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Veja o que Trump disse sobre cartão vermelho e árbitro brasileiro

Veja o que Trump disse sobre cartão vermelho e árbitro brasileiro

 Trump admite que pediu para Fifa revisar cartão vermelho
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu para a Fifa revisar o cartão vermelho aplicado ao jogador dos Estados Unidos Folarin Balogun, durante a última partida da seleção norte-americana na Copa do Mundo, contra a Bósnia Herzegovina.
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Questionado sobre o tema em uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, Trump disse que não considerou justa a falta marcada pelo árbitro “horrível” e se rebateu as acusações de interferência política na competição.
O árbitro da partida foi o brasileiro Raphael Claus.
🔎 Após revisar o lance no VAR, Claus expulsou Balogun aos 18 minutos da etapa final. O atacante recebeu o cartão vermelho por um pisão no tornozelo de Muharemovic.
Leia abaixo a transcrição da resposta de Trump:
“Aquilo não foi falta. Aquilo não foi nem uma infração. Eram dois caras correndo em velocidade máxima que por acaso trombaram um no outro. Você não consegue colocar o pé exatamente no pé de outra pessoa quando está correndo em velocidade máxima. Não, eram dois grandes atletas que se enroscaram.
E esse árbitro, que é um pouco suspeito — se você checar o passado dele. Eu não quero falar isso porque não gosto de criar controvérsia, mas muito suspeito. Se você quiser, eu te passo o passado dele.
Eu assisti ao jogo, ninguém precisou me pedir para assistir. Era impossível tirar os olhos da partida. Eu disse ao Gianni que eles estão transmitindo muitos jogos aqui, mesmo em um país onde, convenhamos, esse não é o principal esporte.
E o sucesso tem sido enorme. Ontem à noite me disseram que a audiência foi quatro vezes maior do que o esperado. Eles acreditam que entre 50 e 60 milhões de pessoas vão assistir ao jogo desta noite. Isso já está chegando a números de Super Bowl.
Tem um jogo hoje à noite e a projeção é de, no mínimo, 50 milhões de telespectadores. Nós chamamos de ‘soccer’, mas não dá para chamar simplesmente de ‘football’, porque isso acaba gerando confusão. Então, por aqui, chamamos de ‘soccer’. Acho que somos os únicos que fazem isso, porque já temos o nosso futebol americano.
Mas eu nunca vi nada parecido. Assisti à partida e sou uma pessoa que gosta muito de esportes. Fui um bom atleta e entendo muito bem de esporte, muito bem mesmo.
Ele [o jogador] não fez nada de errado, e ele é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores jogadores — um jogador muito vital — e deram um cartão vermelho para ele. Eu não sabia o que isso significava. Não achei que significasse muita coisa. Aí comecei a ouvir que significa que você não pode jogar na próxima partida, pelo menos na próxima partida.
Eu disse: “Nossa, isso é um grande…” Sabe, se tivesse acontecido com outro jogador, teria sido injusto, mas quando eles tiram o seu melhor jogador — ou quase isso; eles têm alguns grandes jogadores — e dizem que você não pode jogar, isso é muito injusto.
Uma coisa é penalizar alguém pelo jogo [atual]. Mas como você penaliza eles por um jogo que ainda não foi jogado? É muito injusto. Você não pode fazer isso.
Então, sim, eu pedi uma revisão por parte da FIFA”
Folarin Balogun, dos EUA, recebe um cartão vermelho do árbitro Raphael Claus.
Phil Noble / Reuters
Bélgica vai contestar decisão
Mais cedo, a Bélgica, que enfrenta os Estados Unidos nesta segunda-feira (6) por uma vaga nas quartas de final, cobrou explicações da FIFA por revogar o cartão vermelho.
Em nota, a Federação Belga de Futebol afirmou que ainda não recebeu “nem a decisão da FIFA, nem qualquer explicação sobre esse caso”. Segundo a entidade, “nessas circunstâncias, não resta outra opção a não ser contestar a elegibilidade do jogador para a próxima partida”.
Os belgas argumentam que o “Artigo 66.4 do mesmo Código Disciplinar da Fifa prevê claramente que um cartão vermelho (expulsão) resulta automaticamente em suspensão para a próxima partida da equipe, como tem sido o caso de todos os cartões vermelhos anteriores aplicados durante esta Copa”.
A entidade que rege o futebol da Bélgica também apontou que a liberação do atacante contraria diretamente o Artigo 10.5 do Regulamento da própria Copa do Mundo de 2026, reforçando que a punição deveria ser automática. De acordo com os belgas, essa regra foi reafirmada pela Fifa em circulares e reuniões oficiais antes de cada partida do torneio.
Sob a alegação de proteger os princípios fundamentais de “fair play” e os direitos das seleções participantes, a federação belga informou que já está investigando todas as opções potenciais diante do caso.
Mais cedo, a União Europeia e a Uefa também criticaram a Fifa por anular o cartão do jogador após pedido de Trump.
Decisão comemorada por Trump e técnico dos EUA
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da Fifa, Gianni Infantino, posam para foto com o troféu da Copa do Mundo no Salão Oval, na Casa Branca. Foto de agosto de 2025.
Divulgação/Casa Branca
No domingo (5), Trump já havia parabenizado a Fifa por anular o cartão:
“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!”, publicou o presidente.
Durante uma coletiva de imprensa também no domingo, o técnico da seleção norte-americana, Mauricio Pochettino, celebrou a decisão.
“Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia-Herzegovina ao jogar com um a menos por 30 minutos, em uma decisão completamente injusta. E não só porque sou o técnico da seleção dos Estados Unidos e preciso defender meu lado. É porque acredito que 99,9% das pessoas concordam que aquele cartão vermelho foi injusto”, disse o treinador argentino.
Folarin Balogun, dos EUA, durante jogo contra a Bósnia e Herzegovina.
Phil Noble / Reutersg1 > Mundo Read More