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Jardim vê Flamengo melhor que o Athletico-PR no 2º tempo e defende Rossi de falhas: “Episódios isolados”

Jardim vê Flamengo melhor que o Athletico-PR no 2º tempo e defende Rossi de falhas: “Episódios isolados”

Jardim dá voto de confiança a Rossi, mas admite fase ruim: “Intervenções infelizes”
O Flamengo arrancou um empate em 1 a 1 com o Athletico-PR na noite deste domingo na Arena da Baixada, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, e manteve a distância de cinco pontos para o líder Palmeiras com um jogo a menos. Após a partida, o técnico Leonardo Jardim classificou o resultado como justo e elogiou o desempenho da equipe no segundo tempo:
— Sabia que ia ser um jogo difícil. Nos últimos 30 encontros aqui nesse estádio, o Athletico ganhou 17, com nove empates e só cinco vitórias do Flamengo. Primeiro tempo nosso não foi o melhor, fomos muito pacíficos, pouco pressionantes, foi uma das coisas que ratificamos no intervalo, queríamos mais dinâmica. Não era justificativa ter sete fora dos que habitualmente jogam, não era razão para a etapa inicial que tivemos. Acabamos por valorizar este ponto jogando, na minha opinião, muito melhor que o adversário na segunda parte.
— Essas lances do Viveros (citados na pergunta) estava impedido. O árbitro não marcou, mas se fosse gol ia ser anulado. Por isso, em termos gerais, foi uma primeira parte abaixo, uma segunda parte melhor, onde fomos mais pressionantes e criamos duas ou três boas situações que acabamos por não fazer. Empate acaba por justificar principalmente pelo segundo tempo.
Athletico-PR 1 x 1 Flamengo | Melhores Momentos | 16ª rodada | Brasileirão 2026|
Jardim também saiu em defesa de Rossi, que falhou pelo segundo jogo seguido. Na eliminação na Copa do Brasil, ele cortou mal o cruzamento e depois deixou a bola passar por debaixo do seus braços no chute do segundo gol do Vitória no Barradão. Neste domingo, engoliu um frango na finalização de Mendoza, que teve um leve desvio em Léo Ortiz (veja no vídeo acima):
— Com certeza o Rossi é um jogador importante e já provou principalmente nos últimos anos. Acreditamos nele. Não vamos esconder que nos últimos dois jogos teve duas intervenções infelizes. Isso não deixa de termos total confiança nele. Acreditamos que são momentos e no futuro próximo vai voltar ao seu nível. Tem o apoio de toda gente e a equipe de trabalho também continua a se dedicar. São episódios isolados e ele vai voltar a sua forma.
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Jardim dá voto de confiança a Rossi, mas admite fase ruim: “Intervenções infelizes”
Veja outras respostas de Jardim:
Dificuldades da equipe
— O nosso meio campo foi muito mexido. Estamos falando do Erick (Pulgar), do Jorginho, do Arrascaeta, que são jogadores que normalmente começam e são importantes na equipe. Não é um fator que leva a condicionar o primeiro tempo. Disse aos jogadores no intervalo: “Não quero saber quem falta, quero saber quem está presente e como vamos jogar e não é com essa passividade que vamos jogar. Temos que ser mais agressivos, ativos”. A segunda parte começa, nos primeiros minutos não começamos bem, mas depois passamos a acertar, melhoramos o jogo e as substituições ajudaram a manter o time com mais agressividade ofensiva com e sem a bola. Por isso o Flamengo cresceu mais na segunda parte.
Retornos para melhorar atuação
— Com certeza que no nosso estádio queremos ter melhor qualidade de jogo. Não justifica a derrota na Copa do Brasil, mas era um gramado que não proporciona o melhor futebol. Esse sintético está no limite de utilização, até me disseram que vai ser trocado. Ele parece mais um carpete de casa do que um campo de futebol. Por isso que já vão trocar. A vinda de jogadores mais técnicos que temos de fora, Plata, Jorginho e Paquetá, depois da porrada que tomou hoje não sei se estará disponível, vamos tentar recuperar isso. Porque tendo jogadores mais técnicos, a qualidade do jogo também é melhor e isso é fundamental para a nossa ideia.
Influência da pré-convocação?
