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Análise: da diretoria ao campo, Ponte acumula erros e tem permanência na Série B como lucro

Análise: da diretoria ao campo, Ponte acumula erros e tem permanência na Série B como lucro

Melhores momentos de Ponte Preta 1 x 4 Londrina pela Série B
O calvário da Ponte Preta na Série B do Brasileiro parece não ter fim. Rodada após rodada, o roteiro dos últimos anos se repete e deixa o torcedor desiludido sobre a chance de uma reação na competição, apesar de restarem 29 jogos pela frente.
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A derrota para o Londrina por 4 a 1, em pleno Moisés Lucarelli, evidencia o que se tornou especialidade sob a atual gestão: um time sem respaldo diante dos problemas extracampo, que acaba fatalmente atingido dentro dele.
Ponte está na vice-lanterna da Série B
Marcos Ribolli
O cenário construído contra o LEC foi justamente esse. A Macaca começou o jogo com bola na trave e chance cara a cara com o goleiro, mas desmoronou com o passar do tempo e facilitou a vida do adversário.
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O Londrina abriu 2 a 0 e, mesmo com a expulsão de Lucas Marques, continuou dominante. Fez 4 a 0 com naturalidade e só sofreu um gol porque já aguardava o apito final em ritmo de treino. Contra os paranaenses, a Ponte foi um bando. Confusa, irritadiça, descontrolada e incapaz de tomar as rédeas da partida.
Taticamente, a equipe também se perdeu. Começou no 4-2-4, mudou para o 4-5-1, foi para o 4-3-3 e terminou com três improvisações, sofrendo um placar elástico contra um adversário que também briga para não cair.
Ponte Preta x Londrina; Série B
Marcos Ribolli
Em três meses sob o comando de Rodrigo Santana, a Ponte pouco evoluiu. O time não apresentou repertório, levou dez gols nos últimos três jogos e deixou o torcedor sem perspectiva de boas notícias nos bastidores.
Elvis e Diogo Silva, lideranças respeitadas, assumiram a culpa pelo rendimento ruim nas quatro linhas. No entanto, a diretoria precisa respaldar os atletas com o básico: cumprindo as promessas de colocar os salários em dia, o que ainda não foi feito.
Gabriel Remédio e Porfírio conversam durante jogo da Ponte
Marcos Ribolli
Se tem um lado positivo, a goleada em casa serve para mostrar à Macaca o seu real objetivo. A Ponte foi rebaixada três vezes desde que a gestão de Marco Antônio Eberlin assumiu em 2022. Enquanto dirigentes batem na tecla de que o sonho é o acesso à Série A, o clube é administrado com práticas de divisões inferiores.
Se quiser mudar o panorama, a diretoria tem que agir de forma diferente da que administrou o clube – principalmente nos últimos 12 meses. É impossível alimentar um sonho que dificilmente se concretizará.
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Em vez de projetar metas ambiciosas como G-6 ou acesso (será que a Ponte está mesmo pronta para voltar à elite nacional?), o clube precisa de um choque de realidade e focar na permanência. Afinal, ambição demais muitas vezes faz mal. geRead More