De brigado a homem de confiança: Rabiot reconquista Deschamps e vira peça-chave da França
França 3 x 0 Suécia | Melhores momentos | Segunda fase | Copa do Mundo 2026
Adrien Rabiot, meio-campista titular da seleção francesa nesta Copa do Mundo, é um dos homens de confiança do técnico Didier Deschamps desde 2022. O bom relacionamento atual nem de longe parece com o que o meia viveu anteriormente.
O problema começou em 2018, na convocação para a Copa do Mundo. Rabiot havia feito seis jogos durante o ciclo para aquele Mundial. Era titular absoluto do Paris Saint-Germain, onde jogava ao lado de estrelas como Neymar, Mbappé e Di Maria.
A boa temporada pelo clube e as convocações prévias criaram uma expectativa de uma convocação para o meio-campista. Mesmo assim, Deschamps o deixou fora da lista final, deixando-o apenas entre os suplentes, aqueles que são chamados em caso de alguma lesão no elenco. No lugar de Rabiot, o técnico convocou Steven Nzonzi, que na época atuava no Sevilla.
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Rabiot, PSG x Guingamp
EFE/ Ian Langsdon
A frustação de não jogar o Mundial deixou o jogador indignado. O volante então mandou uma carta para a Federação Francesa de Futebol (FFF) dizendo que não desejava fazer parte do grupo ao qual Deschamps poderia chamar caso algum dos 23 atletas escolhidos se lesionasse.
Após o comunicado do jogador, Didier Deschamps fez duras críticas à postura do meia, descrevendo na época como “um erro enorme”.
— No alto nível, não há espaço para este tipo de reação — criticou o treinador.
Didier Deschamps, técnico da seleção da França, em entrevista coletiva
AFP
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Após o episódio, parecia que Rabiot não voltaria a vestir a camisa da seleção francesa sob o comando de Deschamps. Porém, dois anos depois, o jogador voltou a ser convocado pelo treinador.
Paul Pogba, volante titular da época, havia testado positivo para COVID-19 antes da Eurocopa de 2020. Precisando repor a saída de Pogba, o treinador chamou Rabiot de volta.
Em seu retorno o volante estava atuando na Juventus da Itália, com boas atuações, que chamaram a atenção do comandante francês.
— Se eu o convoquei de novo, não foi para agradar A, B ou C. Foi porque eu via o que ele estava fazendo na Juventus. Hoje ele tem verdadeira confiança em si mesmo. Tem capacidade técnica, volume de jogo e, além disso, um impacto físico que não tinha antes. Ganhou maturidade. A grande diferença é que faz tudo com mais determinação — justificou Deschamps.
Rabiot comemora gol em Sporting x Juventus pelas quartas de final da Liga Europa
REUTERS/Pedro Nunes
Desde então, são duas Copas do Mundo para Adrien Rabiot. A primeira em 2022, quando a França perdeu a final nos pênaltis para a Argentina, e a segunda agora em 2026.
Tentando superar o vice-campeonato do último mundial, a França enfrenta o Paraguai pelas oitavas de final no sábado (4), às 18h (de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.
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