— Acho que não pode servir de justificativa na nossa primeira parte. Com certeza sou da opinião de que uma Copa do Mundo, para muitos jogadores, é jogada apenas uma vez na carreira. Muitos deles com certeza estão, em termos emocionais, à espera que seja dado o veridito se vão ou não. Isso pode criar ansiedade. Só pode dizer o contrário quem não viveu futebol. Não é só na seleção brasileira. Tive a felicidade toda a minha vida de trabalhar com jogadores internacionais. Sempre que existia uma grande competição eu sentia em algumas situações que não metia o pé, porque era lance que podia acontecer uma lesão. A gente fala para o jogadores que está mais fácil se lesionar o que não meter o pé do que o que meter o pé. Hoje, como já disse, aquela entrada no Alex (Sandro) e no Paquetá vamos ver a situação dos dois, porque as marcas são bem visíveis.
Ausências de De la Cruz
— O De la Cruz, visto o jogo que o Vitória tem feito, já no Maracanã tive que tirá-lo no intervalo porque o Vitória é lançamento direto. E o nosso De la Cruz não é um jogador com essas características. É um jogador para ter a bola e teve dificuldades. Por isso o tirei no intervalo do primeiro jogo. Neste jogo, não ia cometer esse erro. Nossa aposta, por estarmos perdendo, foi mais Pedro e Bruno (Henrique), para termos mais agressividade na zona central. Tivemos não sei quantos lançamentos, criamos várias chances, mas acabamos não finalizando. Não é uma questão pessoal do De la Cruz, mas uma estratégia. Os dois volantes Jorginho e Evertton estavam bem no jogo (com o Vitória) e nossa decisão foi essa.
Recado para Ancelotti
— A informação que dou é que qualquer um desses sete tem qualidade para representar a nossa Seleção. São jogadores adaptados a altas competições, jogam Libertadores, são atuais campeões e também do Campeonato Brasileiro. Têm uma história em suas carreiras. O Danilo publicamente já está pré-convocado. Acredito que pode levar mais dois ou três dos nossos jogadores.
Leonardo Jardim em Athletico-PR x Flamengo
Adriano Fontes / Flamengo
Viveros
— Viveros é um jogador muito forte e de transição. Nessas equipes que utilizam transição, ele, pela sua velocidade e capacidade de duelo, consegue aglutinar bastante. Se fosse um jogo mais à maneira do Flamengo seria diferente porque as transições não são tão constantes e, às vezes, este tipo de jogador tem mais dificuldade. É um jogador interessante dentro do plano de jogo. Acredito que nos duelos ele faz tanta falta quanto os defensores. Engraçado que em uma situação ou outra também o vi com os braços, agarrando. São duelos físicos muito fortes.
Substituição do Lino
— Você sabe que às vezes os jogadores da frente têm mais desgaste. Hoje o Lino foi substituído pelo Bruno (Henrique) porque eu precisava de mais presença ofensiva. Acabei acertando porque o Bruno teve dois lances, um de cabeça que ele coloca a bola para dentro e o lance que ele ganha nas costas para o cruzamento do gol do Pedro. Foi muito importante. No jogo do Vitória, (o Lino) foi um dos últimos a sair, jogou cerca de 80 minutos.
— (Lino) É importante para nós, tem suas características próprias e contamos com ele. Com certeza, numa equipe com o Flamengo as substituições costumam acontecer do meio para frente ou nas laterais, quando queremos acelerar o jogo. Aconteceu contra o Grêmio, Vitória, para acelerar por fora. No Grêmio, com mudanças, fizemos o gol. Hoje também, com a entrada do Royal. Importante é dar dinâmica com as opções que temos. Importante é o resultado final.
Arbitragem
— Eu sou muito direto em relação a isso. Só faço comparações, mais nada. Comparo a tesoura do Carrascal. Tivemos duas ou três e nada foi marcado. O Evertton contra o Corinthians foi expulso por uma situação que hoje, se fosse a mesma regra, seriam dois expulsos do adversário. Não estou aqui para comentar, mas acho que os times têm aproveitado a possibilidade de ser mais agressivos acima da lei para bater em jogadores do Flamengo. Temos sete de fora, quatro ou cinco traumatismos. Não temos lesões musculares, só traumatismos. Uma pancada no joelho do Plata, o Erick (Pulgar), o Arrasca. Todos esses que têm estado de fora são traumatismos. Temos que ter algum cuidado, porque se queremos bom futebol não podemos deixar bater acima da lei. Dentro da lei está tudo certo.
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