Trump diz que Suprema Corte dos EUA deveria ser ‘leal’ em casos cruciais
Donald Trump conversa com repórteres na Casa Branca na sexta, 8 de maio.
Elizabeth Frantz / Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo (10) que os juízes da Suprema Corte do país devem ser “leais” ao decidir sobre sua ordem executiva que proíbe a cidadania por nascimento, ao mesmo tempo em que atacou a recente decisão do tribunal contra as tarifas.
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Em uma postagem na plataforma Truth Social, Trump citou nominalmente dois juízes que nomeou durante seu primeiro mandato: Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett.
Ele os criticou pela “decisão devastadora” contrária à sua política tarifária. E afirmou que é aceitável que sejam “leais” a ele no futuro.
“Eles têm o dever de fazer a coisa certa, mas é realmente OK que sejam leais à pessoa que os nomeou”, escreveu Trump.
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Da atual maioria conservadora de 6-3 na Suprema Corte, Trump nomeou os juízes Gorsuch, Barrett e Brett Kavanaugh durante seu primeiro mandato.
No primeiro dia de seu segundo mandato, Trump assinou uma ordem executiva na qual decretou que filhos de pais que estavam ilegalmente nos Estados Unidos ou com vistos temporários não se tornariam automaticamente cidadãos do país.
Tribunais inferiores bloquearam a medida, citando a cláusula de cidadania da 14ª Emenda.
No mês passado, Trump compareceu pessoalmente à audiência de argumentos orais na ação contra a ordem executiva.
No domingo, Trump lamentou sua percepção de que a Justiça “vai decidir contra nós sobre o direito à cidadania por nascimento, fazendo de nós o único país do mundo que pratica esse DESASTRE insustentável, inseguro e incrivelmente caro. Eu não quero lealdade, mas quero e espero isso pelo nosso país”.
Trump também atacou a decisão da corte em fevereiro contra as tarifas, na qual foi apontado que o presidente excedeu sua autoridade ao impor tarifas generalizadas a produtos de outros países.
“Foram nomeados por mim e, mesmo assim, prejudicaram tanto o nosso país!”, acrescentou o republicano de 79 anos. Trump afirmou que a decisão custou 159 bilhões de dólares aos Estados Unidos.
No mês passado, o governo americano lançou uma ferramenta para reembolsar mais de 166 bilhões de dólares em receitas das tarifas de Trump.
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