Yago Dora obtém primeira nota 10 da WSL em 2026 e vai encarar Italo Ferreira na semi em Raglan; veja
Yago Dora tira 10.00 nas quartas de final de Raglan
Atual campeão mundial, Yago Dora demonstrou que está com o surfe mais afiado do que nunca. No fim da noite deste sábado (24), tarde de domingo na Nova Zelândia, o paranaense deu um show no mar de Manu Bay, em Raglan, e conseguiu a primeira nota 10 em toda da WSL nesta temporada de 2026.
Com um lindo aéreo de rotação completa, seguido de fortes manobras de borda, Yago recebeu nota 10 de todos os cinco juízes da disputa e venceu o americano Cole Houshman por 17.50 a 17.00 para avançar à semifinal da quarta etapa do Championship Tour.
A definição de vaga na decisão acontecerá no início da noite deste domingo, em duelo 100% brasileiro, contra Italo Ferreira. Na outra semifinal, o americano Griffin Colapinto, que eliminou Filipe Toledo, vai encarar o australiano Morgan Ciblic.
O detalhe é que a onda fantástica de Yago veio faltando três minutos, e com o brasileiro precisando de 9.50 para evitar a eliminação.
– Conseguir uma nota 10 é sempre especial. Estou me sentindo muito bem. Obrigado a Deus por ter me dado essa oportunidade. Eu sabia que precisava de 9.50 e fiquei torcendo para conseguir uma rampa. Quando eu dropei a onda, vi que precisava fazer algo grande e consegui – afirmou Yago
Yago Dora em ação na etapa de Raglan da WSL
Ed Sloane/World Surf League
– É uma batalha mental. É fácil desistir quando você precisa de uma nota alta, mas eu pensei que a oportunidade iria chegar – acrescentou Dora.
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A virada de Yago
Yago largou na frente logo no início do duelo contra o californiano Houshmand. Com bastante velocidade, ele mandou duas manobras, sendo a segunda delas um aéreo e levou 5.83. Pouco depois, já veio uma nota melhor. Tranquilo e criativo, o paranaense soube aproveitar a parede que se abria e surfou até onde dava, com batidas progressivas para conseguir 7.50 e passar a ter 13.33.
Cole respondeu com uma onda de qualidade. O americano jogou bastante água e conectou uma boa sequência para ganhar 8.50. Assim, ele passou a precisar de 4.83 para assumir a ponta. Dora somou 7.10, sua segunda melhor nota. Mas Cole veio atrás, precisando de 6.10 para tomar a ponta. Ele mandou muito bem numa parede de tamanho médio e contou com a boa vontade dos juízes para conseguir mais um 8.50 e passar a liderar o duelo por 17.00 a 14.60.
Faltando 12 minutos, Yago buscava 9.50 para não cair nas quartas em Raglan. Ele teve paciência, pois confiava muito no seu talento. Quando restavam três minutos, Dora iniciou uma onda da série com um aéreo sensacional de rotação completa, conectou boas manobras de borda, na sequência, e foi premiado com uma nota 10 pelos juízes, a primeira da temporada 2026. Assim, Yago passa virou a bateria contra Cole Houshmand e venceu por 17.50 a 17.00 para ir à semi.
Italo bate Miguel Pupo e vai encarar Yago
Em duelo 100% brasileiro pelas quartas, Italo Ferreira apresentou um surfe mais progressivo e levou a melhor sobre Miguel Pupo. O campeão mundial e olímpico saiu atrás do paulista, que abriu com um nota 7.50.
Correndo atrás, Italo mandou um lindo aéreo e recebeu nota 9.00 dos juízes, assumindo a dianteira. Pouco depois, ele já conseguiu outra esquerda de qualidade, executou manobras de borda jogando bastante água e recebeu 7.63. Com 16.63 a 9.67, ele fez o experiente Miguel precisar de 9.13 para retomar a dianteira.
Italo Ferreira deixar o mar celebrando vitória em Raglan
WSL
A partir daí, o que se viu foi Pupo tentando demonstrar a qualidade do seu surfe de borda e também lançar mão de aéreos. Porém, ele não encontrou ondas da série e teve como segunda melhor nota um 4.67. Dessa forma, Italo carimbou sua vaga para encarar Yago Dora na semi ao vencer por 16.63 a 12.17 a última bateria de quartas do dia.
Filipinho é eliminado por Griffin
Filipe Toledo tira 8.70 nas quartas de final de Reglan
Na bateria que abriu as quartas de final, Filipe Toledo encontrou grandes dificuldades desde o início contra Griffin Colapinto. Atual vice-campeão mundial, o americano abriu a disputa com duas boas ondas. Ele recebeu 6.67, na primeira, e 8.50 logo na segunda, obtendo o somatório de 16.33 logo de cara. Filipinho tinha um 6.17 e entrou em combinação, quando ainda faltavam 23 minutos.
Tentando se encontrar no mar de Manu Bay, Filipe começou conectando boas manobras de borda em uma promissora esquerda, mas acaba caindo na finalização. Os juízes lhe deram 6.43. Foi o suficiente para ele sair da combinação. O brasileiro passou a precisar de 9.90 para tomar a ponta de Colapinto. Porém, na sequência, Griffin aumentou a pontuação ao surfar uma parede que foi julgada com nota 7.83.
Filipe Toledo em ação nas ondas de Raglan, na Nova Zelândia
Ed Sloane/WSL
Faltando sete minutos, Filipe espancou uma esquerda neozelandesa. Com bastante energia e velocidade, ele abusou das manobras de borda e comemorou bastante ao finalizar com qualidade. Os árbitros deram 8.70. Porém, Colapinto logo obteve um 8.60, tornando pequena a chance de virada. O paulista de Ubatuba ainda conseguiu um 7.13 e acabou derrotado por 17.10 a 15.83.
Quartas de final
Griffin Colapinto (EUA) 17.10 x Filipe Toledo (BRA) 15.83
Morgan Cibilic (AUS) 13.60 x Rio Waida (IDN) 13.50
Yago Dora (BRA) 17.50 x Cole Houshmand (EUA) 17.00
Italo Ferreira (BRA) 16.63 x Miguel Pupo (BRA) 12.17
Semifinais
Griffin Colapinto (EUA) x Morgan Ciblic (AUS)
Yago Dora (BRA) x Italo Ferreira (BRA) geRead More


