Norris cobra mais voz para pilotos em debates e critica regras da F1
Por que a revolta dos pilotos obrigou a F1 a mudar as regras? Entenda o “superclipping”
O atual campeão da Fórmula 1 Lando Norris cobrou mais voz para os pilotos da categoria durante a confecção dos regulamentos. O conjunto de regras introduzido nesta temporada segue gerando debates entre fãs, chefes das equipes e competidores, e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) já introduziu duas medidas para tentar reduzir as queixas – uma delas entra em vigor em 2027.
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Lando Norris durante o final de semana do GP da Austrália de F1
Hollie Adams/Reuters
As principais reclamações dos pilotos têm relação com três pilares: o gerenciamento excessivo da bateria (tanto em classificações quanto em corridas), a segurança dos pilotos e as ultrapassagens, classificadas como artificiais por parte do grid. Todos eles estão relacionados e têm origem no ganho de protagonismo da parte elétrica, agora responsável por cerca de 50% da potência do carro.
Antes do GP de Miami, o heptacampeão Lewis Hamilton afirmou que os pilotos devem ter “um lugar na mesa” na hora de decidirem as regras. Em geral, as decisões atuais costumam levar em conta as opiniões da FIA, dos acionistas da Fórmula 1, chefes de equipes e fornecedoras de motores. Norris concordou com a visão do piloto da Ferrari.
– Nós temos que dar a nossa opinião, sinceramente. Queremos que os fãs se divirtam muito, queremos nos divertir. Também queremos que a F1 seja o que nós sempre crescemos vendo, corridas com toda a velocidade, o que não é o que tivemos até agora – disse o britânico ao “Motorsport”.
Com as mudanças no regulamento de motores desta temporada, os carros ficaram com pouca capacidade de recarga da bateria, o que tem causado altas diferenças de velocidade em aproximações para ultrapassagens e o uso de técnicas de energia. Em alguns casos, os pilotos chegaram a relatar que superaram adversários “sem querer”.
Apesar do aumento no número de ultrapassagens, Norris disse acreditar que esta não é a melhor forma de tornar as corridas mais atrativas – o que era uma queixa no regulamento anterior, em que os carros tinham dificuldade de ultrapassar apenas usando o vácuo do monoposto à frente.
Antonelli, Norris e Verstappen disputam liderança do GP de Miami
Brett Farmer/LAT Images
– Ter boas corridas não é, necessariamente, ter alguém com 100% de bateria e alguém com zero. Sabe, não é assim que a corrida de verdade deve ser feita. Deve ser feita tentando permitir que os carros sigam (os outros) mais de perto tendo menos peso, melhores pneus, mais resilientes a questões de perseguição, de temperaturas e coisas do tipo, e não por implementar baterias, asas e todas essas coisas que estamos fazendo agora – criticou.
Durante a pausa forçada de abril, a FIA estudou soluções e implementou medidas para aprimorar não só o uso de energia, mas também para reduzir o uso excessivo de técnicas de gestão da bateria. As mudanças foram avaliadas por alguns pilotos (incluindo Norris) como um “pequeno passo na direção certa”.
No entanto, os competidores apontaram que os problemas fundamentais na gestão de energia seguem presentes – e a FIA indicou também estar preocupada com a questão, anunciando na sexta-feira (9) que a parte elétrica terá o percentual na potência total do carro reduzida para 40%.
Norris disse torcer para que o regulamento possa ser “um pouco mais normal” no futuro próximo, mas ressaltou a dificuldade de fazer com que as regras mudem; afinal, as decisões envolvem diferentes interesses técnicos e financeiros.
– Isso pode ser feito de uma maneira um pouco diferente, e isso é algo que todos nós pilotos estamos desejando para o futuro. Mas, considerando o contexto mais amplo, com fabricantes, parceiros, equipes e um negócio envolvido, algumas coisas não são tão simples. Tomara que, nos próximos cinco anos ou algo assim, as coisas possam voltar a ser um pouco mais normais. Eu acho que nós podemos criar corridas ainda melhores. geRead More


