Presidente de Cuba diz que possível ação militar dos EUA no país causaria ‘banho de sangue’
EUA monitoram ameaça de drones em Cuba, diz Axios
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda-feira (18) que uma possível ação militar dos Estados Unidos contra o país levaria a um “banho de sangue”.
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Cuba divulga guia de como agir em caso de ataque dos EUA
Em uma publicação na rede social X, o cubano garantiu que a ilha “não representa uma ameaça e que ataques americanos teriam consequências incalculáveis para a paz e a estabilidade regional.
“As ameaças de agressão militar contra Cuba pela maior potência do planeta são conhecidas. Já a ameaça em si constitui um crime internacional. Se materializada, provocará um banho de sangue de consequências incalculáveis, mais o impacto destrutivo para a paz e a estabilidade regional. Cuba não representa uma ameaça, nem tem planos ou intenções agressivas contra qualquer país. Não os tem contra os EUA, nem os teve nunca”, escreveu.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em 16 de janeiro de 2026
REUTERS/Norlys Perez
As declarações do presidente cubano ocorrem um dia após uma reportagem do site americano Axios afirmar que Cuba havia adquirido mais de 300 drones militares e discutido planos para usá-los em ataques à base naval americana de Guantánamo, a navios militares dos EUA e a Key West, na Flórida.
O governo cubano nega as informações e diz que os EUA estão fabricando um caso para justificar uma possível intervenção militar.
“Cuba, que já sofre uma agressão multidimensional dos EUA, tem sim o direito absoluto e legítimo de se defender de um ataque bélico, o que não pode ser brandido com lógica nem honestidade como desculpa para impor uma guerra contra o nobre povo cubano”, acrescentou Díaz-Canel.
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O que diz a reportagem de site americano
Segundo o Axios, desde 2023, o governo cubano comprou mais de 300 drones de ataque dos aliados Rússia e Irã e vem armazenando o armamento em pontos estratégicos para possíveis ofensivas a alvos dos Estados Unidos.
Após a publicação da reportagem, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, negou que seu governo planeje ataques acusou os Estados Unidos de fabricarem um “caso fraudulento” para justificar sanções econômicas e uma possível intervenção militar.
“Cuba não ameaça nem deseja guerra”, disse Rodríguez em uma publicação nas redes sociais, acrescentando que o país “se prepara para enfrentar agressões externas no exercício do direito à legítima defesa reconhecido pela Carta da ONU”.
O chanceler, no entanto, não se manifestou sobre a afirmação da reportagem de que Cuba aumentou a compra de drones.
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A troca de acusações ocorre em um momento de escalada das tensões entre os dois lados. Nesta semana, é esperado que os EUA acusem formalmente o ex-líder cubano Raúl Castro, segundo disseram à agência de notícias Reuters fontes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
A acusação é relacionada a um episódio de 1996 em que Cuba abateu dois aviões operados pelo grupo humanitário Irmãos ao Resgate, ONG norte-americana que busca e resgata exilados cubanos na travessia entre Cuba e Miami.
No início do ano, após os EUA invadirem a Venezuela e capturarem o então presidente do país, Nicolás Maduro, o presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que “Cuba será a próxima”.
Na semana passada, o diretor da CIA, John Ratcliffe, fez uma visita atípica a Cuba, na qual se reuniu com autoridades cubanas, incluindo o neto de Raúl Castro.
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