Dólar abre com mercado de olho na ata do Fed e no cenário eleitoral
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (20) em queda, recuando 0,17% às 9h, sendo negociado a R$ 5,0317. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ No exterior, a falta de avanços nas negociações para encerrar a guerra envolvendo o Irã continua alimentando preocupações. Em meio a isso, o presidente da China, Xi Jinping, se reuniu com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e defendeu que o conflito no Oriente Médio seja encerrado o quanto antes.
▶️ Entre os impactos esperados com a guerra está inflação mais alta, crescimento econômico mais fraco e juros elevados ao redor do mundo. Apesar das preocupações, os preços do petróleo recuavam pela manhã.
Por volta das 8h45, o barril do Brent caía 2,69%, para US$ 108,36, enquanto o WTI recuava 2,54%, para US$ 101,50.
▶️ E por falar em inflação e juros, nos Estados Unidos, os investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, realizada em 28 e 29 de abril, em busca de sinais sobre os próximos passos dos juros no país.
▶️ No Brasil, o cenário eleitoral segue no centro das atenções após pesquisa AtlasIntel indicar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.
▶️ O levantamento foi divulgado após a divulgação de áudios em que Flávio Bolsonaro pede recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Para o mercado, esse episódio aumenta as dúvidas sobre a força eleitoral da oposição e pode influenciar o comportamento do dólar e da bolsa.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,53%;
Acumulado do mês: +1,79%;
Acumulado do ano: -8,17%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -1,70%;
Acumulado do mês: -6,96%;
Acumulado do ano: +8,16%.
Flávio Bolsonaro admite reunião com Vorcaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, admitiu nesta terça-feira (19) que se reuniu com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025.
Segundo Flávio, o encontro foi realizado com o objetivo de “botar um ponto final na questão” do financiamento do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, ex-presidente e pai do senador do PL.
“Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história, e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco” , disse Flávio.
O senador havia pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
🗣️ Em áudio revelado pelo site The Intercept Brasil — cuja existência e conteúdo foram confirmados pela TV Globo junto a investigadores e pessoas com acesso às informações —, o senador solicita US$ 24 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de R$ 134 milhões. Posteriormente, Flávio confirmou o envio da mensagem e afirmou que não cometeu qualquer irregularidade.
O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição.
A Polícia Federal apura se recursos ligados a Vorcaro teriam sido usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA. Segundo a investigação, o filme pode ter servido como justificativa formal para a transferência dos valores.
Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior.
A GOUP Entertainment, produtora de “Dark Horse”, negou que tenha recebido dinheiro de Vorcaro ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.
▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa.
Proposta de paz segue em impasse no Oriente Médio
A guerra entre EUA, Israel e Irã segue em clima de tensão, mas com negociações em andamento.
O presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que suspendeu um novo ataque ao Irã após pedidos de aliados como Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes, que acreditam em um possível acordo de paz.
🔎 Mesmo com a pausa, Trump disse que os militares americanos continuam prontos para atacar caso as negociações fracassem.
O principal impasse envolve o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo mundial.
O Irã respondeu dizendo que suas forças estão em “alerta máximo” e prometeu reação rápida e forte a qualquer nova ofensiva dos EUA. (Veja o que cada lado exige para o fim da guerra no Oriente Médio)
Nos Estados Unidos, a guerra vem desgastando politicamente Trump. Pesquisas recentes mostram um aumento da rejeição popular ao conflito e queda na aprovação do presidente, principalmente por causa dos impactos econômicos e do medo de uma escalada militar maior.
Galípolo em audiência no Senado
Banco Master
Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a liquidação do Banco Master não representava risco sistêmico para o sistema financeiro, por se tratar de uma instituição de pequeno porte dentro do setor bancário.
Ele disse, no entanto, que o caso chama atenção pelo uso dos recursos do banco, alvo de investigações envolvendo operações suspeitas e pagamentos a diferentes pessoas e entidades.
🔎 Segundo ele, a atuação do BC nesses casos envolve reforço de fiscalização quando há indícios de irregularidades, embora a responsabilização dependa da Justiça.
🏦 Galípolo também defendeu mudanças na governança do Banco Central, como a autonomia orçamentária da instituição e a criação de um regime específico de resolução bancária para lidar com instituições em dificuldade.
Pix
Na audiência, o presidente do BC também afirmou que não há rivalidade entre o Pix e os cartões de crédito. Segundo ele, o sistema ampliou a bancarização no país e acabou também impulsionando o uso de cartões.
Galípolo destacou ainda que a expansão do Pix não reduziu o crédito, mas ocorreu junto ao crescimento da base de clientes e das operações com cartão.
O tema voltou a ganhar atenção após discussões nos EUA sobre possíveis impactos do sistema em empresas de meios de pagamento.
Mercados globais
Em Wall Street, os principais índices dos EUA fecharam em queda nesta terça-feira, com investidores preocupados com a queda das ações de tecnologia, o aumento dos juros dos títulos públicos americanos e as tensões no Oriente Médio.
Enquanto o Dow Jones caiu 0,65%, o S&P 500 registrou perdas de 0,67% e o Nasdaq recuou 0,84%.
O mercado também aguarda o balanço da Nvidia, maior empresa do mundo em valor de mercado, que divulgará seus resultados trimestrais após o fechamento dos mercados na quarta-feira (20).
Na Europa, as ações fecharam em leve alta, com investidores recebendo bem as notícias de que os EUA teriam suspendido um ataque ao Irã. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou com ganho de 0,2%.
Já entre os principais índices da região, o alemão DAX subiu 0,38%, enquanto o CAC-40, de Paris, perdeu 0,07% e o Financial Times, de Londres, avançou 0,07%.
Na Ásia, as bolsas da China e de Hong Kong fecharam em alta, puxadas por ações de tecnologia e semicondutores, com investidores otimistas sobre empresas ligadas à inteligência artificial.
O índice de Xangai subiu 0,92%, aos 4.169 pontos, o CSI300 avançou 0,40%, aos 4.852 pontos, e o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 0,48%, aos 25.797 pontos.
O mercado asiático também reagiu às tensões no Oriente Médio e à fala de Donald Trump sobre o adiamento de um ataque ao Irã. No restante da Ásia, por exemplo, o Nikkei caiu 0,44% no Japão, enquanto Singapura e Austrália registraram altas de 1,51% e 1,17%, respectivamente.
Dólar
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