Abel releva vaias da torcida e admite jogo ruim do Palmeiras: “Dificuldade de inspiração”
Palmeiras 0x1 Cerro Porteño | Melhores Momentos | 5ª rodada | Libertadores 2026
Abel Ferreira achou justa a derrota do Palmeiras por 1 a 0 para o Cerro Porteño, na última quarta-feira, no Allianz Parque. O treinador viu o clube paraguaio superior em vontade e inspiração na partida válida pela quinta rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores.
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Ao perder para os paraguaios, o Verdão desperdiçou a chance de classificação antecipada e vai para a última rodada precisando de um resultado positivo.
– A responsabilidade máxima é sempre do treinador, mas houve dificuldade de inspiração, de algumas ações técnicas que não criamos oportunidades. Foi um jogo ruim, mal jogado de uma equipe que não perdia há 17 jogos, de uma equipe que como outras do Brasileirão sofre com as dificuldades de calendário, das lesões. Não é só, mas é também – disse.
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Diante dessa análise, o português também relevou as vaias da torcida alviverde após o apito final. Ele explicou que as lesões, especialmente no ataque, prejudicaram o andamento da equipe.
– O palmeirense é livre de se manifestar da forma que quiser. Falei que em função do que seriam esses dois meses iríamos passar dificuldades e é o que está a acontecer com o Palmeiras, é outra equipe. Lesões, energias.
– Nós vamos continuar a trabalhar em cima daquilo que é nosso calendário e exigências. E reconhecer que sim, hoje, fizemos um jogo ruim – analisou o treinador do Verdão, que não perdia havia 17 partidas.
Agora, o Palmeiras precisa virar a chave pensando no Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso será no sábado, às 21h, em confronto direto com o Flamengo, no Maracanã.
Abel Ferreira em Palmeiras x Cerro Porteño
Marcos Ribolli
Veja outras respostas de Abel Ferreira na coletiva:
Análise do jogo
– Em termos de vontade desempenho e efetividade nosso adversário foi mais eficiente do que nós. Não falo dos jogadores individualmente aqui e nem publicamente.
– Acho que fizemos uma primeira parte com dinâmica, duas ou três oportunidades que conseguimos criar, na segunda pague com a quantidade de assobios, queda de ritmo, gol sofrido, nos deixamos levar pelos assobios, pela intranquilidade e nos afastamos muito da bola. Sim, algumas ações técnicas e táticas não foram as melhores. Mesmo não fazendo um jogo bom, tivemos oportunidades pelo menos pra fazer um gol. Na segunda parte tivemos uma clara, e uma equipe como o Palmeiras tem que fazer esse tipo de gol aconteça o que acontecer.
Escolha de Emiliano Martínez como titular
– Em função das opções que temos no momento, de lesões de jogadores, Felipe Anderson, Sosa, temos tido alguns problemas nessa situação. Optamos por fazer um trio de meio campo, mas acho que será injusto falar do Emiliano porque na minha opinião foi bem, foi dos mais esclarecidos, não perdeu bolas, conseguiu enfiar bem as bolas. Disse aos jogadores que o adversário estava à espera disso, de um erro nosso. Os gols sofridos contra o Cruzeiro e hoje são muito parecidos. É uma saída de três para ter largura mais ampla, mas uma coisa são as ideias que treinamos e outra coisa são as decisões dos jogadores. Foi com pouca inspiração técnica.
Abel Ferreira durante a coletiva de Palmeiras x Cerro Porteño
Camila Alves/ge
Ansiedade dos jogadores convocados
– Trabalha de forma normal. Não sei como os treinadores (de seleções) se conectam com eles. Sei que alguns entraram em contato, faz parte. Minha responsabilidade é cuidar das partidas de toda forma. Calendário, lesões, convocatórias, está tudo interligado. Olhe para o banco e não veja as mesmas oportunidades de tempos atrás… Não é só o Palmeiras que sofre disso.
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