Lukaku ressurge como talismã da Bélgica em momentos decisivos
Por todos os ângulos: Veja o gol de Lukaku, o primeiro da Bélgica contra Senegal
Depois de uma temporada em que quase não jogou por causa de lesões, Lukaku ressurge com a camisa da Bélgica na Copa do Mundo. Mais do que os dois gols feitos até aqui, o atacante de 33 anos saiu do banco de reservas com atuações providenciais que evitaram a eliminação da seleção belga.
Lukaku fez parte do que foi a promissora geração da Bélgica, que esteve entre as principais seleções do mundo nos últimos anos, e que está perto de encerrar o ciclo nesta edição da Copa. Grupo que, além do atacante, conta com o goleiro Courtois, o volante Alex Witsel, e o meia Kevin De Bruyne.
Todos com idade acima dos 30.
Por enquanto, os belgas não engrenaram. Reforçado por jovens talentos como Doku, a Bélgica teve atuações irregulares, com tropeços na fase de grupos contra Irã e Egito, e uma única vitória diante da frágil Nova Zelândia. Contra Senegal, a eliminação era uma realidade até os 41 minutos do segundo tempo.
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Lukaku – Bélgica x Senegal – Copa do Mundo
REUTERS/Agustin Marcarian
Lukaku chegou à Copa como dúvida, sobretudo pela falta de ritmo. Antes da competição, o técnico Rudi Garcia reforçou que o utilizaria com cuidado para não queimá-lo.
O jogador ainda parece não estar na forma ideal, alto e forte, tem apresentado uma mobilidade menor do que nos melhores momentos. Mesmo assim, tem sido fundamental na campanha até aqui.
E mesmo quando ele não marcou, acabou induzindo o adversário. Na estreia, a Bélgica vivia apuros contra o Egito, de Salah, e perdia no segundo tempo quando o atacante entrou em campo. Em sua primeira jogada, Lukaku arrastou dois marcadores na área, foi lançado, e embora não tenha encostado na bola, o susto fez com que Hany empurrasse contra o próprio gol, assegurando o empate.
Contra o Irã, a Bélgica não pôde contar com Doku, que estava se recuperando de uma infecção respiratória, e Lukaku foi titular. Nesse jogo, o atacante passou em branco, e a Bélgica terminou com um novo empate. Contra a Nova Zelândia, Lukaku entrou no finzinho, mas teve tempo de fazer um gol (o primeiro válido) e concedeu uma assistência.
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Mas a entrada mais importante ocorreu contra Senegal. A Bélgica passou por apuros diante da seleção de Sarr e Mané e perdia por 2 a 0 até o fim do segundo tempo. Lukaku, que havia entrado depois do intervalo, fazia um jogo tímido, era pouco procurado, mas ainda assim inspirava muito mais perigo quando retinha a bola do que o titular De Ketelaere.
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Até que aos 41, o atacante recebeu lançamento de Meunier, venceu a marcação e bateu de primeira para diminuir a diferença. O gol reacendeu a chama da Bélgica na partida e derrubou o moral dos africanos. No fim, a Bélgica conseguiu o empate e virou na prorrogação.
Nas oitavas de final, a adversária será a seleção dos Estados Unidos, anfitriã, em jogo marcado para a segunda-feira, em Seattle, às 21h (de Brasília).
Quando a Bélgica entrar em campo, não terá à disposição o mesmo atacante que eliminou o Brasil em 2018, ou aquele das temporadas goleadoras no Manchester United ou na Inter de Milão. Mas ainda estará lá um Lukaku decisivo e capaz de elevar o patamar da Bélgica.
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