Corinthians se prepara para janela em que precisa fazer R$ 144 mi em vendas e manter time competitivo
Veja defesas do goleiro Hugo Souza pelo Corinthians
O Corinthians se prepara para uma janela de transferências na qual vai precisar equilibrar desafios: vender jogadores e manter uma equipe competitiva para o restante da temporada. Da mesma forma que terá a saída de atletas, a diretoria precisará conseguir repor sem custos.
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Com déficit de R$ 131,141 milhões no primeiro trimestre do ano, o Corinthians estima que precisa faturar 25 milhões de euros líquidos (R$ 144,1 milhões na cotação atual) na janela de meio de temporada.
O orçamento de 2026 prevê arrecadação de R$ 151 milhões com repasse de direitos federativos e verbas oriundas do mecanismo de solidariedade da Fifa.
Em entrevista ao ge, o presidente Osmar Stabile não soube precisar quantos jogadores serão vendidos. O objetivo é vender o mínimo possível para cumprir a meta de R$ 144,14 milhões em transferências. Ele ressaltou a necessidade de manter uma equipe competitiva.
A fase eliminatória da Conmebol Libertadores, o principal objetivo de 2026 do Corinthians, será disputada no segundo semestre, depois da Copa do Mundo. O Timão ainda terá o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. A janela do meio do ano irá de 20 de julho a 11 de setembro.
— (O número de jogadores vendidos) depende das propostas que vão chegar. O que não podemos deixar de ter é um time competitivo para terminarmos o ano.
Yuri Alberto na chegada à Neo Química Arena para Corinthians x Barra pela quinta fase da Copa do Brasil
Marcos Ribolli
— Queremos ter um time competitivo na Libertadores, na Copa do Brasil e no Brasileirão. Você viu que temos um time competitivo, que está trabalhando para conseguirmos realizar esse sonho de todos os corintianos — disse o mandatário corintiano.
Sobre reposições à altura das prováveis saídas de jogadores importantes do elenco, o presidente respondeu:
— Tem que ter (reposição), né? À altura, eu não sei. Os jogadores que temos são excelentes jogadores, não sei se o mercado vai oferecer jogadores dentro das características que temos.
O atacante Yuri Alberto e o goleiro Hugo Souza são dois jogadores com acordos com a diretoria de que, em caso de boas propostas financeiras para o clube, querem ser vendidos.
A diretoria almeja ao menos 20 milhões de euros (cerca de R$ 115 milhões) pelos seus 50% dos direitos econômicos de Yuri e 13 milhões de euros (R$ 75 milhões) pelos 60% de Hugo.
Os meio-campistas André e Breno Bidon e os laterais Matheuzinho e Matheus Bidu são outros ativos corintianos valorizados no mercado.
O executivo de futebol Marcelo Paz fez questão de dizer, em vídeo divulgado no último sábado, que o clube não tem propostas oficiais na mesa neste momento por nenhum jogador.
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Marcos Ribolli
Pressionado pela necessidade de fazer dinheiro, o Corinthians se prepara para perder atletas, mas não quer um desmanche, e monitora possíveis nomes para reforços.
No departamento de futebol, a ordem é aguardar as propostas para, conforme as saídas, projetar as contratações necessárias.
Há ainda uma limitação financeira: o Corinthians pretende contratar sem custos de aquisição, como fez na última janela, quando recorreu principalmente a empréstimos e a jogadores livres no mercado.
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