Ministério Público nega recurso do Corinthians e dá aval a inquérito sobre intervenção judicial
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O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo negou recurso do Corinthians e autorizou a tramitação do inquérito civil sobre eventual intervenção judicial no clube.
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O procedimento, que está no estágio inicial, agora poderá tramitar e ter as primeiras movimentações de investigação, porque, desde a abertura, não havia ocorrido nenhuma providência por parte do MP devido a um efeito suspensivo.
O inquérito civil, aberto em dezembro de 2025 na Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, havia sido suspenso dias depois, com a apresentação de um recurso do Corinthians contra a investigação.
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José Edgar de Matos
O tema teve de ser julgado pelo Conselho Superior do MP, órgão recursal que supervisiona as atividades dos promotores.
Inicialmente, o Conselho Superior determinou, em 24 de fevereiro, que o procedimento retornasse para que os promotores confirmassem a validade da distribuição interna da investigação. Tendo essa confirmação, o assunto voltou para novo julgamento, realizado nesta terça-feira.
Agora com o aval do Conselho Superior, os promotores Luiz Ambra e André Pascoal poderão efetivamente iniciar a investigação.
Nesses meses de paralisação do inquérito, o promotor Cássio Conserino, que conduz investigações sobre o Corinthians no âmbito criminal, encaminhou diversos documentos e pedidos. Foi ele, inclusive, que requisitou a abertura do procedimento para se avaliar a necessidade de intervenção judicial no clube.
Nesse período, também houve abertura de processo na Justiça em que sócios pediram intervenção judicial. O MP se manifestou contra uma liminar (decisão judicial antecipada) para decretação dessa medida, em razão da necessidade de ouvir o Corinthians e da existência do inquérito civil aberto, antes suspenso e que agora pode tramitar.
Se entender que é necessária uma intervenção judicial, a medida mais grave em uma investigação do tipo, o MP tem de protocolar uma ação civil pública pedindo a medida. É a Justiça que decide se determina ou não a intervenção judicial.
O MP abriu o inquérito civil baseado em 25 apontamentos de Cássio Conserino:
Laudos de auditores externos com apontamentos de irregularidades;
O Corinthians é patrimônio cultural, cuja proteção é competência do Ministério Público;
Denúncia oferecida e recebida em face do ex-presidente Augusto Melo, dentre outros, por associação criminosa e lavagem de capitais;
Denúncia oferecida em face do ex-presidente Andres Sanches e então gerente financeiro da atual gestão, Roberto Gavioli, por apropriação indevida e lavagem de capitais;
Investigações em face de outros ex-presidentes em tramitação;
Investigação na Delegacia de Polícia de Repressão aos Direitos de Intolerância Esportiva de volumoso desvio de material esportivo por dirigentes da atual gestão;
Sistema de compliance inoperante;
A assinatura por ex-presidente e por gerente financeiro, que também atua na gestão atual, de confissões de dívidas então extintas por prescrição;
Regime Centralizado de Execuções não cumprido e não homologado, contendo inclusive contratos lesivos ao clube;
Pedido de intervenção judicial formulado por credor nos autos do Regime Centralizado de Execuções;
Gestão temerária ao assumir a terceira maior folha de pagamento do país;
Notas supostamente frias emitidas pelo Oliveira Minimercado, citada como empresa de fachada, tendo como único cliente o Corinthians, cujos valores saíram dos cofres do clube;
Boletins de ocorrência informando supressão de documentos de dentro do clube;
Indícios da presença de crime organizado consubstanciado no pagamento de comissões da VaideBet a empresa supostamente ligada ao crime organizado;
Atletas profissionais instalados em apartamento de propriedade do “Alemão” (José Carlos Gonçalves), suposto integrante de organização criminosa;
Postos de gasolina supostamente ligados ao crime organizado licenciados com a marca Corinthians;
Recibo de pagamento pelo Corinthians a ex-assessor parlamentar do ex-presidente André Sanchez, alvo de investigação ministerial, ligado a facção criminosa envolvendo uso de cooperativas de transporte urbano em São Paulo;
Inobservância do estatuto para o impeachment de Augusto Melo, cuja entrega das atas do atual Conselho Deliberativo foi sonegada, a despeito de ordem judicial;
Uso de cartão corporativo por ex-dirigentes, mesmo após final dos seus mandatos;
Endividamento impagável, segundo laudos de profissionais externos independentes;
Ameaça a testemunha perpetrada por investigado no caso do desvio de materiais esportivos, então integrante da atual gestão;
Transferban da Fifa em valores milionários por falta de pagamento de atletas;
Práticas de atos que podem caracterizar gestão temerária dentro da entidade desportiva;
Desorganização institucional da gestão financeira, com omissão dos órgãos deliberativos e de controle;
Outras dezenas de outras possíveis irregularidades envolvendo contratos duvidosos, TV Corinthians, contratação de jogadores de base, licenciamento de marcas com pagamento de royalties insignificantes ao clube, contratos com cláusulas leoninas, relação com empresas de fachada ou fantasmas sob investigação do Ministério Público.
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