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Análise: Inter agrava ineficiência do ataque e soma erro de Borré ao leque de falhas do ano

Análise: Inter agrava ineficiência do ataque e soma erro de Borré ao leque de falhas do ano

Vitória 2 x 0 Internacional | Melhores momentos | 17ª rodada | Brasileirão 2026
O Inter atualizou um problema recorrente: a dificuldade de finalização. Quem tem uma chance clara de marcar retomou a baixa eficiência. Desta vez, porém, o ataque ainda contribuiu com o adversário. O erro de passe de Borré, um dos tantos ao longo da partida, originou o contra-ataque para o Vitória abrir o placar na derrota do Inter por 2 a 0 na noite de sábado no Barradão.
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Sem Carbonero, suspenso, Paulo Pezzolano apostou em Borré para ser o parceiro de Alerrando. Reinava a esperança de uma boa atuação. Afinal, atuaria na posição em que prefere, tinha marcado em três dos quatro jogos anteriores e o time vinha embalado por uma invencibilidade de sete partidas, com cinco vitórias.
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E a pontaria?
Em campo, o colombiano ruiu com a expectativa. Quando teve a chance de estufar as redes, mandou por cima do gol de Lucas Arcanjo. Mas Borré não falhou sozinho.
Quem confiava na lei do ex se frustrou. Alerrandro, que reencontrou o Vitória após ser o artilheiro do Brasileirão em 2024 pelo clube baiano com 15 gols, também falhou. Perdeu três oportunidades, incluindo uma tentativa de calcanhar após cruzamento de Borré. Vitinho e Bernabei, as outras peças ofensivas, fizeram coro aos homens de frente e erraram demais o alvo.
O Inter teve ao longo da partida 20 finalizações. Doze delas foram para fora. Um time já reconhecido pelas limitações deixa tudo ainda mais complicado quando não consegue sequer mandar contra o gol adversário.
Alerrandro em derrota Inter
Ricardo Duarte/Divulgação, Internacional
Mal no chute e no passe
Só que a inoperância também veio acompanhada de requintes de crueldade. Borré, que errou sete passes na partida, teve um decisivo aos 28 minutos do primeiro tempo.
O Vitória recuperou a bola, saiu no contra-ataque e Erick cruzou para Renê. O atacante aproveitou a falha de posicionamento de Vitinho e Bruno Gomes para aparecer entre os dois defensores e marcar de peixinho na já conhecida fragilidade do Inter na bola aérea.
Evidentemente que não há uma culpa única e houve muitas possibilidades do time do Inter de parar o avanço rival. Mas é um exemplo de que quando a coisa não está bem, até o improvável acontece. O passe no pé do adversário deu a chance do Vitória fazer o que estava armado para realizar.
Borré voltou a falhar na derrota do Inter
Jhony Pinho/AGIF
Nos acréscimos, aos 51 do segundo tempo, o Vitória confirmou o resultado positivo. Lucas Arcanjo deu um chutão para frente, Vitinho perdeu por cima e a bola sobrou para Tarzia. O atacante driblou Mercado e chutou cruzado para superar Anthoni.
Um time que não pode errar
O Inter reencontrou a derrota, que teve parcela significativa de Pezzolano. Além de não funcionar a aposta em Borré, as trocas durante a partida foram ineficazes. Ainda ficou com Kayky, jogador com características mais parecidas a Carbonero (embora atue preferencialmente pela direita), no banco.
Os gaúchos não podem se dar ao luxo de errar. Quando isso acontece desde o técnico até os jogadores, a derrota é quase uma certeza.
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O treinador terá mais uma semana para avaliar e buscar uma forma de se despedir do primeiro semestre com uma imagem positiva. Mais do que atuação, precisa conquistar os três pontos. No próximo domingo, o Inter enfrenta o Bragantino no Cícero de Souza Marques às 11h.
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