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Novo diretor vê bom início da Audi em ano de aprendizado: “Somos os novatos”

Novo diretor vê bom início da Audi em ano de aprendizado: “Somos os novatos”

Kimi Antonelli vence GP de Miami | Melhores momentos | Fórmula 1
O atribulado GP de Miami para a Audi marcou a estreia de Allan McNish, novo diretor de corridas da escuderia na Fórmula 1. Com o 12º lugar de Gabriel Bortoleto e o abandono de Nico Hulkenberg, a equipe se manteve com apenas dois pontos no campeonato de construtores. No entanto, a avaliação do novo gestor é de que o time estreante tem feito um ótimo trabalho neste começo de temporada.
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Allan McNish, diretor de corridas da Audi
Getty Images
Bortoleto conquistou os únicos pontos do time com o nono lugar no GP da Austrália. E embora admita a necessidade de evolução da Audi, em especial pelas falhas técnicas apresentadas neste início de campeonato, McNish se mostrou satisfeito dentro do atual cenário.
– Temos que ser realistas. Nós somos os novatos no pedaço. Estamos precisando aprender bastante dentro e fora dos circuitos; então, dessa perspectiva, acho que onde estamos no momento é um início muito bom. É claro que queremos melhorar. Queremos melhorar o que estamos fazendo aqui no circuito para que, operacionalmente, estejamos performando mais consistentemente em alto nível. Queremos assegurar que vamos melhorar em áreas que podemos – avaliou, em entrevista ao site oficial da F1.
Quando conseguiram se manter na pista sem falhas técnicas, Bortoleto e Hulkenberg obtiveram resultados consistentes em torno do top-10, seja um pouco acima ou abaixo. Contudo, os dois pilotos têm sofrido bastante com as quebras na equipe.
O brasileiro, por exemplo, viu as marchas falharem logo após se garantir entre os dez primeiros do grid na Austrália, sequer largou na China, acabou desclassificado da corrida sprint em Miami por causa da pressão do ar no motor do carro e, na classificação, ficou em 21º após sua Audi pegar fogo (relembre no vídeo abaixo).
Carro de Bortoleto pega fogo na parte traseira durante classificação do GP de Miami
Hulkenberg, por sua vez, não iniciou o GP da Austrália e a sprint em Miami, além de ter abandonado cedo a corrida principal na cidade americana e a sprint da China.
Diante de tantos problemas, McNish reconheceu que a Audi nem sempre será capaz de se colocar entre os dez primeiros neste momento, mas ressaltou que o projeto da equipe alemã é de longa duração ao citar as futuras melhorias.
– Para onde isso vai nos levar? Esperamos estar batendo na porta do Q3, batendo consistentemente na porta dos pontos, mas em último caso, também sabemos que isso nem sempre vai ser possível. Então temos que aceitar que este é o primeiro ano de um projeto de longo prazo e não necessariamente nos fixarmos na próxima corrida, mas também ter aquela visão de onde estamos indo – acrescentou.
Carro de Bortoleto fora da pista na classificação para o GP da China
Guido De Bortoli/LAT Images
Na opinião do escocês, o principal gargalo no desempenho da Audi até aqui é mesmo o motor – o que não surpreende, já que a equipe estreante decidiu desenvolver uma unidade de potência própria e luta contra fornecedoras estabelecidas, como Mercedes e Ferrari.
– Em relação à unidade de potência, esse é o maior e mais difícil trabalho, sem dúvidas. Chegando aqui pela primeira vez, há muito aprendizado a ser feito. Não acredito que estejamos na nossa melhor performance neste momento. Temos algum trabalho a fazer aqui e estamos um pouco abaixo em termos de performance.
Por outro lado, McNish elogiou partes do trabalho da equipe; em especial, na parte aerodinâmica e na forma como as operações de corrida são conduzidas.
– Do ponto de vista do carro, acho que eles fizeram um trabalho muito bom. Eu não sei se muitas pessoas estavam esperando a gente aparecer com tanta força. A área com que estou mais contente, na verdade, é com as pessoas atrás das câmeras. Se eu olho para o time de operações de corrida, se vejo o que foi construído aqui e também na fábrica (em Hinwil, na Suíça), é uma equipe jovem que está construindo e avançando junta – iniciou, acrescentando:
– Do que eu conheço da minha experiência prévia no automobilismo, carros esportivos – e Le Mans é um exemplo perfeito – nem sempre é um sprint. Embora corridas individuais sejam um sprint, um campeonato é sobre resistência e a visão de longo prazo. Aqui, acho que estamos construindo para o futuro muito bem – concluiu.
A próxima etapa da Fórmula 1 será no Canadá, entre os dias 22 e 24 de maio. O sportv 3 transmite todas as atividades do fim de semana, e o ge.globo acompanha tudo em tempo real. geRead More