Baleado em Maceió, jogador Denílson recebe alta e fala em retomada: “Dar a volta por cima”
Denílson foi vice-artilheiro do Alagoano Sub-17 em 2025
Vítima de tentativa de homicídio a tiros, Denílson, ex-jogador das categorias de base de CRB e CSA, teve alta na última terça-feira. Em entrevista ao ge, o atacante falou sobre o incidente na madrugada do dia 11 deste mês, no bairro Santos Dumont.
“Fui um susto muito grande. Mas, graças a Deus, estou vivo, me recuperando e vou dar a volta por cima.”
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Denílson disse que foi atingido por cinco tiros, um no braço, dois nas costas, um no tórax e um na barriga. A família e o jogador, porém, evitaram dar detalhes sobre o caso. Informaram apenas que ele estava andando na rua quando foi atingido pelos tiros.
Denilson (primeiro agachado da esquerda para direita) quando defendia o CSA
Ascom/CSA
História no futebol
Apaixonado por futebol, Denílson contou como iniciou a trajetória no esporte.
— Meu pai biológico sempre gostou de jogar bola, tanto que colocou o meu nome em homenagem ao ex-jogador Denílson, do São Paulo, Seleção… Quando os meus pais se separaram, fui morar com minha tia e o esposo dele viu que eu gostava muito de brincar de bola. Daí, ele me colocou numa escolinha de futebol.
No começo, o atacante, que se destacou na base do CSA e foi vice-artilheiro do Alagoano sub-17 em 2025, atuava em outra posição.
— Eu comecei na escolinha do Santos, ainda no sub-7. Depois, passei em escolinhas como Flameguinho, joguei na base do Fúria e fui para o sub-15 do CRB, quando ainda tinha 14 anos. Na verdade, no começo, eu não era tão bom, e comecei como zagueiro, até pelo porte físico. Mas eu não sabia marcar. Quando estava no sub-9, fui me adaptando, evoluindo e passei a ser atacante de beirada no CRB.
Embora sempre se destacasse, Denílson admite que faltou disciplina para ir bem nos treinamentos.
— Quando ainda tinha 14 anos, eu já treinava no sub-17 do CRB. Mas, por indisciplina da minha parte, passei a faltar treinos, não me dediquei da forma que deveria, faltou empenho e, por isso, fui mandado embora do CRB. Realmente, eu treinava mal, não conseguia ter bom rendimento.
Dispensado do CRB, o garoto ganhou uma oportunidade no rival. O início no CSA foi promissor, mas a a carreira não se desenvolveu.
— No sub-15 do CSA, passei a jogar, fui campeão alagoano, mas me afastei novamente por indisciplina. Ano passado, voltei a treinar no CSA, fui vice-artilheiro do Alagoano Sub-17 com nove gols. Comecei a disputa da Copa Alagoas, mas a gente caiu para o Murici. Fui integrado ao sub-20 e ainda disputei um jogo contra o M10 – lembrou Denílson, continuando:
— Quando saiu a lista do CSA para disputa da Copa São Paulo, eu fiquei fora e tive a oportunidade de ir jogar no Centro Limoeirense, de Pernambuco. Por eles, lá, disputei a Copa Atlântico e me destaquei num jogo contra o Retrô. Fui convidado a treinar no Retrô, mas não fiquei muito tempo lá e retornei para casa. Tive mais uma oportunidade no CSA e treinei com eles até o mês passado.
Perguntado o que falta para os garotos da base se destacarem em Alagoas, Denílson respondeu assim:
— Jogar futebol de base aqui em Alagoas é muito difícil. Os campeonatos são muito limitados e não tem o apoio que deveria ter. As transmissões, por exemplo, são muito precárias. Eu fui campeão pelo CRB no sub-15, mas, por falta de material de vídeo, não conseguiu montar um DVD. É verdade que no ano passado, a visibilidade melhorou, mas ainda é muito deficiente.
“Tem muito garoto bom de bola aqui em Alagoas, falta visibilidade para eles terem mais oportunidade de mostrar o potencial.”
Centroavante de origem, Denílson contou quem é a maior inspiração dele no futebol.
— Rapaz, o Romário! Ele era matador mesmo. Quando dizia que fazer gol, ia lá e fazia. Eu sempre procuro me inspirar no estilo de jogo dele. Ano passado, quando fui vice-artilheiro do Sub-17, eu comecei a competição no banco e sempre dizia ao técnico, Hermani, que me colocasse em campo que eu ia fazer gol. Nas duas primeiras rodadas, entrei no jogo e marquei. A partir da terceira rodada, passei a ser titular e encerrei o campeonato como vice-artilheiro.
Depois que eu joguei esse jogo e e foi eliminado e ficou de sair uma lista para a copinha e fiquei fora da lista. Fui buscar minhas coisas no CSA, viajei para Pernambuco e joguei Centro Limoereinse, a gente foi jogar a copa atlântico 2025 e joguei o jogo contra o Retrô, eu brilhei e eles me deixaram no Retrô. Fui treinar com o garotos do sub-17 e depois eles mandaram eu vir pra casa e esperar para voltar e treinar com o sub-20 (após a copinha). Eles pediram pra eu voltar e treinar para integrar ao sub-20. Eu voltei, sendo que não consegui me adaptar, voltei pra casa. E antes de acontecer esse acontecido. Eu tava treinando no CSA no mês passado em abril. geRead More


