Ex-Bahia e companheiro de base de Everton Ribeiro lembra virada sobre o Remo e reforça torcida
Lulinha lembra tempos de base com Everton Ribeiro no Corinthians
Da primeira vez que precisou virar um mata-mata de Copa do Brasil contra o Remo, o Bahia contou com gol de Lulinha para golear o Leão Azul por 4 a 0, em 2012. Quatorze anos depois, a missão volta aparecer no caminho do Tricolor, que agora tem no elenco outra revelação de uma geração de ouro do Corinthians: Everton Ribeiro.
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A geração dos nascidos entre 1988 e 1990 é uma das mais elogiadas no Corinthians, que lançou no cenário nacional e internacional jogadores como Fagner, Dentinho, Willian, Lulinha e Everton Ribeiro. Os dois últimos criaram um lanço que vai além da parceria nas categorias de base.
– A gente fez a base juntos. Subimos no mesmo dia para o profissional do Corinthians. Tenho Everton Ribeiro como amigo. Subimos juntos, fizemos a base juntos. Jogamos, enfrentamos momento difícil com o rebaixamento. Foi complicado para os dois. Depois, a carreira dele só subiu. Temos uma amizade bem bacana. Quando eu vi que ele ia para o Esquadrão, fiquei muito feliz. Motivo a mais para estar torcendo. Torço por ele e pelo Bahia. E espero que nesse jogo da volta da Copa do Brasil eles possam passar – completou Lulinha em entrevista ao ge.
Como Lulinha falou, a carreira de Everton Ribeiro “só subiu” depois do Corinthians. Everton trocou a lateral pelo meio de campo no Coritiba, foi bicampeão e melhor jogador do Brasileiro pelo Cruzeiro e emplacou taças nacionais e internacionais em um time histórico do Flamengo. Na época da base, no entanto, a expectativa de tantos feitos não era colocada no atual jogador do Bahia.
Lulinha e Everton Ribeiro na base do Corinthians
Reprodução / Redes Sociais
– Quando subimos, a expectativa maior era em cima de mim pela seleção de base, por ser o maior artilheiro da base do Corinthians até hoje. Claro que tinham outros garotos subindo, mas a expectativa era maior sobre mim por tudo que eu estava fazendo na base – lembra Lulinha, que naquela época era quem tinha o nome acima do número dez nas costas.
– A base toda do Everton Ribeiro ele foi lateral-esquerdo. A gente jogava com três zagueiros, e ele era um ala. Eu jogava centralizado como 10. Ele é um ano mais velho que eu, mas eu jogava sempre uma categoria acima. A gente estava sempre junto jogando sub-17, sub-15, subindo para o profissional, ainda como lateral esquerdo. A qualidade que ele tinha, não tinha como ficar só na esquerda – opina o jogador.
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Caminhada no Bahia
Lulinha pelo Bahia em 2012
Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação
O outro ponto em comum na carreira de Lulinha e Everton Ribeiro é o Bahia. O maior artilheiro da divisão de base do Corinthians vestiu a camisa do Tricolor em 2011 e 2012 e ajudou o time a encerrar um jejum de dez anos sem títulos baianos.
Aquele título em Pituaçu foi uma alegria total, festa danada, com trio elétrico. É o que eu sinto falta do Brasil. Espero que possa passar do Remo para dar alegria ao torcedor.
– No título baiano, empatamos o primeiro jogo lá [no Barradão, contra o Vitória]. Jogávamos por dois empates. Com cinco minutos, Neto Baiano fez 1 a 0. A gente virou, mas eles empataram e viraram. E aí o Diones fez o 3 a 3 – recorda o atacante.
A final estadual não é a única partida com a camisa do Bahia na memória de Lulinha. O atacante citou lembranças de uma virada contra o São Paulo, e um empate com o Flamengo em que o Tricolor também precisou reagir. Nas duas partidas, ele balançou as redes. Ao todo foram dez gols e uma assistência em 76 jogos pelo Esquadrão.
“Tenho o Bahia muito no meu coração”, diz Lulinha.
– Foi o meu segundo clube no Brasil. Clube que abriu a porta para mim. O Bahia e a minha carreira ascenderam juntos. O Bahia estava voltando de uma Série B depois de longos anos. Voltei a jogar na Série A com o Bahia, casa cheia em Pituaçu. Tivemos jogos marcantes, como o 3 a 3 contra o Flamengo, que eu fiz um gol e o Jobson fez dois. Teve a nossa virada contra o São Paulo, o 4 a 3, que eu tive a oportunidade de entrar e fazer um gol – celebra o atacante.
– Eu tenho muito na memória o jogo contra o São Paulo. Estávamos perdendo por 3 a 1, para uma equipe com Luís Fabiano, Lucas, Cícero, Rogério Ceni… Alguns torcedores estavam deixando o estádio, e o Joel Santana me chamou com o Nikão. Eu entrei, fiz o 3 a 2, e a galera começou a voltar. Daqui a pouco fizemos o 3 a 3, a galera começou a cantar. E depois teve um gol contra, e a gente virou 4 a 3. Foi praticamente um título, um resultado difícil de ser tirado. A gente conseguiu virar em 20 minutos de jogo – lembra o atacante.
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Desistir não parecia ser uma opção para o Bahia de Lulinha, que guarda na memória mais uma boa lembrança de uma história que não começou bem, mas terminou com final feliz. Em 2012, ele marcou o primeiro gol tricolor na goleada que valeu a classificação depois de derrota para o Remo no primeiro jogo da segunda fase da Copa do Brasil.
– A gente voltou para jogar em casa, fez o primeiro gol e conseguiu construir a vitória com tranquilidade. Perdemos o jogo lá, mas a gente sempre teve a confiança pela qualidade do grupo e força do torcedor. O Bahia jogando em casa é diferente, tinha tudo para reverter. A gente conseguiu fazer os gols e construir uma vantagem bacana.
Lulinha é abraçado por Júnior na comemoração do primeiro gol do Bahia contra o Remo na Copa do Brasil de 2012
Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação
A força diante da Turma Tricolor não vai ser uma arma para o time no novo encontro com o Remo. Como perdeu o jogo de ida na Arena Fonte Nova, o Bahia vai precisar buscar a reação fora de casa. A montanha a ser subida também é maior por causa do placar, já que o Tricolor sofreu derrota por 3 a 1 e não por 2 a 1, como em 2012.
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Apesar do cenário adverso, Lulinha mostrou confiança em mais uma virada tricolor nesta quarta-feira. O atacante acredita que, sem a força da torcida, o diferencial para a classificação desta vez está dentro de campo. Ele citou a qualidade do elenco do Bahia, especialmente do setor ofensivo municiado pelo colega de base e amigo, Everton Ribeiro.
– Acompanho de longe o Bahia. Clube que tenho muito carinho, respeito. Foram dois anos no clube. Eu tive uma passagem muito bacana, muito feliz depois de ter voltado de Portugal. O Bahia tem tudo para reverter essa vantagem. Não é fácil, não é simples. Tenho certeza que, com a qualidade dos jogadores, como Jean Lucas, Everton Ribeiro, Willian José, todo esse ataque, tem toda a chance de reverter o placar e conseguir a classificação – projetou Lulinha.
O atacante de 36 anos ainda está em atividade, e há quatro temporadas defende o Madura United, no futebol da Indonésia. É de lá que ele vai torcer pelo Bahia contra o Remo, em partida marcada para as 21h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira, no Mangueirão, em Belém. O Tricolor precisa vencer por pelo menos três gols de diferença para avançar no tempo normal, ou por dois de vantagem para forçar uma disputa de pênaltis. geRead More


