Análise: cinco motivos por trás do empate do Grêmio com o Bahia
Bahia 1 x 1 Grêmio | Melhores momentos | 16ª rodada | Brasileirão 2026
Imbuído na missão de pontuar para sair do Z-4, o Grêmio entrou em campo contra o Bahia com missão definida: não perder. Luís Castro montou estratégia vocacionada a defender, mas que durou não mais do que 20 minutos. Weverton evitou o pior com grande atuação e mostrou novamente o porquê de seu nome estar na pré-lista de Ancelotti para a Copa do Mundo.
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Por trás do empate em 1 a 1 na Arena Fonte Nova, esteve também a dificuldade do Grêmio em criar situações de gol, e a incapacidade do Bahia de aproveitar as suas. Foram 16 finalizações dos baianos contra três dos gaúchos.
O Bahia parou em Weverton e nos erros de pontaria, como na conclusão de Rodrigo Nestor aos 25 do segundo tempo — que passou perto. No minuto seguinte, o mesmo Nestor cruzou para Sanabria, livre na área, empatar para o Bahia. E o final de jogo foi dramático para o Grêmio, com direito a bola no travessão em cabeçada de Everaldo.
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A utilização de dois volantes pesados — Leonel Pérez e Noriega — não se justificou, assim como já havia ocorrido contra o Flamengo, quando o time de Luís Castro também foi massacrado em finalizações. A última linha da defesa permaneceu exposta. Por enquanto, para ser zagueiro do Grêmio, é preciso ter atuações perfeitas. Caso contrário, é chance de gol para o adversário, porque há pouca proteção antecipada e coberturas.
Enquanto Pérez foi intenso na marcação, Noriega deixou a desejar. Quando precisou construir de trás, comprometeu. Mesmo nesse cenário, Tiaguinho permaneceu no banco.
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Luís Castro afirmou na coletiva que Gabriel Mec estava cansado e, por isso, começou com Willian. Entre um meia de 37 anos e outro de 18, a diferença é certeira como a luz do dia. Willian não conseguiu entregar intensidade e foi pouco participativo.
Mec, mesmo desgastado, tem mais capacidade de descobrir jogadas individuais que, por si só, elevam a atuação do time. E assim foi no início do segundo tempo, após entrar no intervalo. Ao menos, movimentou-se mais e levou maior preocupação à defesa rival.
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O Grêmio teve uma chance de vencer. Aos 47 minutos da etapa final, Mec, Amuzu e Braithwaite partiram em contra-ataque diante da defesa aberta do Bahia. O meia passou para o ganês, que invadiu a área e finalizou fraco e para fora. Um time que cria tão pouco precisa ser cirúrgico nas finalizações. E o Grêmio não foi.
A oportunidade ao final da partida, contudo, não ameniza a diferença entre os volumes apresentados pelas equipes. O Grêmio escapou de perder. Até agora, a solidez defensiva argumentada por Castro se explica em um nome e não em uma formação tática: Weverton.
Weverton agradece a Deus a partida contra o Bahia. E o Grêmio deve agradecer a Weverton
Márcio José/AGIF
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