos atletas em questão de nutrição e tal. Eu sabia que ela era profissional nessa área e sei da competência dela, né? Porque eu convivo com ela todos os dias. Então, eu fiz o convite para que ela viesse entrar no processo junto com a gente, ela aceitou e acredito que tenha acrescentado demais, tem feito uma diferença enorme para a gente — explica o supervisor.
União enfrenta o Mauaense no domingo de dia das Mães buscando a recuperação na Bezinha
Guilherme Borges/ge
Neste domingo (10), o “presente” de Dia das Mães será dentro de campo. O Alvirrubro mogiano enfrenta o Mauaense, às 10h, no Nogueirão, pela quarta rodada da primeira fase.
A equipe ocupa o terceiro lugar do Grupo 4, com quatro pontos, e tenta se recuperar da derrota sofrida contra o Mauá, na última semana.
– Nem vejo isso como trabalho, de verdade. É um ambiente em que a gente gosta de estar. Estar no estádio, no Dia das Mães, trabalhando com ele, é o melhor dos mundos para mim. A gente está na competição, com grandes chances de passar para a próxima fase. Então vai ser uma adrenalina. Acho, de verdade, que vai ser o melhor Dia das Mães que já passei na vida – comemora a nutricionista do Alvirrubro.
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