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Zagueiro do Corinthians jogou com Haaland, viu explosão de artilheiro e avisa: “Dar mínimo espaço a ele”

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O zagueiro André Ramalho, do Corinthians, viu de perto a explosão de Erling Haaland. Há sete anos, eles jogaram juntos no Salzburg, onde o centroavante da seleção da Noruega brilhou como artilheiro pela primeira vez, despontando como um dos astros do futebol.
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O Brasil enfrenta a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo neste domingo, às 17h (de Brasília), no estádio de Nova York e Nova Jersey, nos Estados Unidos. TV Globo, sportv e ge tv transmitem o jogo ao vivo.
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Quando chegou ao clube austríaco, no início de 2019, aos 18 anos, Haaland pouco jogou. Foram só cinco partidas nos seis primeiros meses. O israelense Mu’nas Dabbur era o centroavante titular e destaque do time.
Tanto é que, em julho, o Salzburg vendeu Dabbur para o Sevilla, da Espanha, o que abriu espaço para Haaland assumir o comando do ataque. O norueguês fez três gols no primeiro jogo do segundo semestre e não parou mais de marcar.
— Foi uma ascensão muito rápida. Nenhum menino teve um início tão avassalador como ele. Em um ano, normalmente o menino está se adaptando, sentindo como é, faz um jogo ali e outro ali, vai bem em um jogo e não em outro e, quando faz gol, não faz da maneira absurda como fez o Haaland. Foi avassalador. Ficávamos espantados — conta Ramalho, em entrevista ao ge.
André Ramalho na época de Salzburg em que jogava com Erling Haaland, em 2019
Reprodução/Instagram
O zagueiro corintiano relembra que Haaland marcava não apenas na liga austríaca, na qual o Salzburg era dominante. Ele estreou sendo goleador também nos jogos da Liga dos Campeões da Europa, a competição mais importante do continente.
Em 27 partidas pelo Salzburg, Haaland fez 29 gols e deu cinco assistências. Na Champions daquela temporada, o atacante marcou oito gols em seis jogos. Depois de um ano, no início de 2020, o clube austríaco o vendeu para o Borussia Dortmund, da Alemanha. Ele está atualmente no Manchester City, na Inglaterra.
— Ele é tão bom primeiro por causa mentalidade dele. Ele tem tesão em fazer gol, e eu acredito muito nessa parte mental, de mentalizar e chamar o gol. E ele tem um faro de gol absurdo, pois sabe se adaptar bem, tem muita velocidade, é muito inteligente e possui um senso de espaço muito bom — avalia Ramalho.
— Ele virou um cara mais de área. Claro que tem momentos de transição, mas, de modo geral, é um cara mais de área. Independente do estilo de jogo, ele soube se adaptar muito bem e o faro de gol ficou intacto. Isso mostra a qualidade dele.
Jogo do Salzburg em que André Ramalho e Erling Haaland atuaram juntos, em 2019
Reprodução/Instagram
Segundo Ramalho, Haaland já demonstrava, desde novo, ser um jogador muito profissional, dedicado à preparação e aos cuidados com o físico. Era um atleta tranquilo, de trato fácil e que se relacionava bem com os companheiros.
— Quando a gente ia disputar a Champions pela primeira vez na história do clube, o Haaland já andava com o carro com som altíssimo tocando o hino da Champions. Era um menino que mentalizava muito. E sempre muito dedicado.
— O Haaland é um cara muito profissional. Ele tinha uma cabeça muito diferente dos outros. Nos treinamentos, se notava que era um atacante de muita força. Era um trator, passava por cima mesmo, e tinha qualidade. Só que o treino dá uma base, mas não é tudo. Nos jogos, mostrou ter faro de gol desde cedo.
Time do Salzburg que tinha André Ramalho e Erling Haaland, em 2019
Reprodução/Instagram
O craque norueguês tem ponto fraco? Haaland é um centroavante “muito completo”, mas que não tem um estilo driblador, ainda que isso não seja um defeito, na análise do zagueiro do Corinthians.
— Ele não é um cara que sai driblando dois ou três, com refino técnico altíssimo. Ele é um cara mais vertical. Extremamente objetivo, toca, passa e se apresenta dentro da área. É um cara muito completo na posição dele. Faz gols praticamente de todos os jeitos.
Com números tão expressivos – na seleção norueguesa, são 60 gols e seis assistências em 53 jogos -, Haaland deve ser a maior preocupação da seleção brasileira no duelo que vale a classificação para as quartas de final.
Para Ramalho, o melhor jeito de parar o artilheiro norueguês é tirar o máximo de espaço dele para impedi-lo de receber a bola.
— Seria soberba da minha parte querer ensinar o que os zagueiros do Brasil deveriam fazer para marcar o Haaland, eles sabem muito melhor do que eu, até porque eu o peguei lá no começo da carreira e ele já se transformou como atleta. Mas, se eu fosse marcar agora, tentaria dar o menos de espaço possível para ele, principalmente dentro da área. Fora da área, não sei se ele vai fazer tanta coisa assim, mas, principalmente dentro da área, quanto menos espaço der para ele, menos risco vai se correr.
— Ele é um cara que, se der o mínimo de espaço, vai conseguir achar uma brecha para chutar e fazer o gol. Ele é matador, é letal. geRead More