Palpites e dicas para Austrália x Egito pela Copa do Mundo
Egito 1 X 1 Irã | Melhores momentos | Copa do Mundo 2026
Austrália e Egito se enfrentam às 15h, pela segunda fase da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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Palpite para Austrália x Egito
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Resultado mais provável:
Austrália 0 x 1 Egito
Paraguai 0 x 0 Austrália | Melhores Momentos | 3ª rodada | Grupo D | Copa do Mundo 2026
Resultados na 1ª fase
Austrália
Austrália 2 x 0 Turquia
Estados Unidos 2 x 0 Austrália
Paraguai 0 x 0 Austrália
Egito
Bélgica 1 x 1 Egito
Nova Zelândia 1 x 3 Egito
Egito 1 x 1 Irã
É de se esperar que o Egito pressione a Austrália, já que na primeira fase, os egípcios fizeram exatamente o dobro de finalizações dos australianos, com mais que o dobro de gols: foram 24 finalizações da Austrália (39ª marca entre 48 seleções), com 11 certas (26ª marca) e dois gols (32ª); Egito fez 48 finalizações (nona maior marca), 15 certas (15ª) e cinco gols (16ª). Mas os australianos já estão esperando por isso em todos os jogos, e se classificaram em segundo no grupo baseando seu jogo em um trabalho defensivo muito dedicado, com apenas um gol sofrido (terceira melhor marca defensiva) em 12 finalizações certas (20ª) e 46 finalizações no total (38ª). É difícil acertar o gol australiano: só 26% das finalizações sofridas por eles foram certas, chegando no gol e defendidas, quinta melhor marca da primeira fase. Como comparação, no gol do Egito chegaram 33% (20ª) das 36 finalizações sofridas (27ª), sendo 12 certas (20ª empatada com a Austrália). Egito sofreu dois gols (oitava melhor marca).
A bola aérea tende a ter um papel importante na partida. Como a defesa australiana é muito fechada, atacá-la pelo alto se torna uma alternativa. O ponto vulnerável da Austrália são os cruzamentos: foi a terceira equipe que mais permitiu finalizações após cruzamentos altos (11), embora ainda não tenha sofrido gol. O Egito foi a quinta equipe que mais finalizou em cruzamentos (nove) e já fez um gol assim. Coincidentemente, os egípcios também sofreram muitas finalizações em cruzamentos, dez (quarta maior marca) e também não levou gol. A diferença é que até aqui, pelo menos, Austrália só fez uma finalização nesse tipo de jogada, só que como o Egito foi vulnerável, isso pode se repetir. Egito fez 20 finalizações a partir de jogadas aéreas e marcou dois gols assim (um cruzamento e um escanteio) e 28 finalizações em trocas de passes rasteiros, com dois gols. Em 16 finalizações sofridas após bolas altas, a Austrália não sofreu gol; foram 28 finalizações sofridas em passes rasteiros, com um gol sofrido (além de um gol contra).
Evolução do xG na segunda rodada
Austrália fez 12 finalizações contra o Paraguai, sete de dentro da área, com características de potencial estatístico para 0,42 gol. Como esperado, não fez gol.
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Foram 14 finalizações do Egito contra o Irã, sete de dentro da área, com potencial estatístico para 0,86 gol. Foi mais eficiente do que o esperado e fez um gol logo em sua segunda finalização na partida.
Evolução do xG Egito x Irã
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More


